Especial Elizabeth Taylor, nesta sexta-feira, 23 de março

por max 22. março 2012 13:23

 

Elizabeth Taylor foi e sempre será uma das maiores estrelas de Hollywood. Desde muito pequena, até o final de sua vida, esteve ali, como beleza, como atriz, como produto de consumo de entretenimento. Ela sabia estar, ela sabia ser. Não sem motivo, chegou a dizer que não conseguia lembrar de nenhum momento de sua vida que não tenha sido bela. La Taylor soube ser a mulher mais bela de Hollywood e talvez do mundo, mas também soube ser uma grande atriz, e deixar para trás a velha Hollywood, da chamada Era de Ouro, para incorporar-se às novas tendências de atuação e de entender o cinema, encabeçadas pelo Actor´s Studio e por atores como Marlon Brando ou James Dean e, do lado feminino, por Faye Dunaway, entre outros e outras.

Podemos ver claramente esse panorama, podemos inclusive partir de uma data e, a partir dela, navegar. Essa data é 1963, ano em que ela interpretou um resquício do que era a velha Hollywood. Cleópatra, para os estúdios, foi uma tentativa desesperada de retomar aquele passado glorioso. Não deu certo, o filme foi um fracasso tanto de bilheteria quanto de crítica. Sua retumbante posteridade se deu somente em função da deslumbrante beleza de Elizabeth naquele papel sensual e glamoroso. Alguns anos antes, em 1957, a vimos em A Árvore da Vida (Raintree Country), outro esforço dos estúdios para retomar os anos grandiosos. Mas também, nesse período, a encontramos em filmes onde fez a diferença, onde ela demonstrou que sempre foi algo mais do que a versão morena de Marilyn. E a teremos em Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956), junto de James Dean e Rock Hudson, para ser lançada em cheio à interpretação séria, dramática. Porém, seu desejo de lançar-se plenamente à atuação é representado nos filmes Gata em Teto de Zinco Quente (Cat on a Hot Thin Roof, 1958), escrito por Tennessee Williams (o mesmo dramaturgo que com Uma Rua Chamada Pecado - A Streetcar Named Desire - lançou Marlon Brando à fama), e Disque Butterfield 8 (Butterfield 8, 1960), onde Liz encarnou uma prostituta de luxo. Este papel lhe deu seu primeiro Oscar de Melhor Atriz, em quatro indicações seguidas. Anos mais tarde chegaria Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (Who´s Afraid of Virginia Woolf?, 1966). Sua atuação neste filme foi considerada a melhor de sua carreira. A Academia de Hollywood reconheceu isso ao conceder-lhe seu segundo Oscar como Melhor Atriz. No ano seguinte, em 1967, interpretou um papel cômico sob a batuta de Franco Zeffirelli. As exigências da atriz foram muitas, pois encarnaria a selvagem rebelde de Shakespeare em A Megera Domada (The Taming of the Shrew). E à época, Elizabeth não somente era uma das mulheres mais belas do planeta, mas também uma grande atriz e, além disso, especialista em ser alvo das fofocas com sua vida glamorosa, escandalosa, agitada, cheia de joias e boatos.

Assim, ela continuou fazendo filmes que transitaram entre o drama e o suspense, com papéis sempre fortes, sempre de caráter, sempre em situações de conflito. Nestes anos, faria vários trabalhos com o amor de sua vida, Richard Burton. A Megera Domada com Burton, Dr. Faustus (Doctor Faustus, 1967 também) com Burton, The Comedians (outra de 1967)… com Burton e O Homem que Veio de Longe (Boom!, 1968)… claro… com Burton. Também trabalhou com Marlon Brandon, Robert Mitchum e Michael Caine. X, Y e Z (X, Y and Zee), com Michael Caine, foi o último filme que marcaria esse curto espaço... mas sem Burton. Depois de Caine, estrelou outra vez com Burton três filmes seguidos.

O fato é que X, Y e Z (1972), de Brian G. Hutton (também diretor de O Desafio das Águias, Where Eagles Dare) nos lembra um pouco La Taylor de Quem Tem Medo de Virgínia Woolf? No entanto, o filme de Mike Nichols se concentrava no conflito de um casal e da maternidade, em X, Y e Z se move dentro do triângulo amoroso, o desespero da infidelidade e a vingança.

