Série de filmes do livro para o cinema

por max 3. abril 2013 03:36

 

Em Da Literatura ao cinema: Teoria e análise da adaptação (2000), José Luis Sánchez Noriega diz que em 1908 produtoras como Pathé, começam a dar um brilho artístico ao cinema. A mesma Pathé fundou a SCAGL (Sociedade Cinematográfica de Autores e Pessoas de Letras), e posteriormente a Film d´Art. Contrataram escritores, dramaturgos, atores de teatro, músicos talentosos, com o objetivo de adaptar os romances de Alexandre Dumas, Walter Scott, Victor Hugo, Shakespeare e outros autores da antiguidade clássica. A Alemanha, que prefere argumentos originais, contrata escritores para criar suas histórias, diz Sánchez Noriega. Também W. C. Griffith falaria da influência de Dickens em seu estilo. Explica o filósofo Juan Nuño no ensaio Cinema e Literatura (1989).

 

"A grande inovação produzida por Griffith consistiu em tornar a narrativa cinematográfica em uma autêntica narrativa literária. O filme decola e sai do quadro estreito de teatralidade como havia localizado Meliès e os primeiros criadores, e tudo isso graças a Griffith que se inspira em Dickens e cria para o filme um estilo cópia literária"

 

Em Dickens, Griffith e nós (1994), S. M. Eisenstein destaca a união entre o cinema e a literatura, e falando de suas próprias influências nos referimos a Tolstói, Flaubert e Zola. Essa influência, observa Nuño, é dada sobre os planos. Ou seja, a cena teatral (fixa) torna-se plano e movimento, e essa é uma das grandes heranças da literatura narrada no cinema. O que os une, não é somente a adaptação de uma história, mas também uma maneira de olhar o mundo.

Esta relação existe, sem dúvida, desde o início do cinema. Da tipografia à imagem, o trabalho da tradução de um "formato" a outra conhecida adaptação, a livre inspiração, a versão, o comentário, a mistura entre a biografia e a ficção. E claro, a narrativa, as histórias, sempre estão ali, fazendo ponte entre ambos os mundos, tão semelhantes e tão diferentes ao mesmo tempo.

 

Este mês, todas as quintas, o Max traz uma série de filmes que tem a ver com o cinema e a literatura, uma série especial que vai do livro para a tela.

Eis os filmes que serão exibidos:

 

Quinta-feira 4: Uivo (Howl) original de Allen Ginsberg.

Quinta-feira 11: 2001: Uma Odisséia no Espaço, original (em parte) de Arthur C. Clark.

Quinta-feira 18: Norwegian Wood, original de Haruki Murakami.

Quinta-feira 25: Hamlet e Othello, original de William Shakespeare.

 

 

O especial cinema e literatura começa na quinta, 4 de abril, com Uivo (Howl - 2010), de Rob Epstein (ganhador de três prêmios no Festival de Berlim e de dois Oscars de Melhor Documentário) e Jeffrey Friedman (ganhador de três prêmios em Berlim junto com Epstein). O Uivo torna elementos biográficos que se inspira em seu lugar no famoso poema de uma dos maiores poetas beat norte-americanos, Allen Ginsberg. Entre a animação, o estilo documental, a poesia e o drama, o filme é uma peça experimental e de um espírito independente e traz James Franco em um papel forte e alucinante. Cheio de conflitos entre a homossexualidade como bandeira literária e os ideais estéticos que resulta ao mesmo tempo nitidamente políticos, Ginsberg é apresentado como um personagem atormentado e lutador, apesar de seu temperamento nirvânico, ou quase alienígena. Tanto a personalidade do poeta, como o poema, são responsáveis por terem a mesma carga dramática. Lembrando que em 1955 o poeta Lawrence Ferlinghetti recitou o Uivo por meio de performance artística na famosa livraria City Lights, e alguns dias depois, ele foi preso por isso. A acusação: propagar, disseminar, recitar literatura obscena. Você pode não acreditar, mas Ginsberg e seu poema são levados a julgamento. Ambos acusados de indecência. O julgamento, por sua vez, é um dos pilares fundamentais do filme, fortaleza que nos lembra a luta pela liberdade, pela beleza e pelo direito de amar quem quisermos. Franco, em seu papel, demonstra sua coragem e talento. Os diretores, deixam claro seus pontos de vista em um filme muito digno.

