Em janeiro, documentários sobre o design em grande escala

por max 6. janeiro 2014 03:08

 

Em janeiro, o Max traz três documentários dedicados ao design em grande escala. Documentários sobre objetos e cidades, porque na verdade não se pode pensar no homem sem estes dois elementos, sem essa interação que traz benefícios e também conflitos. Já sabemos: o homem criou seu ambiente e agora seu ambiente se transformou em um personagem a mais, em um ser vivo de quem falamos, com quem compartilhamos e que, naturalmente, sofremos.

Sobre esta relação entre os objetos, as cidades e os homens, o Max apresenta três documentários, sobre os quais falarei para vocês com suas respectivas datas de exibição:

 

 

Terça 7 de janeiro: A História da Escola de Artes de Cuba (Unifished Spaces, 2011), de Benjamin Murray e Alysa Nahmias. A Escola Nacional de Artes de Cuba é um prédio que ficou inacabado por décadas. Trata-se de um dos projetos mais inovadores da arquitetura cubana que veio a baixo pelo peso de suas próprias intrigas e ideais, sob o peso da hipocrisia e do vaivém de acomodação da política. Este documentário narra a história de uma proposta para o retorno, e consequentemente, de um momento histórico como este da Revolução Cubana.

 

 

Terça 21 de janeiro: Urbanizada (Urbanized, 2011), de Gary Hustwit. Como se faz uma cidade, como se pensa, como se reorganizam seus espaços. Existem pessoas que a pensam, pessoas que nos organizam nos espaços, sempre apontando para o lugar onde poderemos melhor – ou mais ou menos – viver. Huswit é um especialista em lançar estes olhares ao design, às cidades, às tipografias, aos espaços exteriores onde convivemos.

 

 

Terça 28 de janeiro: Eames: O Arquiteto e A Pintora (Eames: The Architect and the Painter, 2011), de Bill Jersey e Jason Cohn. O documentário apresenta a vida e a obra do casal Charles e Ray Eames, designers industriais e arquitetos que revolucionaram o universo do design em meados do século XX, especialmente com suas cadeiras inovadoras, que hoje em dia são procuradas com desespero pelos colecionadores e imitadas até não poder mais.

 

Lembre-se, em janeiro, nós projetaremos um novo ano e também estes documentários sobre o design em grande escala, aqui no Max.

Urbanizada, ou os espelhos da alma da cidade

por max 4. novembro 2013 03:02

 

Caíram os castelos, vieram as cidades e o homem começou a sonhar com elas. Como pode ser esse lugar para viver melhor? Existe uma cidade perfeita na mente dos homens, uma cidade digamos, platônica, e os homens sempre tentam projetá-la. Nessa cidade há beleza e verdade. Tem espírito humano, alma.

As cidades pensam e agem. Quando há tempo ou quando é tarde demais. Porque as cidades podem ser planejadas desde o princípio, ou podem tentar ser planejadas no momento de seu crescimento. As cidades são excedidas. Pense em uma cidade como Caracas, capital da Venezuela. Caracas cresceu em um pequeno vale e sob o layout de quadrados. A cidade, ao longo dos séculos, continua crescendo e transbordou para as montanhas, para outras áreas. Ao longo dos anos, os arquitetos tentaram traçar novas linhas de pensamentos, outras propostas e outros espaços de convivência. Mas a cidade se transforma muito rápido, e seu crescimento não envolve somente o Estado e as entidades privadas em suposto acordo com o Estado. Mas também os indivíduos, e as áreas marginais, que constroem e constroem com livre arbítrio, sem nenhum planejamento. Há outras partes das cidades, e até mesmo outras cidades que vão decrescendo, caindo no esquecimento. Nesses espaços ou cresce o monte ou cresce a imaginação. O High Line Elevated Park de Nova York é um exemplo da criatividade do urbanismo contra o esquecimento. Algumas partes de Detroit (cidade quase fantasma) também são.

Digamos que a cidade é escrita e reescrita constantemente e, às vezes, mais que o necessário, a cidade em si é escrita em meio ao caos. Cada cidade é vida, essa vida é uma fervura constante, que às vezes é controlada, às vezes não. Basicamente, os homens dos tempos atuais são homens da cidade. Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. Calcula-se que em 2050 a porcentagem subirá para cerca de 75%.

