Cores do Destino, dirigido por Shane Carruth, terceira obra do ciclo do cinema independente americano

por max 16. setembro 2014 13:39

 

Cores do Destino (Upstream Color, 2013) de Shane Carruth, é uma espécie de thriller que não é thriller, de ficção científica que não é ficção científica e de drama romântico que não é romântico... É, no fim das contas, um desses filmes fabulosos que não têm classificação e que tampouco precisam.

Shane Carruth é formado em engenharia, mas sempre quis fazer cinema. Em 2004, juntou sete mil dólares e produziu seu primeiro filme, Primer (clique aqui para ver o trailer), também uma ficção científica sem grandes efeitos especiais, mas com uma história fascinante sobre uma máquina do tempo que é utilizada com finalidades mais que egoístas. Primer foi apresentado no festival de Sundance e de imediato se transformou na sensação do momento, o que o fez ganhar o Grande Prêmio do Júri como Melhor Filme. Nove anos depois, Carruth lançou seu segundo filme. Um filme que continua sua busca dentro da ficção científica minimalista cheia de imagens poéticas e marcantes.

A história? Pois bem, Kris (Amy Seimetz) é sequestrada e hipnotizada – ou drogada – por um personagem que a faz realizar atividades absurdas (como beber água acreditando que é um líquido delicioso, ou fazê-la transcrever o romance Walden de Henry David Thoreau). Em certo momento, ela descobrirá que o que a domina são vermes que ela está ingerindo. Depois acordará abruptamente em outro lugar. Mas já será muito tarde: Kris já perdeu todo seu dinheiro e seu emprego. Mais tarde será atraída a uma fazenda onde um personagem identificado como The Sampler (Andrew Sensenig) vai tirar seu sangue e injetá-lo em porcos. Ela voltará a despertar em outro lugar e não vai se lembrar de nada. Um ano depois, se encontrará com Jeff (o próprio Carruth), que parece ter sofrido algo parecido com o que ela sofreu. Juntos eles tentarão preencher as lacunas vazias de suas memórias, o que é igual e ir descobrindo a eles mesmos e até os perigos que podem ser.

Sem dúvida, trata-se de uma obra cinematográfica que Carruth escreveu, dirigiu, atuou, fotografou, sonorizou, comercializou e distribuiu, e que, no final, recebeu uma boa quantidade de indicações em diversos festivais, assim como o Prêmio Cidadão Kane a Carruth como Diretor Revelação em Sitges (festival de cinema fantástico) e o Prêmio Especial do Júri em Sundance pelo desenho de som.

Cores do Destino, quinta 18 de setembro, dentro do ciclo de cinema independente americano, no Max.

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