O Ciclo de Diversidade Sexual termina no Max com dois grandes filmes: Adeus, Minha Rainha e Laurence Sempre

por max 23. junho 2014 08:18

 

Entramos na quarta e última semana com dois excelentes filmes, que tiveram sucesso absoluto de crítica e público em festivais internacionais. Por um lado, um fascinante e iluminado drama de época, onde a rainha Maria Antonieta está no centro dos amores lésbicos; e, por outro, um filme do jovem talento do cinema canadense e internacional, Xavier Dolan, sobre o amor na transsexualidade.

São eles:

 

 

Sexta, dia 27: Adeus Minha Rainha (Les Adieux à la Reine, 2012), um drama histórico dirigido pelo francês Benoît Jacquot e inspirado no famoso romance da francesa Chantal Thomas. Este magnífico filme de Jacquot conta a vida tranquila dos reis da França nos tempos próximos à Revolução Francesa, mas, neste caso, a partir de um ponto de vista inédito: o dos serventes, principalmente o de Sidonie Laborde, uma jovem cujo trabalho é ler romances e revistas para a rainha. No papel de Sidonie está Léa Seydoux, uma jovem e bela atriz que, em 2009, foi indicada aos Prêmios César na categoria de melhor atriz revelação por seu papel em A Bela Junie (La Belle Personne, 2008) de Christophe Honoré. Maria Antonieta é interpretada pela linda atriz e modelo Diane Kruger, que se tornou mais conhecida em Hollywood depois de viver a diva Bridget Von Hammersmark em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), de Quentin Tarantino. No filme também é fundamental o trabalho de Virginie Ledoyen, que interpreta a duquesa Gabrielle de Polignac, personagem histórica de quem se fala que foi uma das mulheres mais belas da França; os rumores também indicam que Gabrielle foi amante não apenas do rei, mas também da rainha. Jacquot se aproveita destes antigos rumores e apresenta uma história com tons eróticos, lésbicos e dramáticos em torno às mulheres da corte, que inclui, claro, uma rainha sofisticada, despudorada e muito sexy. O filme conquistou três prêmios César em 2012 por melhor Desenho de Produção, Melhor Figurino e Melhor Fotografia.

 

 

Sábado, dia 28: Laurence Sempre (Laurence Anyways, 2012), terceiro filme do jovem e premiado cineasta canadense Xavier Dolan, penetra na vida de, obviamente, Laurence, um jovem escritor e professor de literatura de trinta anos, interpretado por Melvil Poupaud. Laurence é muito apaixonado por sua namorada Fred, papel de Suzanne Clément. Mas, apesar do grande amor que tem, no dia de seu aniversário, Laurence confessa a ela que viveu escondido por toda a vida, sem mostrar sua essência, e que decidiu recomeçar sua vida, desta vez como mulher. É claro que Fred não recebe a notícia da melhor maneira e termina o namoro. Assim, suas idas e vindas, e a sempre presente convicção do amor, formam a trama desta história particular, onde Laurence, já transexual, não pode evitar, ao longo dos anos, de ir atrás de sua amada Fred que, apaixonada e iludida, não evitará o retorno, mas logo se lançará nos abismos do arrependimento, presa sempre na negação do amor por aquele Laurence que é homem e mulher ao mesmo tempo. Com Laurence Sempre, Dolan conquistou o Queer Palm e o cobiçado prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes. Também na seção Un Certain Regard, Suzanne Clément conquistou o prêmio de melhor atriz.

 

Assista na sexta, dia 27, e no sábado, dia 28, o encerramento do Ciclo de Diversidade Sexual, no Max. O que você vê quando vê o Max?

