Woody Allen: Um Documentário, ou em confiança aos amigos

por max 23. dezembro 2013 05:44

 

Woody Allen: Um Documentário (2012) não é qualquer coisa. Sabemos como Allen é zeloso em relação à sua vida particular (apesar de que mais de uma história tenha vazado), que se manteve longe das luzes do circo e que também se negou a assistir as premiações do Oscar, onde foi ganhador em quatro oportunidades. E assim Robert Weide, o diretor deste documentário, tem uma conquista a considerar, pois, graças a ele, podemos acompanhar um ano e meio de vida, de trabalho e criação de um dos sujeitos mais cultuados do cinema mundial. Weide, cabe dizer, não é qualquer diretor. Weide se movimenta no campo da comédia e entre os grandes. No início de sua carreira, em 1982, escreveu o roteiro para um documentário sobre os irmãos Marx, e em 1998 dirigiu um documentário que foi indicado ao Oscar (1999) sobre a vida do grande Lenny Bruce; estamos falando do documentário Lenny Bruce: Swear to Tell the Truth. Weide também trabalhou durante anos com Larry David dirigindo episódios de Segura a Onda (Curb Your Enthusiasm). David e Allen se respeitam e até trabalharam juntos em um filme de Allen, Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works, 2009). Portanto, não é de se estranhar que, com Weide, Allen concordou em quebrar o silêncio de sua vida particular tão protegida e até aceitou que uma câmera o seguisse durante um ano e meio. Mas, tal como eu disse, o trabalho abrange não só o presente, mas também faz um tour completo pela vida daquele que podemos qualificar como um dos últimos autores do cinema de autor. O documentário aborda desde sua adolescência, seu trabalho como escritor de comédia, seus anos como comediante de standup, suas primeiras atuações, suas primeiras incursões em direção e todo o trabalho que o fez ser um diretor que realizou, quase sem parar, um filme por ano por mais de quarenta anos. O documentário também nos mostra seus hábitos de escritura, suas ideias sobre direção e sua relação (sempre inclinada para o cômico) com os atores.

As relações sentimentais, o sexo, a neurose urbana, o medo da morte, todos os temas de Allen são abordados no trabalho de Weide. E, claro, não pode faltar o jazz, sua antiga máquina de escrever (comprada em 1952 e que ainda é utilizada) e, mais, Diane Keaton, Mariel Hemingway, Mira Sorvino, Sean Penn, Martin Landau, Josh Brolin, Penélope Cruz, John Cusack, Scarlett Johansson e Larry David, entre outros.

Woody Allen: Um Documentário, terça 24 de dezembro.

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Woody Allen: A Documentary, ou a vida de uma lenda

por max 23. novembro 2012 06:32

 

No Max, já homenageamos Woody Allen, exibimos seus filmes, temos falado dele neste blog. Agora, dedicamos um documentário a ele. Woody Allen: A Documentary (2012) não é qualquer coisa. Já sabemos como o diretor é cuidadoso com sua vida particular (apesar de muita coisa ter vazado). Já sabemos como ele se manteve distante das luzes do circo e como, inclusive, negou-se a ir às cerimônias do Oscar, prêmio que ganhou quatro vezes. Assim sendo, o que fez Robert Weide, o diretor deste documentário, é um feito a considerar, pois graças a ele podemos percorrer um ano e meio da vida, trabalho, criação e também história de uma das pessoas mais cultuadas do cinema mundial. É preciso dizer que Weide não é um diretor qualquer. Weide transita no terreno da comédia e está entre os maiorais. No início do seu trabalho, em 1982, escreveu o roteiro para um documentário sobre os irmãos Marx e em 1998 dirigiu outro que foi indicado ao Oscar (1999), sobre a vida do grande Lenny Bruce; estamos falando do documentário Lenny Bruce: Swear to Tell the Truth. Weide também trabalhou durante anos com Larry David dirigindo episódios de Segura a Onda (Curb Your Enthusiasm). David e Allen se respeitam e trabalharam juntos inclusive em um filme de Allen que podemos ver no Max; refiro-me a Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works, 2009). Assim sendo, não é de se estranhar que com Weide, Allen tenha concordado em abrir a guarda de sua protegia vida particular e que tenha aceitado que uma câmera o seguisse durante um ano e meio. Mas, como já disse, o trabalho não só engloba o presente, mas também traça uma trajetória bem completa de toda a vida de quem poderíamos qualificar como um dos últimos autores do "cinema de autor". O documentário cobre desde sua adolescência, seu trabalho como escritor de comédia, seus anos como comediante de stand-up, suas primeiras atuações, suas primeiras incursões na direção e tudo aquilo que o levou a ser um diretor que tem realizado, quase sem parar, um filme por ano por mais de 40 anos. O documentário também nos mostra seus hábitos ao escrever, suas ideias sobre a direção e sua relação (sempre carregada de desconfiança com o showbiz) com os atores.

Suas relações de casado, o sexo, a neurose urbana, o medo da morte, todos os temas de Allen estão citados no trabalho de Weide de alguma maneira. Evidentemente não pode faltar o jazz, sua antiga máquina de escrever (comprada em 1952 e ainda hoje em uso) e, claro, Diane Keaton, Mariel Hemingway, Mira Sorvino, Sean Penn, Martin Landau, Josh Brolin, Penélope Cruz, John Cusack, Scarlett Johansson e Larry David, entre outros.

Woody Allen: A Documentary, domingo, 25 de novembro.

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