Isso sim, qualquer que fosse o filme, a diva sempre manteve seu status de atriz dramática. E, nos últimos anos, seria vista com maior frequência na televisão, em alguns filmes e uma ou outra participação especial. Ela irá se deixando levar, deixando-se diluir. Mas sua presença sempre será inegável. Sua presença será de um mito, de uma lenda.

Nesta sexta-feira, 23 de março, o Max convida você a assistir três filmes de Elizabeth Taylor seguidos, um atrás do outro. Assim Caminha a Humanidade, A Megera Domada e X, Y e Z¸ três produções estreladas por Liz Taylor, três momentos, três registros de sua beleza e de sua magnífica capacidade de atuação. Nesta sexta-feira, 23 de março, reinvente, imagine de novo... Descubra o Max.

Elizabeth Taylor, ou a arte de lutar contra a beleza

por max 11. novembro 2011 11:57

 

A beleza e a dor. Se Frida Kahlo tivesse sido bonita, teria sido igualmente sofrida e, com a dor, também teria descido às profundezas da alma. A dor faz descer. A dor física se converte em dor metafísica, filosófica, existencial; é uma espécie de Nirvana amargo amarrado aos ossos. Se Frida tivesse sido bela e, além disso, atriz e também vítima da dor, não teria se chamado Frida, mas sim Elizabeth Taylor. Porque La Taylor era bonita e era atriz, uma grande atriz cheia de dor. Porque a beleza pode ser outra forma de dor. É assim, há mulheres que são dominadas por sua beleza, e se perdem por causa dela. Algumas lutam contra ela, desejam que sua inteligência ganhe a batalha. Mas também, ao mesmo tempo, há algo na beleza que produz a sensualidade. Para algumas, a beleza é isso, um demônio que vai dentro da pessoa, um ser que as domina. Elizabeth Taylor foi uma mulher dominada por sua beleza, pelo demônio da beleza? A dor, real, física, a dominava. Uma deformação eterna, um tumor cerebral. Algo profundo feria Elizabeth. Teve problemas com o vício. Sem dúvida, algo a machucava. E continuamos dizendo, era bela. É só vê-la em Cleópatra (1963). Grande atriz também. Basta vê-la em Quem Tem Medo de Virginia Wolf? (Who´s Affraid of Virginia Wolf?, 1963). Famosa, talentosa, dominada por sua beleza, Elizabeth casou-se oito vezes, duas delas com o mesmo homem: Richard Burton. Acreditava no amor, era uma apaixonada, mas o amor não durava muito para ela. Fica a pergunta: a beleza talvez lhe trouxesse esses problemas? Viveu entregando pedaços do seu enorme coração, e morreu de uma insuficiência cardíaca. Assim foi Elizabeth, uma mulher belíssima que lutava contra a dor, contra a dor física, e contra a dor espiritual. Uma mulher que se empenhou em demonstrar, durante toda a sua vida, que a beleza não era seu único ponto forte. Seus olhos, devo dizer, sempre foram os mesmos. Os olhos de Frida falam de tristeza, os de Elizabeth são misteriosos. Eram belos e diziam pouco, não podiam ser decifrados. Talvez buscassem o que se passava por dentro dela, sua alma e as razões de sua alma. Cansada de sua beleza externa, não queria ser dos outros, mas sim dela mesma e, quem sabe por isso, seus olhos escondiam a luz que ela precisava para iluminar suas próprias verdades.

Sempre pensei que ela devia morrer jovem, porque tinha sido extremamente bela. Velha teria arruinado sua imagem, seu mito. Mas não, La Taylor foi além da esplêndida Cleópatra. E prosseguiu mostrando-se ao mundo para provar que, apesar de sua beleza perdida, continuava sendo Elizabeth Taylor, a atriz, a diva, a verdadeira estrela de Hollywood, como poucas.

