A série Millenium, seis capítulos de emoção e suspense no Max

por max 30. abril 2012 13:07

 

Um livro, sabe-se, não cabe num filme. Sempre tem quem fique esperando alguma coisa que acaba de fora da adaptação. E isto também reconhece o produtor Soren Staermose, o responsável pela adaptação cinematográfica da trilogia Millenium, de Steig Larsson, e que, através de sua empresa Yellow Bird, adquiriu os direitos audiovisuais dos romances.

Sabe-se que foram filmadas mais cenas do que as exibidas nos três filmes. Por quê? Porque desde o início existia o plano de filmar material extra para depois realizar a série, nada mais, nada menos que dois capítulos de noventa minutos para cada romance de Larsson: no total, seis capítulos. De novo sob a direção de Niels Arden Oplev e de Daniel Alfredson, e, claro, com Noomi Rapace e Michael Nyqvist nos papéis de protagonistas.

O Max apresenta, a partir desta quarta, 2 de maio e durante as próximas cinco quartas, mais da série Millenium, de Steig Larsson. São seis fascinantes capítulos com as tomadas, as tramas e os momentos de suspense que você não viu nos filmes. Não esqueça, a partir desta quarta, 2 de maio, continuamos com a nossa programação de séries únicas, exclusivas, originais e de distintas partes do mundo. Reinvente, imagine de novo... Descubra o Max.

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Quinta-feira, sexta-feira e sábado da trilogia Millenium

por max 29. março 2012 04:36

 

Sabe-se que, quando Stieg Larsson começou a escrever a série Millenium, fez os esboços de um total de 10 livros. Antes de morrer, em novembro de 2004, e como já sabemos, havia terminado os três primeiros e estava partindo para o quarto livro. Sabe-se também, por causa de um e-mail enviado a um amigo, que já tinha terminado mais da metade desse quarto livro. Mas, além disso, é sabido também que havia acabado o final. Assim sendo, Eva Gabrielsson, a companheira de Larsson por mais de 30 anos, poderia terminar o quarto livro, pois, como muitos já sabem, ela esteve profundamente envolvida no processo de criação das obras. Este quarto romance se chamaria "A Vingança de Deus". Assim, poderia acontecer, em algum momento, de surgir um quarto livro da tal trilogia de Larsson-Gabrielsson. Claro, Eva teria primeiro que resolver os problemas legais referentes aos direitos autorais sobre Larsson na disputa que ela tem com o pai e o irmão do falecido autor. Enquanto esses problemas são resolvidos, e aguarda-se o lançamento do quarto livro, o Max prepara três dias da semana com a trilogia Millenium.

A partir desta quinta-feira, dia 29, delicie-se com os três filmes suecos dirigidos por Niels Arden Opley e protagonizados por Michael Nyqvist e Noomi Rapace. Na quinta-feira, dia 29: Os Homens que Não Amavam as Mulheres; na sexta-feira, dia 30: A Menina que Brincava com Fogo; e sábado, dia 31: A Rainha do Castelo de Ar. Somente um canal pode trazer o melhor da cinematografia mundial. Reinvente, imagine de novo... Descubra o Max.

A Menina que Brincava com Fogo, ou uma segunda parte mergulhada na obscuridade

por max 2. dezembro 2011 06:43

 

A segunda parte da trilogia Millenium já chegou ao Max. A Menina que Brincava com Fogo (The Girl Who Played with Fire, 2009), nos leva para um ano depois dos acontecimentos originais e, logo no início da história, Lisbeth Salander (continuamos com a magnífica Noomi Rapace) se mete em encrenca. É acusada de assassinar um escritor e sua namorada. O escritor investigava um caso que tinha a ver com abuso e refere-se às mulheres. Salander é destacada de maneira insólita e ela tem que "caminhar pelas beiradas" para descobrir o complô e os verdadeiros assassinos. Por sua parte, Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist) se movimentará também para provar a inocência de Salander. Nesse sentido, A Menina que Brincava com Fogo, joga com uma estrutura parecida com a de O Cão dos Baskerville (The Hound of the Baskervilles), de Conan Doyle, pois os dois protagonistas se encontram somente no final da história. Esta segunda parte fica muito mais obscura em sua filmografia, e muito mais obscura também na medida em que vai se desvendando o passado de Lisbeth Salander. Surgirão personagens e serão reveladas histórias que são fundamentais para entender a psicologia da garota com a tatuagem de dragão. Nem o filme, nem o livro, deixam de buscar inspiração também nos subterfúgios do poder, da corrupção e da misoginia. Todos esses lugares onde arde o fogo das almas condenadas, no meio do profundo vazio dos infernos do homem.

A Menina que Brincava com Fogo, neste domingo, 4 de dezembro, no Max.

