A Bela e o Boxeador, documentário que mostra que o amor e a arte se entendem melhor com golpes de boxe

por max 11. julho 2014 08:45

 

Assim como a Bela e a Fera, ela é a parte meiga e ele, a besta, o vilão com luvas. Mas este não é um conto de fadas e sim um documentário e os protagonistas não são jovens nem parecem ser cheios de felicidade. Eles estão casados há 40 anos. Estamos falando de Ushio Shinohara e Noriko Shinohara, os protagonistas do documentário A Bela e o Boxeador (Cutie and the Boxer, 2013), trabalho que ocupou cinco anos da vida de Zachary Heinserling e que recebeu o prêmio de Melhor Documentário no Festival de Sundance e Indicação ao Oscar.

Mas vamos voltar aos nossos personagens.

Ushio e Noriko são idosos e ambos são artista. A arte de Ushio consiste em pegar um par de luvas, enchê-las de tinta e depois dar golpes na tela. Em inglês é conhecido como boxing painting. Tal ato de originalidade trouxe fama a Ushio, que hoje vive com sua esposa Noriko em um pequeno apartamento em Nova York, onde bem ou mal se mantém graças à fama do nome que construiu. Mas, como disse no início, Noriko também é artista e mesmo tendo sacrificado os melhores anos de sua vida para ser companheira do pintor genial, boêmio e alcoólatra, ela continuou trabalhando em suas pinturas, em busca de sua própria voz, para sair da sombra de seu marido e finalmente poder exibir seu trabalho. Ela é desenhista e vem realizando uma espécie de graphic novel sobre sua relação com Ushio desde que o conheceu (quando ela tinha 19 anos e ele 40), até os dias atuais. Esta obra gráfica, claro, se chama Cutie and Bullie.

Ver este documentário é ficar encantado. E como não ficar? É uma magnífica história de amor, história difícil, dura e, às vezes, muito bela e que nos faz compreender que tanto a arte como o amor requerem paciência, sacrifício e sabedoria.

A Bela e o Boxeador, terça 15 de julho, no Max.

O que você vê quando vê o Max?

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