Como grande atriz que procurou ser, conquistou três Oscars, um em 1961 de Melhor Atriz em Disque Buttefield 8 (Butterfield 8), outro em 1966, na mesma categoria por Quem Tem Medo de Virginia Wolf? (Who´s Afraid of Virginia Wolf?). Em 1993, deram-lhe o Prêmio Humanitário Jean Hersholt. Vale a pena ressaltar que em Disque Butterfield 8, seu papel tinha a beleza como aspecto fundamental. No filme, ela interpretava uma bela modelo, que também era garota de programa, e cuja vida romântica ia sempre da felicidade extrema ao tormento. Vale dizer que bela, sim, e igualmente grande atriz.

Nesta sexta-feira, dia 11, dentro do ciclo Ícones do Cinema, Elizabeth Taylor interpreta uma fera nada domada em A Megera Domada (The Taming of the Shrew, 1967), um papel nada fácil porque, obviamente, estamos falando de Shakespeare e, quando se fala de Shakespeare, o foco vai para os atores e porque, além disso, a personagem de La Taylor, Katherina é, como já sabemos, uma moça rebelde, cheia de vida, que cresce rapidamente, e que transita entre momentos de humor e drama, entre a indiferença e o amor.

Lembre-se: Elizabeth Taylor será seu Ícone do Cinema em A Megera Domada, nesta sexta-feira, 11 de novembro, no Max.

Para reapresentações, clique aqui.

A beleza e a rebeldia de James Dean

por max 8. julho 2011 06:20



Vai parecer um pouco estranho tudo o que eu vou dizer. Mas vou falar: dizem que James Dean era um rebelde hipersensível, e que sua rebelião foi por causa dessa sensibilidade. Porque foi, como alguns disseram, um adolescente eterno. Aqui está o que o sociólogo Edgar Morin disse de Dean:


"James Dean é um modelo, mas o modelo em si é a expressão típica (ao mesmo tempo média e pura) da adolescência em geral, dos adolescentes americanos em particular. É compreensível que este rosto tenha se tornado um rosto-bandeira ou imitado, especialmente naquilo que tem mais para imitar: O cabelo, o olhar "

 

E também:


"James Dean também estabeleceu o que poderia ser chamado de panóplia da adolescência, a uniformidade da roupa, em que expressa a sua atitude na sociedade: o jeans azul, o suéter agasalhado, a jaqueta, a recusa de usar uma gravata, o desleixado voluntário, são alguns sinais com valor de crachás políticos de resistência, frente às convenções sociais no mundo dos adultos, da procura de sinais de virilidade e fantasia artística. "


Eu não sou ninguém para negar Morin, Deus não permita tal pretensões esnobes. Mas devo dizer que vejo alguma coisa mais além. Dean não era o que era apenas para ficar na adolescência eternamente, Dean era o que era porque era um homem bonito. Sim, eu disse meu comentário soaria estranho. Mas vamos continuar: James Dean era uma expressão de beleza, um belo rapaz como o mundo entende a beleza, essa que vem desde os gregos, ou a partir do Renascimento. É esse tipo de beleza da que a sociedade se apropria. Beleza objeto para ser enquadrada dentro das leis sociais. Beleza para ser admirada, para ser colocada em uma vitrine, e a partir dali ser apresentada como verdade e como moral. É isso mesmo, a Beleza vista como pureza. A Beleza quando está na vitrine, não tem alma, é para ser admirada, ou vamos dizer, que pressupõe uma alma. A beleza que é capturada pela sociedade deve ser como indica esta sociedade: uma ficção. A ficção de que deve ser exibida na tela, do outro lado. A beleza é uma ficção porque é uma caixa vazia que a sociedade enche. Nós não queremos saber o que ela realmente é, porque saber o que é seria realmente terrível. Nós não queremos saber que talvez não seja igual à verdade e moralidade, queremos inventar o que é, e que seja confortável estar dentro dessa ficção. James Dean, inteligente stage hand e comerciante de sua própria beleza, brincou de não ser bonito, buscando ser bonito de outra forma. Dean, como Elizabeth Taylor, sua grande amiga, se aproveitaram da própria beleza, mas ao mesmo tempo, lutavam contra ela (ele gostava e não gostava da vitrine). Sua rebelião, real e ficcional, ao mesmo tempo, era contra a sua beleza. Dean se rebelava contra essa beleza social que assumia a verdade e a moralidade generalizada, e pretendia a sua verdade, sua própria moralidade, sua própria inteligência. Ele se recusou a estar na vitrine, fabricou a sua própria vitrine, o seu gosto, que compartilhou com a sociedade, mas de longe, como um gato de rua que aceita a comida, mas que não dá permissão para ser tocado. Um gato lindo que diz: eu não sou vazio, eu sou único, original, eu quero ser feio, o feio que vocês dizem (o que vai contra as convenções), porque esse feio para mim, é lindo. Mas a sociedade é um monstro de mil cabeças, e diz: que bonito o nosso bonitão que brinca de não ser bonito. Assim, Dean era o bonitão que queria mostrar a sua inteligência sensível, a sensibilidade inteligente, e o mundo o deixava porque ele estava na vitrine.  Até permitia que ele fosse o bonitão que arriscava a deformação física na velocidade dos seus carros de corrida. O acidente com vida e deformação era o seu risco, não a morte. Em última instância, o plano não foi bem elaborado, não ficou deformado, morreu. James Dean, dentro da vitrine, como um tolo, aquilo com o que tanto lutava (na aparência). Por quê? Porque com sua morte permaneceu a beleza eterna. A sociedade, ou poderíamos dizer, os feios foram os vencedores. Dean é eternamente jovem e eternamente belo. Sua rebelião é bonita, como os outros querem que seja bonita a seu modo.