Não esqueça, Uivo, quinta, 4 de abril, iniciando a série de filmes que começam no livro e pulam para as telas do cinema. Amor pelo cinema, amor pela literatura. O que você vê quando vê o Max?

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Michel Petrucciani, ou os caminhos de Michael Radford

por max 27. dezembro 2012 05:29

 

Pode-se dizer que Michael Radford não é uma figura fácil. Considerado um diretor promissor nos anos 80, quando lançou a adaptação cinematográfica de George Orwell, 1984 (que estreou em 1984), Radford foi de grandes sucessos a estrondosos fracassos, que o fizeram se afastar do público por anos, para depois voltar com um novo projeto alinhado com suas buscas, com suas necessidades do momento, nunca para impressionar comercialmente. Isso, às vezes, resultou em sucessos e noutras, em fracassos.

Radford também não é fácil no que diz respeito à vertente temática: não gosta de ser rotulado. Porém, depois de mais de quatro décadas de trajetória, dá para ver linhas diversas traçadas nele. Radford gosta de Shakespeare — gosta de literatura — (O Mercador de Veneza, O Rei Lear, este último estreará em 2013; o filme 1984), gosta também da cultura latina (América e Espanha se veem refletidos em filmes como La Mula – do qual se retirou e ao qual não quer ser ligado como diretor -, Elsa e Fred – também para 2013 – e O Carteiro e o Poeta) e, finalmente, de música. Como bom inglês (nasceu na Índia de pai inglês e mãe australiana) e herdeiro, possivelmente, do realismo social, sua cinematografia tem uma boa carga social, de luta – é importante a palavra luta — contra os poderes. Não é de se estranhar que, nos últimos anos, está trabalhando um filme protagonizado por Che Guevera (Castro's Daughter), ainda que também ali vejamos seu gosto pelo que é latino. Outro assunto que mexe com Radford é a música. O longa de estreia, em 1980, foi um documentário sobre Van Morrison. Em 2011, voltou seu olhar sobre outro músico, Michel Petrucciani, também na forma de documentário. Radford, é bom lembrar, disse que não sabia nada sobre o músico quando lhe propuseram realizar o documentário. Quando começou a pesquisar se deu conta que se tratava de um homem excepcional, alguém que passou por cima de todas as circunstâncias adversas. Petrucciani media menos que um metro de altura e não era apenas um grande talento, mas representou uma forma titânica para Radford, uma forma de luta humana para tirar o máximo do que a vida oferece, e do que a vida lhe deu, sem se deixar mergulhar em pena, sem se deixar derrotar.

É disso que trata Michel Petrucciani (2011), o filme de Michael Radford, da surpreendente história de um homem. Petrucciani nasceu com uma deficiência física importante, com osteogenia imperfeita (conhecida também como a doença dos ossos de cristal), uma doença muito rara que aparece em uma a cada 20 mil pessoas. Contudo, Petrucciani foi um dos mais destacados pianistas de jazz da história, morreu jovem, aos 36 anos, e sua história é daquelas que merece ser contada. E isso é o que Radford faz, através de entrevistas – mais de 35 pessoas -, arquivos de vídeos e fotografias, neste documentário humano e inspirador. Radford é, sem dúvida, um diretor de caminhos diversos, caminhos que ele nos oferece com a profundidade de sua paixão, a luta do homem diante das vicissitudes da existência.

Neste domingo, 30 de dezembro, o Max fecha o ano, com chave de ouro, com uma história de esperança e vida: o documentário Michel Petrucciani, de Michael Radford.

Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

Dumas, ou o ato de escrever e o amor a quatro mãos

por max 3. março 2012 02:27

 

Há quem adore um mistério, uma conspiração, e há quem fique fascinado ao ver um ídolo cair. Somos humanos, queremos ter a "verdadeira história" nas nossas mãos e queremos que a verdade tenha fraquezas humanas. Talvez a soberba acadêmica, a prepotência do eleito, faça com que muitos tenham a necessidade de fugir em busca de outros argumentos, outras histórias. No fundo, a teoria da conspiração ou a alegria da queda do herói são reações do oprimido diante da ditadura dos poderes. Não é por acaso que o mais recente filme de Roland Emmerich se chama Anonymous (2011), sendo "Anonymous" o nome do grupo de hackers que tomou para si a bandeira da luta contra os poderes corporativos e do estado. Anonymous é o filme que pretende colocar em dúvida a autoria de William Shakespeare e dá-la a outro, mais educado e interessante, que trabalhava nas sombras. Isto, claro, é o extremo de uma teoria. Em outros casos, o que se tem dito é que Shakespeare era um plagiador que roubava histórias dos outros e as apresentava como suas. Quem disse essas coisas, talvez ignore que o conceito de autoria tem variado ao longo dos séculos. Nos tempos de Shakespeare, as mesmas histórias viajavam de caneta-tinteiro para caneta-tinteiro, e o que tinha sido escrito por um antes, era retomado por outro, sem que isso significasse falta de originalidade ou plágio; digamos que havia, contudo, uma mescla entre a história de origem popular e a autoria individual. Por outro lado, o texto de teatro em si não era considerado, naquele momento, um trabalho exatamente literário, mas sim um roteiro autoral. No caso de Shakespeare se diz que peças como Romeu e Julieta ou Hamlet foram tiradas de obras anteriores e possivelmente tenha sido assim mesmo; o único problema é que não podemos julgar um autor de quase 400 anos com os mesmos parâmetros de hoje em dia. Se bem que Shakespeare, supondo que tenha sido assim, pegou outros textos anteriores para escrever suas histórias, devemos também admitir que, ao fazê-lo, acabou transformando estas mesmas histórias em algo muito maior, de melhor qualidade.

O fundamental aqui, voltando um pouco, é que a necessidade de tirar o poder do seu pedestal sempre está presente. Também, ressalto, existe a resistência do ser humano em acreditar no gênio sem medida, no talento perpétuo. É difícil acreditar que alguém realmente possa produzir tanto e com tanta qualidade.