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Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, ou Lisbeth Salander a herdeira

por max 1. setembro 2011 07:50

 

Há algum tempo o detetive (detetive da polícia) não é mais o protagonista do romance. Ou pelo menos não completamente. Claro, o detetive ainda está lá, muitas vezes sendo exatamente o que ele é: um homem de lei, mais ou menos áspero, mais ou menos problemático. Lembre-se do tenente Abel Ferrara, um viciado interpretado por Harvey Keytel, um personagem realmente problemático, sem dúvida. Perry Mason, advogado criado por Erle Stanley Gardner, é porém um exemplo de como o detetive deixa inteiramente seu terreno para usar outros rostos, em outras profissões. Um grande descendente desses advogados é o grande detetive Mandrake de Rubem Fonseca, que não só é um jovem advogado, também é um grande satirista. Em busca da originalidade, cansado das mesmas coisas; a explosão dos clichês e os tempos e a passagem do tempo sobre a realidade da investigação criminal, geram mudanças inevitáveis ​​e é claro, rentáveis. O seriado CSI é o rosto incontornável dos avanços científicos em criminologia. Hoje é absurdo pensar em um detetive que persegue pistas no estilo Holmes ou que bate em alguém para obter alguma coisa interessante. Sim, não há dúvida de que a tradição está lá e que muitas coisas ainda são feitas da mesma maneira. Mas virar de costas para o passado é um absurdo. Grissom e companhia são os novos tempos da investigação criminal, o presente. É claro, também temos escritores, psicólogos e jornalistas. O escritor Paul Auster é um escritor protagonista e detetive dos seus próprios romances. Lembro-me bem da série da HBO, Bore to Death, com Jason Schwartzman, em que um jovem e desajeitado escritor deve fazer o papel de detetive, enquanto não para de fumar maconha em seu caminho de falhas. Com relação aos psicólogos, fomos a fio na série Wire in the Blood baseada nos personagens criados por Val McDermid. Um deles, como muitos sabem, é um psicólogo clínico, o Dr. Anthony Hill. O escritor Paco Ignacio Taibo II tem seu jornalista escritor o já famoso Daniel Fierro. Alberto Fuguet com Tinta Vermelha, introduz um aprendiz de jornalista que por sua vez torna-se numa espécie de detetive aprendiz. Assim, cada autor (com variados graus de sucesso) e cada tempo, apresentam as suas variantes. O sueco Steig Larsson introduziu as suas. Por um lado, tem o seu escritor jornalista Mikael Blomkvist, um homem com uma consciência social, um parceiro em uma revista de jornalismo investigativo. Mas enquanto a personagens como Mikael estamos mais ou menos habituados, além disso, Larsson mostra-nos o seu personagem mais original e radical: um detetive hacker. Lisbeth Salander é especialista em computadores, uma garota que sabe como entrar nesses mundos desconhecidos dos hacker. Quem vai negar que agora, no nosso tempo, todos os segredos do mundo são armazenados em nossos computadores? Nossas casas, empresas, governos, todas as nossas vidas estão lá, nesse ar carregado de energia elétrica que é à rede, o chat, o Facebook, a pasta, o Twitter, os blogs, os arquivos digitais do jornal. Um dos grandes segredos do sucesso vertiginoso do personagem de Lisbeth Salander é esse: Lisbeth é o detetive do nosso tempo, justo, exato, o que correspondia. É também uma mulher, e a pós-modernidade (em seus aspectos artísticos, sociais, políticos) quis trazê-las ao centro das cenas, dando-lhes o seu lugar no mundo, seu papel necessário às mulheres. Lisbeth é uma heroína absoluta: não só tomou o lugar anteriormente ocupado de maneira predominante pelos homens (o detetive clássico), porém é a voz de um corpo, de uma alma e de um espírito, consideradas como objetos em um país onde tudo parece perfeito, justo e equilibrado como a Suécia. Lisbeth Salander é a voz das mulheres contra o poder masculino branco que sob sua decência aparente, categoria e educação só servem para deprecia-las. A garota Salander é rebelde para os poderosos... mais do que rebelde, mas querem julga-la como se estivesse estragada, com a cabeça fora do lugar. Assim, a julgam só porque ela é diferente, porque não encaixa, porque ela sabe que por trás de tudo o que está aparentemente perfeito se escondem os esgotos da força dominante. Lisbeth é uma vítima, e a vítima em um ponto se eleva acima do tormento, para se tornar a heroína das histórias de Larsson. Não fala muito, mas faz, faz no teclado, a partir de sua capacidade de mergulhar na lama dos homens, do seu comportamento em relação ao mundo, de suas ações justas, a partir de sua rebelião fascinante. Lisbeth Salander é certamente uma herdeira digna de Holmes, de Irene Adler, de Miss Marpple, de Maigret, de Sam Spade, do pessoal científico da CSI, de Nikita. Ela é a concentração de todos os personagens que a precedem e acompanham no presente. Ela é o personagem tatuado, pós-moderno, gótico, que visitou Larsson, o escritor que foi tatuado com sua revelação no lugar certo, no momento certo para fazer história.

Max tem orgulho em apresentar a estreia mundial de Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, o filme sueco dirigido por Niels Arden Oplev e estrelado por Michael Nyqvist e a incrível Noomi Rapace no papel de Lisbeth Salander. Não perca, domingo 04 de setembro, na Max.

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