Algumas coisas sobre James Dean

por max 29. junho 2011 05:37



Seu nome era James Byron. As coisas não estavam indo mal para ele. Dean era intenso e foi lançado nas trevas, como o mesmo poeta Byron. Vamos dizer que Dean, como Lord Byron, era um romântico, não no sentido do amor, mas com respeito ao romantismo literário. O movimento que se levantou contra as leis da razão, e emitiu a busca de outros mundos na escuridão da alma do homem, no exótico, na natureza unida à alma do poeta. James Dean, como o poeta, era o que eles chamam de hipersensível, amava a beleza, era um galã (no estilo duro) e tinha certo gosto pela licenciosidade. Depois dizem que os nomes não fazem a pessoa. É claro, James Dean não era manco.

 

Diz-se que o amor de sua vida foi a atriz Pier Angeli. Ela e James se conheceram durante as filmagens de East of Eden. Era um romance impossível, e ela acabou se casando com o cantor Vic Damone. Dizem que ao ouvir a notícia, Dean bateu na garota. O dia do casamento, Dean parou sua moto em frente à porta da igreja, e acelerou e acelerou o motor, fazendo um barulho infernal.

Devido ao seu conflito com a atriz, Dean não compareceu à estréia de East of Eden.

Elizabeth Taylor e James Dean eram grandes amigos. A noite antes de sua morte, Dean deixou seu gato com a atriz para cuidar dele. Dean, segundo o que Taylor disse, temia que algo iria acontecer com ele, com Dean. Isso lhe disse o ator naquela noite.


Taylor declarou numa entrevista com o jornalista Kevin Sessums altamente respeitado, que o Rev. JamesDeWeerd, quem teve um papel muito importante na formação do ator -seus gostos pela velocidade e pelo drama, por exemplo, tinha abusado sexualmente dele várias vezes. Taylor disse que durante as filmagens de Gigante, ela e James Dean falaram sobre isso noites inteiras, e que o ator ficou atormentado por causa desses abusos. Tais confissões foram feitas pela Taylor em 1997 para a revista
POZ, mas pediu a Sessums não revelar nada sobre isso até a sua morte. Em 23 de março de 2011, o dia da morte da atriz, Sessums publicou as declarações no site da Newsweek, The Daily Beast.

 

Dizem que James Dean estava apaixonado por Marlon Brando, seu herói, a quem Dean seguiu seus passos no teatro e na vida.


James Dean odiava tomar banho e não gostava de trocar de cuecas.


James Dean apagava os cigarros no peito.


