Leonie, terceiro filme do ciclo dedicado às mulheres, estrelado pela maravilhosa atriz Emily Mortimer

por max 17. março 2014 05:53

 

Este mês, o Max apresenta, no ciclo dedicado às mulheres, Leonie (2010), um filme dirigido por Hisako Matsui, que recria a vida da educadora, editora e jornalista americana Leonie Gilmour, uma grande mulher que não acreditava em fronteiras humanas e sempre acreditou que a arte é um dos meios mais importantes para entender a realidade, inclusive superá-la.

No papel de Leonie está a magnífica atriz britânica Emily Mortimer, que temos visto nos últimos anos trabalhando com grandes diretores como Woody Allen em Ponto Final – Match Point (Match Point, 2005) e Martin Scorsese nos filmes Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) e A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011). Emily é uma atriz de caráter, formada em literatura inglesa e russa em Oxford, e que combina muito bem para interpretar esta mulher lutadora que teve um caso com o premiado poeta japonês Yone Noguschi (Shido Kanamura), com quem teve um filho e depois se mudou para o Japão (a pedido do próprio) em momentos de conflitos internacionais (sem dúvida, ao chegar, ela descobriu que ele era casado com uma mulher japonesa). Leonie Gilmour sofreu discriminação racial (ela e seus filhos) e lutou contra os padrões culturais de um país onde a mulher era totalmente submissa ao homem. Contudo, ela sempre teve em mente a educação de seus filhos como pessoas que podem crescer espiritualmente e ser livres através do olhar que somente a arte permite.

Hisako Matsui começa o filme com uma das heranças fundamentais de Leonie para a humanidade: seu filho, o arquiteto e escultor Isamu Noguchi (Jan Milligan), que a propósito – permita-me o pequeno detalhe - trabalhou na companhia do empresário Herman Miller junto com Charles Eames, outro arquiteto e designer da atualidade que pudemos ver recentemente no Max, no documentário Eames: O Arquiteto e a Pintora (2011). Noguchi, entre tantas coisas, é o criador da famosa mesa Nogushi (clique aqui para visualizar uma foto).

A partir deste grande artista, o filme começa com um fato do passado, pois Noguchi nos contará sua história, mas principalmente a história de sua mãe, essa mulher que lutou para ser ela mesma, que se sacrificou pelo amor de um homem e, principalmente, pelo amor aos seus filhos, que ela educou de tal maneira que se tornaram grandes destaques na vida (Leonie também é mãe da grande bailarina Ailes Gilmour, cujo pai ainda é desconhecido, pois a mãe preferiu assim).

Leonie, dentro do ciclo de cinema dedicado às mulheres, este mês no Max.

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