Real Humans volta com uma segunda temporada mais intensa e dramática

por max 2. junho 2014 05:42

 

Em Junho, o Max continua apresentando as melhores séries da televisão mundial. Neste caso, teremos a segunda temporada de Real Humans (Äkta Människor, 2013), a série de ficção científica sueca criada por Lars Lundström.

Nesta segunda temporada - com também dez episódios, os hubots, esses andróides robôs tão perfeitos como os humanos, continuam em busca de sua liberdade, e na verdade, não sei dizer se é em busca de sua humanidade. Um vírus os atacará, os conflitos amorosos continuarão (haverá inclusive pretensões de casamentos), e os hubots rebeldes estarão em busca do código que pode libertá-los definitivamente. Claro, as complicações e os segredos estarão na ordem do dia.

Assim, esta excelente série de produção europeia, continuará explorando, através destes seres quase humanos, uma pergunta sem dúvida cheia de incógnitas e dilemas: O que significa o ser humano? O que é ser, realmente, humano?

Real Humans, estreia quarta 4 de junho, no Max.

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Real Humans, ou os andróides humanizados

por max 16. janeiro 2013 12:53

 

O tema dos andróides e robôs humanizados é um dos preferidos da literatura de ficção científica e, claro, do cinema e da televisão. A relação entre os seres humanos e os andróides, a natureza própria dos andróides em comparação a dos humanos, as perguntas: o que é um ser humano? Ali está tudo o que implica um robô (ser mecanizado), um andróide (biotecnológico) ou um hubot (humano-robô), como é chamado na série sueca Real Humans, que estreia nesta quarta no Max.

Estes seres artificiais quase perfeitos que aparecem na nova série têm suas raízes literárias nos autômatos do século XIX, no Frankenstein, aquele Prometeu moderno de Mary Shelley, no Golem de Meyrink. E também nas três famosas leis da robótica de Isaac Asimov – primeira: Um robô não pode causar dano a um ser humano nem, por omissão, permitir que um ser humano sofra danos; segunda: um robô deve obedecer as ordens dadas pelos humanos, salvo quando tais ordens sejam conflitantes com a primeira lei; terceira: Um robô deve proteger sua existência, sempre que tal proteção não entre em conflito com a primeira ou a segunda Lei.). Bom lembrar também O Homem Bicentenário, conto de Asimov depois levado ao cinema, que explora a humanização do andróide com todas suas implicações.

A partir dessas origens literárias, o cinema de ficção científica criou clássicos personagens biotecnológicos. Frankenstein, claro, mas também um andróide no melhor estilo vaqueiro como o que Yul Brynner interpreta em Westworld – Onde Ninguém Tem Alma (Westworld, 1973). Outro é Ash (Ian Holm), o andróide tripulante da espaçonave Nostromo em Alien – O Oitavo Passageiro (Alien, 1979), de Ridley Scott, repetido depois em Prometheus (2012) por Michael Fasssbender. É também de Ridley Scott um marco do andróide humanizado, o replicante (como é chamado no filme) Roy, interpretado por Rutger Hauer. Aquele diálogo final entre Roy e seu caçador (Harrison Ford) é a expressão máxima da humanidade de um ser biotecnológico: «I've seen things you people wouldn't believe. Attack ships on fire off the shoulder of Orion. I watched c-beams glitter in the dark near the Tannhäuser Gate. All those moments will be lost in time, like… tears in rain. Time to die.» Tem muito, muito mais: os diferentes Terminator, o robô de Alex Proyas (o filme Eu, Robô é baseado nas três leis da robótica), e o Homem Bicentenário interpretado por Robin Williams, entre outras criaturas que, sendo máquinas, acabam se humanizando.

Quando se pergunta o que é um ser humano em comparação com um robô, também se está perguntando quanto robôs, quanto máquinas, quão não-humanos podemos chegar a ser. Não-humanos no sentido da crueldade, egoísmo, apetite sexual desenfreado e um enorme etc.

Em toda obra de ficção que passeie por estes caminhos, o humano aparece transformado numa coisa dominada pelo egoísmo, e o robô ou o andróide se humaniza, e inclusive, por vezes, acaba convertendo-se em um humano mais valioso que o próprio ser humano. Também, claro, essa humanização poderia trazer, paradoxalmente, um componente de medo e maldade no andróide produzido pela violência própria do vírus que inocula a essência humana.

Real Humans (2012), série da excelente safra sueca, mostra em sete episódios estes aspectos: a humanidade do andróide e o egoísmo bestial do humano vistos através de temas como a escravidão, o desejo carnal, a inteligência, o medo diante do outro, a ira, a violência, sem deixar nunca de lado a busca pela liberdade e pelas respostas dos grandes questionamentos do ser humano, de onde viemos, quem somos, para onde vamos. O drama e a ficção, a humanidade e a frieza da alma, nesta série criada por Lars Lundström e dirigida por Harald Hamrell e Levan Akin.

Real Humans começa hoje, com episódios inéditos nas próximas seis quartas-feiras. Ficção-científica, drama, grandes temas da humanidade. O que você vê, quando vê o Max?

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