Eu ouvi recentemente um programa de rádio, onde comentavam que sir Alec Guinness, vendo o novo carro de James Dean (aquele infame Porsche 550 Spyder), começou a dizer nervoso, do lado de fora do restaurante onde tinham se conhecido há pouco tempo, para parar de andar naquele veículo imediatamente, que não o dirigise mais, que naquele carro teria um grave acidente. Dean pensou que era uma piada inglesa daquele homem que acabava de conhecer, e não levou aquilo a sério. Logo depois, o jovem ator de 24 anos, morreu quando bateu de frente com um Ford Custom Tudor. Aqui está uma foto do Ford, e aqui está uma foto do Porsche. Podem ver quem leva as de perder. Ah, e uma de como ficou o carro de Dean. Guinness, nunca mais teve visões assim.


Em julho, Max traz um especial de James Dean. Rebel Without a Cause (quarta-feira 20), East of Eden (quinta-feira 21) e Gigante (sexta-feira 22). 

Em julho, com James Dean descubra Max.

Elizabeth Taylor, ou a arte de combatir a Beleza

por max 26. março 2011 02:54

 

A beleza e a dor. Se Frida tivesse sido bonita, teria sentido a dor, e com a dor, também teria caído nas profundezas da alma. A dor faz você cair. A dor física torna-se metafísica, filosófica, existencial. A dor é uma espécie de Nirvana amargo amarrado aos ossos. Se Frida tivesse sido bonita, também atriz e também uma vítima da dor, não teria se chamado Frida, mas Elizabeth, Elizabeth Taylor. Porque Taylor era linda e era atriz, uma grande atriz. 

A beleza pode ser uma outra forma de dor. Há mulheres que são dominadas por sua beleza e por isso estão perdidas. Algumas estão lutando contra ela, tentando que a sua inteligência ganhe a batalha. Mas, ao mesmo tempo, há algo na beleza que as joga na sensualidade. Para algumas, a beleza é isso, um demônio dentro delas, um outro ser que as domina. Elizabeth Taylor era uma mulher dominada pela sua beleza, pelo demônio da beleza? A dor a dominava, é claro. Um problema eterno nas costas, um tumor cerebral. Algo profundo a estava ferindo. Ela lutou contra o vício. Sem dúvida, algo a feriu. E já dissemos, era linda. Você só precisa vê-la em Cleópatra (1963). Foi também uma grande atriz. Você só precisa vê-la em Quem Tem Medo de Virgínia Wolf? (1966). Famosa, talentosa, possuída por sua beleza, Elizabeth casou oito vezes, duas vezes com o mesmo homem: Richard Burton. Acreditava no amor, vivia apaixonada, mas o amor não era duradouro. A beleza podia estar jogando esses truques? Viveu entregando partes de seu coração enorme, e morreu de insuficiência cardíaca. Esta foi Elizabeth Taylor. Uma bela mulher lutando contra a dor, contra a dor física, e contra a dor espiritual. Uma mulher que se dispôs a provar toda a sua vida que a beleza não era o seu único forte. Seus olhos, devo dizer, eram sempre os mesmos. Os olhos de Frida falam de tristeza, os de Elizabeth são insondáveis. Eram lindos, e diziam pouco, não podiam ser decifrados. Talvez olhavam para dentro, em busca de sua alma e as razões da sua alma. Cansada da sua beleza exterior, não queria ser dos outros, porém dela mesma, e talvez por isso seus olhos escondiam a luz que ela precisava para iluminar suas próprias verdades. 

Eu sempre disse que ela devia ter morrido jovem, porque era bonita demais. Que a velhice arruinaria sua imagem, seu mito. Mas não, Taylor foi mais do que uma bela Cleópatra. E continuou a se mostrar ao mundo, foi, talvez, para demonstrar que, apesar da beleza perdida, ela continuava sendo Elizabeth Taylor, atriz, diva, a verdadeira estrela de Hollywood, como ficam poucas. 

Em homenagem à grande atriz, aproveite este domingo, 27 de Março o filme Quem Tem Medo de Virgínia Wolf? Descubra Max. 

Para ver as retransmissões, clique aqui.

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