Urbanizada (Urbanized, 2011), de Gary Hustwit, é um documentário sobre o design das cidades, sobre o sonho da cidade ideal, sobre a utilidade versus a beleza, sobre as soluções versus o esquecimento. É um documentário sobre os prazeres e os grandes problemas, os sonhos e as potencialidades, sobre a beleza e a feiura das cidades. Norman Foster, Rem Koolhaas, Oscar Niemayer, Alejandro Arayena, Amanda Burden, Enrique Peñalosa... Todos aqueles que permitimos dar forma aos nossos espaços públicos estão lá, pensando, filosofando. Porque a cidade é uma filosofia que ninguém duvida. Uma filosofia do privado e do público, do espaço compartilhado e do movimento, da vida boa e da ruim, dos direitos e deveres e, como já disse, da verdade e da beleza.

Com esse documentário, Gary Hustwit completa uma trilogia que começou com Helvetica em 2007, depois com Objectified em 2009 e terminou com Urbanizada (Urbanized) em 2011. Helvetica foca no design gráfico, em como as letras – e principalmente a helvética – ocupam e determinam nossos espaços e nossas leituras; Objectified é sobre o design de objetos e, finalmente, Urbanizada, como sabemos, sobre o design das cidades. Por trás do design há sempre um vazio, atrás do design não há somente estética, há razões, filosofias, modelos de vida. As imagens são a linguagem, são reflexos da vida, são sonhos de vida. Urbanizada é assim, o terceiro projeto de Hustwit sobre o design como espelho da alma, como espelho de nossos sonhos e de nossas verdades irrevogáveis.

Urbanizada, terça, 5 de novembro. Design, arquitetura, cidades para viver. O que você vê quando vê o Max?

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Urbanizada, sonhos de design, de verdade e de beleza

por max 29. junho 2013 04:29

 

Caíram os castelos, vieram as cidades e o homem começou a sonhar com elas. Como pode ser esse lugar para viver melhor? Existe uma cidade perfeita na mente dos homens, uma cidade digamos, platônica, e os homens sempre tentam projetá-la. Nessa cidade há beleza e verdade. Tem espírito humano, alma.

As cidades pensam e agem. Quando há tempo ou quando é tarde demais. Porque as cidades podem ser planejadas desde o princípio, ou podem tentar ser planejadas no momento de seu crescimento. As cidades são excedidas. Pense em uma cidade como Caracas, capital da Venezuela. Caracas cresceu em um pequeno vale e sob o layout de quadrados. A cidade, ao longo dos séculos, continua crescendo e transbordou para as montanhas, para outras áreas. Ao longo dos anos, os arquitetos tentaram traçar novas linhas de pensamentos, outras propostas e outros espaços de convivência. Digamos que a cidade é escrita e reescrita constantemente e, às vezes, mais que o necessário, a cidade em si é escrita em meio ao caos. Cada cidade é vida, essa vida é uma fervura constante, que às vezes é controlada, às vezes não. Basicamente, os homens dos tempos atuais são homens da cidade. Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas. Calcula-se que em 2025 a porcentagem subirá para cerca de 75%.

Urbanizada (Urbanized, 2011), de Gary Hustwit, é um documentário sobre o design dessas cidades que hoje habitamos, com seus prazeres e seus grandes problemas, com seus sonhos e suas potencialidades, com sua beleza e sua feiura. O presente e o futuro das cidades estão em Urbanizada. Norman Foster, Rem Koolhaas, Oscar Niemayer, Alejandro Arayena, Amanda Burden, Enrique Peñalosa... Todos aqueles que permitimos dar forma aos nossos espaços públicos estão lá, pensando, filosofando nossas cidades. Porque a cidade é uma filosofia que ninguém duvida. Uma filosofia do privado e do público, do espaço compartilhado e do movimento, da vida boa e da ruim, dos direitos e deveres e, como já disse, da verdade e da beleza. Com esse documentário, Gary Hustwit completa uma trilogia que começou com Helvetica em 2007, depois com Objectified em 2009 e terminou com Urbanizada (Urbanized) em 2011. Helvetica foca no design gráfico, em como as letras – e principalmente a helvética – ocupam e determinam nossos espaços e nossas leituras; Objectified é sobre o design de objetos e, finalmente, Urbanizada, como sabemos, sobre o design das cidades. Por trás do design há sempre um vazio, atrás do design não há somente estética, há razões, filosofias, modelos de vida. As imagens são a linguagem, são reflexos da vida, são sonhos de vida. Urbanizada é assim, o terceiro projeto de Hustwit sobre o design como espelho da alma, da perfeição e da beleza. A verdade e a beleza se complementam, se misturam. A verdade e a beleza nos fazem humanos.

Urbanizada, domingo, 30 de junho. Design, arquitetura, cidades para viver. O que você vê quando vê o Max?

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