Algo parecido aconteceu com Alexandre Dumas, pai. No caso do grande autor francês, sabe-se, inclusive por seu próprio testemunho, que teve de sobra o que, em inglês, conhece-se como "ghost writer", escritor-fantasma ou um escritor que fica nas sombras. Um ghost writer é, geralmente, aquele que escreve anonimamente um livro que será assinado por outra pessoa. Hoje em dia, por exemplo, as biografias dos políticos ou dos atores estão assinadas pelo respectivo político ou ator mas, na realidade, foram escritas por um profissional contratado pela editora, que nunca terá seu nome conhecido. Lembremos, por exemplo, O Escritor Fantasma (The Ghost Writer, 2010), de Roman Polanski, no qual Ewan McGregor é o ghost writer e Pierce Brosnan é o ex-primeiro ministro da Inglaterra. Alexandre Dumas chegou a ter mais de 60 "secretários" que, na realidade, ajudavam o autor em sua interminável produção. Dumas publicou mais de 500 textos, entre artigos, peças de teatro e novelas; porém, hoje, sabe-se lá quantos escreveu realmente. Seus romances foram publicados como folhetins em jornais e as pessoas seguiam as histórias com paixão. Uma história de Dumas significava vendas, muitas vendas para o jornal e também muito dinheiro para Dumas. Assim, acabou sendo uma espécie de rockstar da literatura francesa do século XIX mas, ao mesmo tempo, se viu obrigado a contratar ajudantes para, com ele, escrever as histórias. Um desses escritores não tão fantasmas (referindo-se à expressão em inglês) – o próprio Dumas chegou a dar-lhe crédito verbalmente, nunca por escrito – foi Auguste Maquet, professor de história muito disciplinado, que trabalhou com Dumas na série de romances sobre Os Três Mosqueteiros, O Conde de Montecristo, A Rainha Margot, O Castelo de Cagliostro, entre outras também muito conhecidas. Aparentemente, a amizade e a associação entre eles duraram sete anos e tiveram seu início quando Maquet, em 1844 por intermédio de seu amigo, o poeta Gérard de Nerval, fez chegar às mãos de Dumas uma peça de teatro, A Noite de Mardi-Gras, que logo o famoso escritor melhoraria e que terminaria sendo publicada com a assinatura dos dois abaixo do nome de Bathilde. Pouco depois aconteceu o mesmo com um romance de Maquet que estava em fase de esboço. Dumas revisou o texto, melhorou-o e quando estava pronto, o editor de ambos decidiu que esse romance, assinado exclusivamente por Dumas, teria mais vendas do que aquele assinado pelos dois. Maquet aceitou, o romance O Cavaleiro de Harmenthal foi publicado e, desde então, Maquet, com sua excelente capacidade para recriar momentos históricos, transformou-se no colaborador mais qualificado de Dumas. Acredita-se que Maquet, depois de planejar o esqueleto com seu parceiro, fazia os primeiros rascunhos dos romances, centrando-se principalmente nos detalhes históricos. Depois, Dumas acrescentava o que faltava a Maquet, esse talento indescritível para fazer da obra uma história realmente apaixonante. Com o passar dos anos, Maquet foi se cansando do papel menor e decidiu abandonar Dumas. Isto aconteceu em 1851. Porém, em 1845, apenas um ano depois de se conhecerem, apareceria o panfleto Casa de Alexandre Dumas e Cia.: Fábrica de Novelas, no qual Eugene De Mirecourt acusava Dumas de publicar o trabalho de outros assinando com seu nome. O escritor ganhou o caso naquela ocasião; Maquet, porém, não teve uma sorte tão grande. O juiz determinou que Dumas era o autor de seus livros (ainda que, em seu testamento, Maquet tenha declarado que as obras eram suas), mas também impôs um pagamento, por 10 anos, de uma certa quantia de dinheiro ao demandante (Dumas havia declarado que estava em falência, e estava realmente, pois gastava tudo na boa vida).

Estrelado por Gérad Depardieu como Alexandre Dumas e pelo belga Benoît Poelvoorde como Maquet, Dumas (L'Autre Dumas, 2010), de Safy Nebbou, resgata a figura deste esquecido autor, em uma mescla de realidade com ficção, muito bem administrada e ambientada. Maquet é apresentado como um trabalhador árduo, um homem organizado que põe os pontos nos is no caótico mundo literário. Porém, deixa claro que sua dimensão como autor é muito menor que a do outro. Safy Nebbou declarou: "Maquet não tinha a genialidade de Dumas; podia passar horas e horas escrevendo, mas não seria melhor. A genialidade não se aprende." Contudo, o cineasta trabalha sobre a ideia de que ambos precisavam um do outro. Havia química entre eles, e Dumas, desordenado e alçado à fama, precisava que alguém colocasse seus pés no chão, o disciplinasse e oferecesse temas a ele. E, claro, com a ficção sempre em jogo, o conflito surge quando aparece a jovem Charlotte (Mélanie Thierry). Charlotte, admiradora de Dumas, primeiro tropeça em Maquet e o confunde com seu ídolo. Maquet aproveita a situação, não esclarece a confusão e alimenta a ilusão da moça ainda mais. A partir deste momento, a relação entre estes dois homens não será mais a mesma.

O amor, o orgulho, a verdade, a justiça, a liberdade e a rebeldia estão em Dumas, neste sábado, 3 de março. Reinvente, imagine de novo... Descubra o Max.

