De Volta à Realidade, drama sobre o alcoolismo que continua o ciclo de cinema independente americano

por max 9. setembro 2014 06:26

 

Esta semana continuamos com a segunda obra do ciclo de cinema independente americano. Agora temos De Volta à Realidade (Smashed, 2012), de James Ponsoldt, um drama poderoso que gira em torno do alcoolismo, terrível enfermidade que assola milhões de pessoas.

Kate (Mary Elizabeth Winstead), uma professora, vive entre a mentira social e sua luta particular e íntima contra a doença, onde habita a dor, a desesperança, mas também o amor. É que Kate e seu marido Charlie (Aaron Paul) vivem uma batalha muito dura que serve como cenário para que Ponsoldt maneje, junto a seus habilidosos atores, o delicado equilíbrio que a enfermidade impõe ao amor, ao ódio, à dor, à embriaguez e à sobriedade. Porque não é só difícil deixar de beber, também é terrível manter a vida, o equilíbrio da vida, o amor e a sanidade sem o álcool envolvido. Este filme, sem dúvida, é ao mesmo tempo uma história de amor e um grande épico.

De Volta à Realidade, terça, 9 de setembro, dentro do ciclo de cinema independente americano, no Max.

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De Volta à Realidade, ou a grande epopeia dos alcoólatras

por max 4. janeiro 2014 03:55

 

Kate é professora da escola. Um dia, ela chega na classe, para diante de seus alunos, começa a passar a lição, de repente vomita. Desculpa-se, diz que está passando mal porque está grávida. Mas, na verdade, Kate é alcoólatra. E isto que acaba de acontecer é apenas o começo da terrível história que está por trás de De Volta à Realidade (Smashed, 2012), filme de produção independente dirigido por James Ponsoldt que se rende às obscuridades do alcoolismo, uma doença muito comum em nossas sociedades, mas da qual, no fundo, não sabemos absolutamente nada.

Para começar, esquecemos ou desconhecemos que alcoolismo é uma doença. Uma doença que além de crônica é irreversível e que, em muitas ocasiões, é ignorada, pois achamos que o beberrão é simplesmente alguém que gosta de beber com intensidade durante os fins de semana ou algo assim. Mas não, o alcoolismo é algo mais, algo mais sombrio e triste, uma espécie de vida paralela, uma vida que se move entre as sombras, que se arrasta e só vemos em algumas ocasiões, flashes, erupções momentâneas.

O filme de Ponsoldt leva ao outro lado da cortina, mostra a realidade por trás de todas as máscaras. O jovem cineasta mostra a vida privada do alcoólatra, sua dor. Lá, na desesperada e caótica intimidade de sua vida, conheceremos Kate (Mary Elizabeth Winstead) e seu marido Charlie (Aaron Paul). Eles serão os protagonistas e vítimas de uma batalha muito dura e impiedosa. O álcool é um terrível inimigo, porque está dentro de de você, porque te seduz, porque te dá prazer e depois te deixa cair, degrada, deforma. Isso já se sabe, e também se sabe das intenções de escapar, ou pelo menos, de estabelecer uma trégua. Porque do alcoolismo nunca se ganha. A doença sempre estará lá, à espera de quem parou de beber. Kate e Charlie, no entanto, enfrentarão a batalha e Ponsoldt, sem reter nada, com uma naturalidade sem redenção, nos mostrará todos os detalhes de uma luta feroz que se debaterá entre o amor, o ódio, a dor, a embriaguez e a sobriedade. Porque não só é difícil deixar de beber, também é terrível manter a vida, o equilíbrio da vida, o amor e a sanidade sem o álcool envolvido. Este filme, sem dúvida, é uma história de amor e ao mesmo tempo um grande épico.

De Volta à Realidade, domingo, 5 de janeiro.

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