A Cabana, ou a loucura na floresta

por max 19. março 2013 10:24

 

Alucinante, profundo, A Cabana (Die Summe Meiner Einzelnen Teile – 2011), de Hans Weingartner, mergulha no drama de um jovem matemático que, após sair de um hospital psiquiátrico, é rejeitado pela sociedade. É uma máquina que quebrou, entrou em manutenção e, como toda máquina que sofre uma avaria, a sociedade acredita que não está funcionando bem, apesar de ter voltado a trabalhar. Até poderíamos dizer que Weingartner consegue bons resultados trabalhando com terror, porque às vezes o filme cai em alucinação, violência e desespero. A loucura do matemático protagonista do filme (Peter Schneider) segue por esses caminhos. A cidade o rejeita, a cidade o mergulha no terror, até que, certo dia conhece um garoto ucraniano (Timur Massold), que mora em um chalé, e juntos vão para a floresta e constroem um pequeno refúgio. Esse tempo na floresta é cheio de descobertas, mas nem todas, claro, são boas. Ambos descobrirão a escuridão da alma humana, uma escuridão que é, na realidade, a verdadeira forma de loucura, destrutiva, maligna. Com uma direção carregada de toques expressionistas, com obscuridades e momentos de tensão, e uma câmera ágil, mas não desorientada, Hans Weingartner apresenta um filme onde deixa evidente a loucura do mundo e não a loucura clínica.

A Cabana (Hut in the Woods), sábado 23 de março. Loucura, drama, terror. O que você vê quando vê o Max?

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