Hit and Miss, ou uma nova série original e cruel no Max

por max 19. junho 2013 09:20

 

Olho nessa história. Ela se chama Mia. Mia é transexual, mas também, eu sei que você não vai acreditar mas é isso mesmo, é um assassino (uma assassina?) de aluguel. Quer dizer, não é ruim, eu acho que não, mas se complica, sabe? A trama se complica porque nossa garota, um dia descobre que é pai. Uma vez Mia teve uma namorada, que se chamava Wendy, e bem, Wendy morreu de câncer, e foi quando Mia ficou sabendo do filho. Foi nomeada tutora da criança, de seu filho, que também tem alguns meio irmãos, três para ser mais exato, que vivem em uma fazenda em Yorkshire. Ah, esqueci de dizer que esta história se passa na Inglaterra. É uma história inglesa, é uma série britânica, que é protagonizada por uma atriz que o papel cai como uma luva: Chloë Sevigny, uma jovem que tem nome forte nos cinemas por papéis difíceis. Você sabe, é uma das rainhas, ou seja, uma das atrizes preferidas do cinema independente. Ela ganhou esse nome, de verdade. Lembra de Vida Sem Destino (Gummo, 1997) do jovem diretor Harmony Korine? Nada fácil. E Kids (1995), de Larry Clark? Ela trabalhou também com David Fincher, Woody Allen, Lars von Trier, com Vincent Gallo, com que ela, no filme Brown Bonny (The Brown Bonny, 2003), fez sexo oral totalmente explícito. Também se fez de louca em História de Horror Americana (American Horror Story, 2011), série que mexeu com a cabeça de muita gente e levantou muitos escândalos, lembra?

Então, não parece incomum ver Chloë interpretando um assassino transexual em uma série de TV. Uma série, como eu disse, britânica, criada por Paul Abbott, famoso roteirista e produtor de outras séries de muito sucesso na Inglaterra. Estamos falando de Hit and Miss, com seis episódios focados na personalidade de Mia. De fato, o tema que mais aborda é o da identidade sexual. Mia, de certa forma, aproveita que não se parece nada com sua identidade legal para cometer assassinatos. Não é rastreável, não existe, entende? Ela é uma menina presa no corpo de um homem, com o órgão sexual masculino, e, portanto, não tem um papel específico na sociedade e nem dentro das leis. É, obviamente, outra visão do problema da transexualidade. Não se trata de um ser insignificante, perverso, como geralmente é visto. Mia é um ser humano preso em um turbilhão de problemas, rejeições e incompreensões.

Com tudo isso, entenderemos que Sevigny é a estrela absoluta da série, pois sobre ela cai todo o peso, e ela lida muito bem com isso, dando-lhe todas as nuances, crueldade e delicadeza necessárias para a série de profundo sentido dramático.

Vai perder? A partir desta quarta, 19 de junho, assista com exclusividade. Ah, os seis episódios serão exibidos toda quarta. E você sabe que essa história é boa, não é? Drama, sexo, suspense, originalidade, séries de primeira. O que você vê quando vê o Max?

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