O Espião Que Sabia Demais - Gary Oldman leva as intrigas da espionagem à máxima expressão

por max 18. abril 2014 03:27

 

Gary Oldman, Colin Firth, Tom Hardy, John Hurt, Mark Strong, Benedict Cumberbatch, Toby Jones e Ciarán Hinds são os protagonistas de um filme de espionagem que já se tornou um clássico do estilo. Não é para menos, O Espião Que Sabia Demais (Tinker, Tailor, Soldier, Spy, 2012) é um ótimo thriller, baseado no livro de John le Carré, um dos mestres do suspense e das complexas e silenciosas lutas entre os países. Le Carré é autor de obras muito conhecidas como A Garota do Tambor (The Little Drummer Girl, 1983), A Casa da Rússia (The Russia House, 1989), O Gerente Noturno (The Night Manager, 1993), O Alfaiate do Panamá (The Tailor of Panama, 1996), O Jardineiro Fiel (The Constant Gardener, 2001), entre outras que também foram adaptadas para cinema e televisão. Vale dizer que O Espião Que Sabia Demais foi escrito em 1974 e que, em 1979, a BBC o adaptou para uma minissérie de TV, estrelada por sir Alec Guiness e dirigida por John Irvin. Neste caso, a versão para o cinema ficou por conta de Tomas Alfredson, diretor sueco que conquistou fama com o filme de 2008 Deixe Ela Entrar (Låt den rätte komma in, já exibido pelo Max), história que junta o terror dos contos de fadas de vampiros com uma certa delicadeza.

O Espião Que Sabia Demais parece ser uma história complicada à primeira vista, mas… que história de espião não é? O problema é que, em certo momento, uma missão dá errado — agentes morrem — motivo que leva alguns espiões a serem aposentados, entre eles o personagem de Gary Oldman, George Smiley, ou Sr. Smiley. No entanto, nosso homem voltará à ativa, pois, digamos que de maneira secreta, ele próprio define que vai voltar à espionagem, mas desta vez será interno. Existe uma suspeita de que um dos agentes do Circo (MI6) é um traidor, um agente duplo.

Perfeitamente ambientado nos anos 70 durante a Guerra Fria, este filme reúne o melhor do gênero e tem enredo com uma intriga inteligente que, como disse antes, o transforma por antecedência em um clássico do gênero de espionagem, que merece as três indicações ao Oscar que recebeu: Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Música Original. Além disso, a produção ganhou o BAFTA de Melhor Filme Britânico.

O Espião Que Sabia Demais, domingo, 20 de abril, no Max.

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Call girl, ou as alturas abissais do poder

por max 31. agosto 2013 03:06

 

O sueco Stieg Larsson virou moda. Sua personagem Lisbeth Salander encantou a todos. Larsson mostrou a cara podre da alta sociedade sueca dos tempos atuais. Nazismo, perversidade sexual, corrupção do alto escalão. Larsson é, sem dúvida, herdeiro de uma literatura que mistura ficção com denúncia social. Henning Mankell, através de seu personagem Kurt Wallander, expressou suas preocupações sobre a sociedade dos anos noventa. Há também, em variadas ocasiões, os crimes mais hediondos intercalados com o abuso do poder. Ou o abuso da liberdade, ou a distorção da liberdade. Porque no final o mal começa na liberdade, no uso feito da liberdade. O poder, que tem um vasto campo para se mover, geralmente é uma fonte segura para o surgimento do mal. É onde a arte ataca e é onde estes escritores suecos se estabeleceram com os romances policiais. Ou seja, não são somente produtos de entretenimento dentro do gênero policial; atrás de suas histórias também tem o reflexo de uma sociedade, os males, a corrupção e é o que une estes autores europeus com autores americanos como Dashiell Hamett e Raymond Chandler, que foram os precursores em mostrar dentro do policial a podridão social de sua época.

