Especial Dia das Mães, no Max

por max 11. maio 2012 11:49

 

Há séculos, milênios que se rendem homenagens às mães. A mãe é um símbolo muito poderoso. A mãe é ventre, é o lugar onde nasce a vida, a fertilidade do cosmos. A mãe é a terra e há muito tempo os homens celebram. A mãe, esse ventre do qual brota a semente que se transforma em planta, em ser. Gea, Rea, Hera, Deméter, Isis, Kali são as mães férteis. Mãe também é o mar, outro lugar cheio de fertilidade. O mar e a terra são, sem dúvida, símbolos do corpo maternal. O símbolo da mãe implica em segurança, abrigo, calor, ternura, resistência, força que suporta tudo, alimento. A mãe, claro, é Igreja. A igreja é um ventre. Dentro dele, um refugia-se. Sai do templo renascido, cheio de Deus. Deus é vida. O pior insulto para a mãe, um dos tabus mais terríveis: o incesto. Édipo retira os próprios olhos com os broches de sua mãe; não é para menos: se casou com ela, fez sexo com ela, teve filhos com ela. Nada é mais sagrado que a mãe. O dia da mãe, que para muitos é um tema comercial, na verdade tem suas origens na antiguidade e, para dizer uma data mais definitiva, no século XIX. Tem seu antecedente na senhora Julia Ward Howe, defensora dos direitos das mulheres, abolicionista, ativista pelo voto feminino e também pacifista. Ela escreveu o famoso Manifesto do Dia das Mães em 1870. Ao ficar viúva, escreveu este documento, esta carta, na qual advoga o fim das guerras, defende o fim dessas horrendas separações dos filhos que vão em busca da morte nos campos de batalha. Já no século XX, a chamada fundadora oficial do dia das mães nos Estados Unidos é Ana Jarvis. A mãe de Ana, que tinha o mesmo nome, foi uma mulher que também lutou para melhorar a condição da mulher na América. Durante a Guerra de Secessão, formou um grupo de orgulhosas enfermeiras que arriscavam suas vidas no front. Dois anos depois da morte de sua mãe, em maio de 1907, Ana Jarvis teve a ideia de celebrar, de homenagear sua mãe, e destacou o dia 12 para tanto. Este dia serviria para homenagear sua mãe e todas as mulheres do mundo. Dedicou muito tempo fazendo campanhas para que se tornasse oficial nos Estados Unidos. Finalmente, sete anos depois, o presidente Woodrow Wilson oficializou este dia. Desde então, em diversos países pelo mundo, foi se adaptando o mesmo costume.

Este mês, o Max apresenta três filmes em um mesmo dia, para comemorar esta data. No domingo, 13 de maio: três filmes, três tipos de mãe em Entre Nós (Entre Nós, 2009), Mamma Gógó (Mamá Gógó, 2010) e O Estranho em Mim (The Stranger in Me, 2010).

 

 

Entre Nós é um drama escrito, estrelado e dirigido pela colombiana Paola Mendoza junto com Gloria LaMorte, que nos mostra os avatares da imigração para os Estados Unidos. Mariana (Paola Mendoza) é uma jovem mãe que, recém-chegada a Nova York, tentará manter-se e proteger, sobretudo, seus dois pequenos filhos. Em 2009, o filme recebeu a menção honrosa do júri no festival de cinema de Tribeca.


 

Mamma Gógó (2010) é uma comédia com muito de drama, dirigida pelo islandês Fridrik Thor Fridriksson, que nos apresenta o maior momento de crise entre uma mãe com Alzheimer e um filho que dirigiu um filme e está falido. Mama Gógó foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Um filme comovente e ao mesmo tempo duro como a realidade.


 

O Estranho em Mim (2008) nos faz mergulhar em uma visão da maternidade, na qual uma jovem mulher, que acaba de ter um filho, se deixa levar por um arrebatamento de melancolia, depressão e loucura. Emily Atef dirige este drama alemão no qual o filho vira um estranho e a mãe se torna um possível perigo para si própria e para o pequeno. Surgirá, em algum momento, em alguma parte, o amor necessário para preservar a vida de todos?

Lembre-se, este domingo, 13 de maio, um especial do dia das mães, com o jeito do Max.

Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

arquivos
 

nuvem