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Elizabeth Taylor, ou a arte de lutar contra a beleza

por max 11. novembro 2011 11:57

 

A beleza e a dor. Se Frida Kahlo tivesse sido bonita, teria sido igualmente sofrida e, com a dor, também teria descido às profundezas da alma. A dor faz descer. A dor física se converte em dor metafísica, filosófica, existencial; é uma espécie de Nirvana amargo amarrado aos ossos. Se Frida tivesse sido bela e, além disso, atriz e também vítima da dor, não teria se chamado Frida, mas sim Elizabeth Taylor. Porque La Taylor era bonita e era atriz, uma grande atriz cheia de dor. Porque a beleza pode ser outra forma de dor. É assim, há mulheres que são dominadas por sua beleza, e se perdem por causa dela. Algumas lutam contra ela, desejam que sua inteligência ganhe a batalha. Mas também, ao mesmo tempo, há algo na beleza que produz a sensualidade. Para algumas, a beleza é isso, um demônio que vai dentro da pessoa, um ser que as domina. Elizabeth Taylor foi uma mulher dominada por sua beleza, pelo demônio da beleza? A dor, real, física, a dominava. Uma deformação eterna, um tumor cerebral. Algo profundo feria Elizabeth. Teve problemas com o vício. Sem dúvida, algo a machucava. E continuamos dizendo, era bela. É só vê-la em Cleópatra (1963). Grande atriz também. Basta vê-la em Quem Tem Medo de Virginia Wolf? (Who´s Affraid of Virginia Wolf?, 1963). Famosa, talentosa, dominada por sua beleza, Elizabeth casou-se oito vezes, duas delas com o mesmo homem: Richard Burton. Acreditava no amor, era uma apaixonada, mas o amor não durava muito para ela. Fica a pergunta: a beleza talvez lhe trouxesse esses problemas? Viveu entregando pedaços do seu enorme coração, e morreu de uma insuficiência cardíaca. Assim foi Elizabeth, uma mulher belíssima que lutava contra a dor, contra a dor física, e contra a dor espiritual. Uma mulher que se empenhou em demonstrar, durante toda a sua vida, que a beleza não era seu único ponto forte. Seus olhos, devo dizer, sempre foram os mesmos. Os olhos de Frida falam de tristeza, os de Elizabeth são misteriosos. Eram belos e diziam pouco, não podiam ser decifrados. Talvez buscassem o que se passava por dentro dela, sua alma e as razões de sua alma. Cansada de sua beleza externa, não queria ser dos outros, mas sim dela mesma e, quem sabe por isso, seus olhos escondiam a luz que ela precisava para iluminar suas próprias verdades.

Sempre pensei que ela devia morrer jovem, porque tinha sido extremamente bela. Velha teria arruinado sua imagem, seu mito. Mas não, La Taylor foi além da esplêndida Cleópatra. E prosseguiu mostrando-se ao mundo para provar que, apesar de sua beleza perdida, continuava sendo Elizabeth Taylor, a atriz, a diva, a verdadeira estrela de Hollywood, como poucas.

Como grande atriz que procurou ser, conquistou três Oscars, um em 1961 de Melhor Atriz em Disque Buttefield 8 (Butterfield 8), outro em 1966, na mesma categoria por Quem Tem Medo de Virginia Wolf? (Who´s Afraid of Virginia Wolf?). Em 1993, deram-lhe o Prêmio Humanitário Jean Hersholt. Vale a pena ressaltar que em Disque Butterfield 8, seu papel tinha a beleza como aspecto fundamental. No filme, ela interpretava uma bela modelo, que também era garota de programa, e cuja vida romântica ia sempre da felicidade extrema ao tormento. Vale dizer que bela, sim, e igualmente grande atriz.

Nesta sexta-feira, dia 11, dentro do ciclo Ícones do Cinema, Elizabeth Taylor interpreta uma fera nada domada em A Megera Domada (The Taming of the Shrew, 1967), um papel nada fácil porque, obviamente, estamos falando de Shakespeare e, quando se fala de Shakespeare, o foco vai para os atores e porque, além disso, a personagem de La Taylor, Katherina é, como já sabemos, uma moça rebelde, cheia de vida, que cresce rapidamente, e que transita entre momentos de humor e drama, entre a indiferença e o amor.

Lembre-se: Elizabeth Taylor será seu Ícone do Cinema em A Megera Domada, nesta sexta-feira, 11 de novembro, no Max.

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