O Sol Enganador 2: Êxodo, ou os paradoxos da guerra

por max 16. março 2012 12:13

 

A guerra é um fantasma que não tem voz, uma sombra eterna de sol, uma mancha que não se apaga. Sussurra nos ouvidos, reclama seu direito, sua voz conta outros momentos, outras histórias mais complexas onde o mal e o bem não são tão simples de determinar, onde se revela a face mais obscura da humanidade, daquele que é seu irmão, seu vizinho, seu compatriota, mas também onde se mostra a luz maior da bondade da alma, sua coragem e seu heroísmo.

Neste domingo, dia 18, o Max apresenta O Sol Enganador 2: Êxodo (Burnt by the Sun 2: The Exodus), um filme de Nikita Mikhalkov, o mesmo que, em 1994 com O Sol Enganador (Burnt by the Sun), receberia o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e o Grande Prêmio do Júri em Cannes.

Com O Sol Enganador 2: Êxodo, Mikhalkov volta a colocar-se por trás das câmeras, como diretor e, diante delas, como ator, repetindo o papel do general Kotov, desta vez preso em um campo de concentração em seu próprio país. Em contraposição à história original de 1994, Kotov não foi fuzilado, pois está ali, lançado ao esquecimento, acusado de traição ao regime. A situação se desenvolve em 1941 e começa justamente quando Alemanha e Rússia entram em guerra. Os nazistas bombardeiam o campo de concentração onde Kotov está preso e, em um estranho golpe de sorte, o veterano e outros prisioneiros acabam "libertados". O que acontece então? Parados em um limbo onde perderam suas condições de cidadãos de qualquer parte do mundo, o grupo forma um aguerrido batalhão de ex-prisioneiros. Mikhalkov, paradoxalmente filho do poeta Sergio Mikhalkov, que escreveu a letra do hino da União Soviética, realizou um filme que não prestou claramente uma homenagem à figura do pai Stalin. Estes homens, estes ex-prisioneiros lutaram não somente contra a ameaça da destruição nazista, mas também- e é o que acaba sendo mais forte -contra a perseguição de seus próprios conterrâneos, contra o ódio, o delírio e a obsessão do próprio governo russo. Duplo esforço para sobreviver, duplo esforço para manter-se vivo.

Cenas impactantes, muito realistas, violência, sonhos e reencontros familiares, neste drama da Segunda Guerra Mundial, onde um pai e uma filha se buscaram em meio à loucura, ao caos e à morte, ali onde as vozes da guerra, como vemos, nos falam dos paradoxos e das ironias do espírito humano.

O Sol Enganador 2: Êxodo, neste domingo, 18 de março. Reinvente, imagine de novo... Descubra o Max.

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