Histeria, filme sobre a invenção do vibrador, inicia o ciclo dedicado à mulher

por max 5. março 2014 12:39

 

Em março, o Max comemora o Mês da Mulher e faz homenagem à valentia, à força de vontade e à rebeldia feminina, com quatro filmes que falam sobre ela. Aqui as datas e os filmes que você poderá aproveitar:

 

Quinta dia 06: Histeria, estrelado por Maggie Gyllenhaal e Felicity Jones.

Quinta dia 13: Bem-Vindo ao Mundo, com Penélope Cruz.

Quinta dia 20: Leonie, com Emily Mortimer à frente da rebeldia.

Quinta dia 27: Elas, com a bela Juliette Binoche lançando sua voz.

 

Mas vamos falar de Histeria, um filme sobre o vibrador, ou algo assim!

 

Tudo começou com o médico britânico Joseph Granville, que diziam ser muito bom tratando a histeria, suposto transtorno comum entre as mulheres durante a época mais pacata da história, a época vitoriana. Cabe destacar que esse tratamento era uma massagem – com as mãos – nas áreas genitais da mulher, claro, tudo decentemente coberto por uma cortina que atrás aconteciam as "crises paroxísticas", que não eram mais que orgasmos, mas que para aquele momento não eram considerados como tais.

Certo dia, Granville, cansado e com câimbras nas mãos de tanto praticar "massagens pélvicas", decidiu tentar o tratamento com um dispositivo mecânico... Resultado: o tratamento foi um sucesso, comprovado pela feliz reação das pacientes. E não seria? Através desta grande ideia do médico, nasceu, sem ele saber, o vibrador.

Histeria (Hysteria, 2011), da cineasta Tanya Wexler, é uma comédia romântica onde Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Rupert Everett e Jonathan Pryce estrelam uma atrevida, interessante, educativa e como não dizer, orgástica história que não deixa de marcar claramente os padecimentos sociais das mulheres nesta determinada época histórica. Elas, as mulheres rebeldes, são representadas neste filme por Felicity Jones e Maggie Gyllenhaal, duas damas experientes, rebeldes e à frente do seu tempo que serão julgadas por suas rebeldias como mulheres vítimas, claro, da histeria.

Histeria, comemorando o Mês da Mulher, quinta, 6 de março, no Max. O que você vê quando vê o Max?

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Histeria, ou uma história de boas vibrações

por max 23. novembro 2013 03:38

 

Se você não sabia, eu conto. O vibrador não é uma invenção dos tempos perversos que vivemos. O vibrador foi inventado em uma época totalmente pacata, fechada, coberta de tecidos e preconceitos. O vibrador foi inventado na época vitoriana.

 

Cabe dizer que, durante muito tempo, a histeria era considerada propriedade exclusiva das mulheres. Histeria, de fato, vem do grego, da palavra útero. Na Antiguidade, acreditava-se que o útero era um órgão móvel e dependendo de onde estava localizado, causava certas enfermidades na mulher.

 

Também, durante muito tempo, pensava-se que a cura para a histeria feminina era fazer massagem no clitóris das mulheres. Acreditava-se que uma vez que elas chegavam ao orgasmo, estavam curadas.

 

O médico britânico Joseph Mortimer Granville aplicava as tais "massagens pélvicas" com a finalidade de curar a histeria. Um dia, atormentado por dores em suas mãos, decidiu tentar o tratamento com um dispositivo mecânico. Através desta grande ideia, nasceu o vibrador.

 

Histeria (Hysteria, 2011), da cineasta Tanya Wexler, é uma comédia romântica "cheia de boas vibrações". Por quê? Porque, literalmente, fala sobre a invenção do vibrador. Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Rupert Everett e Jonathan Pryce estrelam esta atrevida, interessante, educativa e como não dizer, orgástica história que não deixa de marcar claramente os padecimentos sócio-culturais das mulheres nesta determinada época histórica. O prazer sexual é um direito, mas também uma questão, digamos, política. Estamos, sem dúvida, diante de um filme onde não falta humor, nem mesmo crítica social, que sabe lidar com a tensão erótica e que, afinal de contas, apresenta uma história rápida, inteligente e picante que nos mantém sorridentes. Um bom filme, que ninguém se atreva a dizer o contrário, cheio de excelentes vibrações.

 

Histeria, domingo, 24 de novembro, no Max.

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