Gypsy Davy, um documentário de uma filha que vai atrás dos passos ciganos de um pai que a abandonou

por max 5. setembro 2014 09:35

 

Nos últimos tempos, temos visto documentários em que seu realizador, o documentarista, coloca em jogo muito de si próprio, de sua própria vida. Lembrando de exibições recentes no Max, tivemos Histórias que Contamos (Stories We Tell, 2012), da diretora e atriz canadense Sarah Polley, documentário em que Polley explora o seu passado, sua mãe, sua família, para acabar descobrindo que ela não é filha de seu pai. Em Gypsy Davy (2011), teremos outro trabalho que também explora a relação pai-filha, mas neste caso particular, a filha, a realizadora Rachel Leah Jones, vai atrás da pista de um pai cujo nome ela conhece desde pequena, mas que a abandonou com apenas poucos meses de vida (e, claro, também abandonou sua mãe). Trata-se de um músico americano, David Jones, mais conhecido como David Serpa, um famoso violonista de flamenco (sim, de flamenco) que, ao longo de sua vida, teve várias mulheres e vários filhos com estas mulheres. Um trabalho que levou dez anos, para o qual a diretora saiu em busca de especialistas que falam do talento maravilhoso de seu pai, e que seguiu a trilha de seus passos para tentar encontrar algo em seus passos de cigano. A câmera, como o pai fez há muito tempo, também vai ao encontro das mulheres diferentes que teve (todas elas que, em algum momento, acreditaram que aquele amor seria para sempre). A diretora faz a voz que acompanha o filme, nos fala de uma maneira quase que confessional, enquanto conversava com este artista genial que conhece apenas sua arte, mas não sabe ser um bom marido e nem um bom pai, um artista que se apaixonou por sua música, a mesma música que está muito presente ao longo do documentário que aborda o enigma da paixão pela arte, dessa paixão, desse duende, como lhe chamava García Lorca, que não deixa nada para ninguém e para nada que não seja a arte.

Gypsy Davy, terça 9 de setembro, no Max.

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