O filme Call Girl (2012), do sueco Mikael Marcimais, se mete nessas entranhas retorcidas do poder do alto escalão. Neste caso, está no negócio da prostituição e isso em plenos anos setenta. O tempo em que ocorrem esses eventos não é casual. Por quê? Porque nos colocamos precisamente em uma época de liberdades, de luta pela liberdade da mulher, dos direitos civis, mas também em uma época importante da Guerra Fria, onde os poderes, cada um no seu âmbito ideológico, lutavam pelo que acreditavam ser a verdadeira liberdade. Assim, entre estas duas águas turbulentas e inspirado em histórias reais (o famoso caso de moral política Bordellhärvan, do ano de 1977), Marcimais nos conduz ao longo de uma história que começa nos porões, na pobreza de duas meninas que logo são "resgatadas" do buraco, e que depois chegam às alturas do poder. Esta ascensão, podemos dizer, é paradoxal, pois sem dúvida me parece mais um descenso, uma descida às profundezas do inferno, onde as máscaras estão tomando cada vez mais a consistência de aço e onde nada pode ser revelado, porque se for, a consequência poderia ser a morte do mais fraco envolvido.

Embora começamos falando de autores de romance policial, não cabe aqui esperar um filme neste estilo. Call Girl é mais parecido com os filmes de suspense político de Sydney Lumet, ou com Sobre o Domínio do Mal (The Manchurian Candidate), de John Frankenheimer, ou mais recentemente O Espião Que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy, 2011), de Tomas Alfredson. Trata-se de um thriller político, mas com um tom mais obscuro, que nos remete também a filmes como Réquiem Para Um Sonho (Requiem For a Dream, 2000), de Darren Aronofsky. No centro disso tudo há a figura da mulher, a mulher e sua liberdade, e como essa mesma ideia de liberdade é usada em muitos casos para distorcer as almas, para perverter, para sujar, para humilhar, para satisfazer egoísmos, interesses próprios.

Call Girl, domingo, dia 1º, começando o mês de setembro. Poder, liberdade, sexo, corrupção. O que você vê quando vê o Max?

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Mais de Hammer e Christopher Lee, no presente e no futuro

por max 9. março 2011 08:44

 


Enquanto Hammer foi fundada em 1934 e seu apogeu foi entre os anos sessenta e setenta, com os famosos filmes de terror, a empresa retomou as suas atividades para o cinema no início do século XXI com Let me in, a adaptação de Let the Right One In (Låt den rätte komma in, 2008) do diretor sueco Tomas Alfredson, um dos filmes de vampiros mais originais e de melhor qualidade plástica na primeira década deste século e, que pudemos assistir no Max. A versão da Hammer foi lançada nos cinemas em outubro de 2010 e é um filme dirigido por Matt Reeves, o criador da série de televisão Felicity. Ironicamente, Reeves é um fã de filmes de terror. Let me in está protagonizada por dois jovens atores, Kodi Smit-McPhee, que fez um papel muito difícil, em The Road (2009), filme baseado no romance de Cormac McCarthy que ganhou o Pulitzer,e, Chloe Moretz, que neste momento está filmando Hugo Cabret de Martin Scorsese.

Hammer prepara outros dois filmes para 2011. The Woman in Black, uma história, naturalmente, de terror, estrelada por Daniel Radcliffe, o ilustre Harry Potter da telona e, The Resident, filme dirigido pelo famoso diretor de vídeo clipes, o finlandês Antti Jokinen. The Resident, trabalho fortemente influenciado pelo suspense é interpretado por Hilary Swank e o elenco inclui Christopher Lee. Sabemos que Lee, nos últimos anos viu um notável ressurgimento de sua carreira, graças, principalmente, a dois diretores muito famosos no campo da fantasia: Tim Burton e Peter Jakson. Com Jakson, sempre na saga de The Lord of the Rings, onde ele interpreta o bruxo das trevas Saruman; também será visto em breve nos filmes de The Hobbit. Com Burton em filmes como Sleepy Hollow (1999) e Charlie and the Chocolate Factory (2005). Sua voz profunda, é claro, também teve trabalho na série de televisão de Star Wars e nos filmes de Burton Corpse Bride (2005) e Alice in Wonderland (2010). Lee está trabalhando atualmente com Scorsese em Hugo Cabret.

Este mês, assista Christopher Lee e as produções da Hammer na Max. 

E lembre-se, no próximo sábado, o grupo completo.

Descubra Max.

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