Viramundo, documentário que cobre a turnê de Gilberto Gil

por max 6. junho 2014 16:42

 

Sobre Gilberto Gil tem muito a dizer. Gilberto Gil existe desde que o mundo é mundo. Essa, para começar, é a sensação que dá, que Gil sempre existiu. Quando foi produzido o documentário Viramundo (2013) de Pierre-Yves Borgeaud, o baiano imortal tinha, se não me engano, 71 anos. Gilberto Gil: compositor, grande poeta, um ícone cultural que definiu o tropicalismo (junto com Caetano Veloso, Gil e outros músicos talentosos fundiram a bossa-nova, a psicodelia, o rock, a música tradicional da Bahia e o fado português) e sempre manteve no alto a influência afro na cultura brasileira (em uma época promoveu como afoxé, ritmo brasileiro próprio do estado de Pernambuco, versão secular de um ritmo de candomblé). Essa convicção de Gil pela essência brasileira e por, ao mesmo tempo, a integração das culturas e o desaparecimento das fronteiras humanas, o levou a outras áreas, como a política (Ministro da Cultura durante o governo Lula) e a ecologia.

Este mês, o Max tem o prazer de apresentar este documentário cheio de música, alegria, humanidade e paixão que é Viramundo (título de um disco de Gilberto Gil gravado ao vivo em 1988). O documentário segue Gil, após deixar o cargo de Ministro, em sua turnê pela Austrália (onde se encontra com o músico Peter Garrett, do Midnight Oil), África do Sul e também pela Amazônia. Um documentário que nos leva até o pensamento e a ação deste músico lendário, preocupado com a pobreza, com a integração das raízes tradicionais das nações na cultura contemporânea, pela exaltação da música como um dos motores que contribuem para acabar com as diferenças de raças e que fomenta a igualdade entre os homens.

Viramundo, terça 10 de junho, no Max.

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