Cinco Câmeras Quebradas, documentário indicado aos prêmios da Academia no ciclo Na Mira do Oscar

por max 27. fevereiro 2014 07:46

 

Em 2005, o Estado de Israel começou a construção de uma barreira conhecida como A barreira Israelense da Cisjordânia, nas fronteiras com a Palestina. É, portanto, uma barreira de segurança que ainda está em construção e que tem, neste momento, 700 quilômetros. Noventa por cento dessa barreira é constituída por uma cerca e por postos de seguranças do exército de Israel. Algumas partes têm um grande muro de concreto e, outras, fossos de até quatro metros de profundidade. Trata-se, sem dúvida, de um projeto muito polêmico que gerou críticas e protestos. No entanto, o governo de Israel argumenta que levantou essa barreira com a finalidade de evitar ataques do lado palestino, inclusive, do tipo suicida.

Lá, a uma curta distância do muro, dos dois lados vivem pessoas. Na área palestina, em uma pequena vila, vive Emad Burnat que, desde 2005, vem registrando a vida que acontece ao redor do muro. Com este material muito valioso realizou Cinco Câmeras Quebradas (5 Broken Cameras, 2011), um documentário que surgiu da união de um cineasta israelense, Guy Davidi, com Emad Burnat.

Tudo começou em 2005, quando Emad levou uma câmera à sua aldeia, Bilin, para registrar o nascimento de seu último filho. Desde então, a função da câmera mudou. E também a vida de Emad. Claro, dizer "a câmera" é uma maneira de generalizar, porque na realidade Emad tem cinco, cinco câmeras que foram quebradas, despedaçadas pelas autoridades.

Através dessas câmeras, Emad registrou momentos como o dia em que arrancaram as oliveiras da aldeia, a progressiva aproximação do muro que cada vez mais busca diminuir seu território e sua vida, a morte de um amigo, a prisão de seus irmãos e sua própria prisão, os protestos da população, as marchas pacíficas...

Um total de 700 horas de gravação se encontram nesse maravilhoso trabalho dirigido por Burnat e Davidi, uma obra que não toma partido de nenhum movimento religioso ou político, muito menos nos mostra a visão de um correspondente de guerra que vem com ideias pré-concebidas dos edifícios do primeiro mundo. Estamos diante de um documentário do dia a dia, dos homens, da marcha a pé, do olhar atento, do olhar próprio que registra e se transforma em voz.

Cinco Câmeras Quebradas foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2013, e você poderá assistir quinta, 27 de fevereiro, dentro do ciclo Na Mira do Oscar, no Max. O que você vê quando vê o Max?

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Cinco Câmeras Quebradas, ou a guerra silenciosa do olhar

por max 11. novembro 2013 12:36

 

Enquanto os poderes se concentram na guerra, enquanto as barreiras se levantam e os israelitas e os palestinos sofrem as consequências, um homem de uma pequena aldeia também luta. Seu nome é Emad, é palestino e sua luta é silenciosa, ocular, digamos assim. Emad Burnat grava, grava o que vê ao longo dos anos, o processo de opressão, de separação, de imposições.

Tudo começou em 2005, quando levou uma câmera à sua aldeia Bilin para registrar o nascimento de seu último filho. Desde então, a função da câmera mudou. E também a vida de Emad. Claro, dizer "a câmera" é uma maneira de generalizar, porque na realidade Emad tem cinco, cinco câmeras que foram quebradas, despedaçadas por soldados israelitas.

Através dessas câmeras, este outro combatente, mas da imagem, tem registrado momentos como o dia que arrancaram as oliveiras da aldeia, a progressiva aproximação do muro que cada vez mais busca diminuir seu território e sua vida, a morte de um amigo, a prisão de seus irmãos e sua própria prisão, os protestos da população, as marchas pacíficas, o terror... Um total de 700 horas que fazem o documentário Cinco Câmeras Quebradas (5 Broken Cameras, 2011), dirigido, naturalmente, por Emad Burnat, agricultor palestino, e pelo israelita Guy Davidi, que se encarrega de nos mostrar a contrapartida, o outro lado do muro, a bota, o poder.

Não estamos diante de um documentário que toma partido por algum movimento religioso ou político, nem tampouco nos dá a visão de um correspondente de guerra com certas ideias no meio dos prédios do primeiro mundo. Não, aqui estamos diante de um documentário do dia a dia dos homens, da marcha a pé, do olhar atento, do olhar próprio que registra e se transforma em voz justiceira. Um olhar que tem insistido, um olhar que não parou com a bota.

Cinco Câmeras Quebradas, documentário indicado ao Oscar em 2013. Aproveite, nesta terça, 12 de novembro, no Max.

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