Encerramos a série “do livro à tela” com dois filmes de Shakespeare

por max 24. abril 2013 08:51

 

 

Nesta quinta, termina a série "do livro à tela" com duas obras de um dos maiores autores da literatura universal. Estamos falando de Shakespeare e de Hamlet (1997) e Othello (1995). Você assiste um filme na sequência do outro, uma paixão atrás da outra. Porque com Shakespeare, um nunca é suficiente.

A sessão começa com uma das melhores adaptações que já foram feitas de Hamlet, o espetacular filme dirigido pelo cineasta e grande ator irlandês Kenneth Branagh, que também interpreta o vingador enlouquecido de nossos tormentos. E ninguém melhor que Branagh para trabalhar com Shakespeare. Com apenas 23 anos, fez uma impecável interpretação de Henrique V para a Royal Shakespeare Company, que o apontou como o novo talento do cenário britânico. Também com sua companhia Renaissance, fundada em 1987, recebeu as melhores críticas graças à adaptação de Muito Barulho Por Nada (Much Ado About Nothing) e também do próprio Hamlet. A imprensa chegou a rotulá-lo como "o novo Laurence Olivier", grande ator marcado como um dos maiores intérpretes de Shakespeare. Muitos anos depois do teatro, em 1996, Branagh apresenta uma nova interpretação e direção de Hamlet, dessa vez para o cinema. Grande em sua ambientação, fiel aos monólogos, uma atuação tão magnífica que não se sentem os 242 minutos de duração do desenvolvimento da vingança do enlouquecido Hamlet. Excelentes atuações como a do próprio Branagh, a de Kate Winslet no papel de Ofélia, de Richard Attenborough, Billy Crystal, Robin Williams, Jack Lemmon, Charlton Heston, Gerard Depardieu e Judi Dench, entre tantos outros.

 

 

E como já foi dito anteriormente, com Shakespeare um nunca é suficiente, na sequência de Hamlet você verá Othello, filme de 1995 dirigido pelo britânico Oliver Parker e interpretado por Laurence Fishburne, Irène Jacob e Kenneth Branagh. Para Parker, este seria seu primeiro filme, cuja adaptação também seria sua primeira para o cinema. No entanto, quando estreou como cineasta, já fazia mais de uma década que era ator. Havia atuado em várias séries de televisão, especialmente em tramas policiais e detetivescas (alguns papéis, incluindo longas-metragens inspirados em Agatha Christie), assim como também em filmes do mestre do terror Clive Barker. Não poderíamos imaginar que seu primeiro filme seria sobre Shakespeare, embora mais tarde sua carreira foi dedicada a adaptar várias obras de teatro, não só de Shakespeare, mas de Oscar Wilde. No entanto, seu Othello é uma peça forte, um thriller acentuado, muito focado nas forças das atuações. Apesar de o personagem de Othello ser um fantoche para enganar e criar falsos ciúmes, Fishburne proporciona um poder sexual avassalador, que enfrenta muito bem os movimentos e a inveja do terrível Iago, papel do já anunciado Keneth Branagh, que é, aqui eu digo se já não disse antes, um dos maiores atores vivos do cinema mundial.

Você já sabe, nesta quinta-feira encerramos o ciclo de histórias que nasceram nos livros e deram um salto para o cinema, com dois filmes, Hamlet e Othello, inspirados no magnífico William Shakespeare. Quem perder, perderá muito.

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