 

Mais Ciclo de Diversidade Sexual no Max, com Animais e Jovem e Louca

por max 16. junho 2014 07:09

 

Na sexta, dia 20, e no sábado, dia 21, o Max apresenta mais dois filmes de primeira linha que entram na excelente seleção do Ciclo de Diversidade Sexual. Vejamos quais serão exibidos:

 

 

Sexta, dia 20: o diretor catalão Marçal Forés dirige Animais (Animals, 2012), um filme com uma diversidade — além da sexual —, que o torna totalmente original. Estamos diante de uma história sobre crescimento, sobre a passagem da juventude à vida adulta, quando surge pela primeira vez na vida de Pol (Oriol Pla) o deslumbramento do amor, neste caso por outro rapaz chamado Ikari (Augustus Prew), e também, vale dizer, por uma garota; mas, é possível, que a garota não saia ganhando. Além disso, Pol tem um urso de pelúcia que é enterrado por seu irmão, mas logo é recuperado pelo próprio Pol, que encara a possibilidade de se desfazer dele, ou de sua infância, digamos. A questão é que o urso fala inglês com voz computadorizada e toca bateria enquanto Pol toca guitarra e canta em catalão e espanhol. Enquanto o urso anda com Pol para cima e para baixo, nosso protagonista se apaixona por Ikari e se interna na floresta, ao mesmo tempo em que algumas pessoas começam a aparecer mortas, ou melhor, assassinadas. Vai perder? Eu digo, para mim é impossível perder um filme como este, um filme totalmente Max.

 

 

Sábado, dia 21: Jovem e Louca (Joven y Alocada, 2012), primeiro filme da chilena Marialy Rivas, com roteiro de Camilia Gutiérrez. E quem é Camila? Ela é uma garota que tinha um blog onde escrevia suas experiências sexuais (de tipo bissexual) em meio a uma família evangélica, mostrando sua relação com o sexo em contraste com sua cultura religiosa. Camila escrevia muito bem e contava histórias bastante interessantes e, ao mesmo tempo, bastante brutais, o que levou Marialy Rivas a ter interesse pelo que Camilia contava. A diretora, a princípio, queria realizar um documentário, mas logo se decidiu pela ficção, e foi quando Camilia, baseada em seu blog, escreveu o roteiro (e depois o romance). De fato, o filme é contado em capítulos, como se fossem posts do blog, e tem esse ritmo ágil, típico de textos de Internet. Há presença de fotos, vídeos, Youtube, Instragram, Vimeo, as redes sociais em geral; tudo isto forma esta história ágil, leve, irônica, divertida e, ao mesmo tempo, humana e honesta em sua visão sobre a juventude. Jovem e Louca ganhou o World Cinema Screenwriting Award, assim como o prêmio Sebastiane, no Festival de San Sebastián.

 

Aproveite sexta, dia 20, e sábado, dia 21, e continue assistindo ao ciclo dedicado à diversidade sexual que o Max apresenta toda sexta e sábado de junho.

O que você vê quando vê o Max?

Continua o ciclo de diversidade sexual no Max, com Yossi e Deixe a Luz Acesa

por max 9. junho 2014 06:15

 

Duas produções aplaudidas em festivais de renome essa semana no ciclo do Max. Na sexta, dia 13, e no sábado, 14, dois filmes que giram em torno do amor como salvação e do amor como ausência. Casais que se amam, que se afastam, que voltam a se encontrar, ou que não se encontram nunca mais. As segundas oportunidades, o renascer, a perda... estes são os filmes:

 

 

Sexta, 13 de junho: Eytan Foz dirige Yossi (2012), a segunda parte de seu filme, Delicada Relação (Yossi & Jagger, 2002). É um drama sobre o amor entre dois soldados israelenses durante a guerra com o Líbano. Uma década depois, o diretor retoma a história de Yossi (Ohad Knoller), agora médico cardiologista em Tel Aviv. Yossi, que perdeu Jagger há dez anos em uma armadilha, esconde do mundo sua verdadeira sexualidade e está em crise existencial, mergulhado na pornografia e num emaranhado de encontros fracassados. O filme aborda o conflito social, o conflito interno e também o encontro com outro homem, outro soldado, mas desta vez em um resort, que poderia marcar um novo caminho de redenção.


 

Sábado, 14 de junho: Deixe a Luz Acesa (Keep the Ligths On, 2012), o quinto filme de Ira Sachs, se move dentro da herança deixada pelo chamado New Queer Cinema dos anos noventa. O jovem cineasta Erik (Thure Lindhardt) faz encontros rápidos através de um disque encontros. Um dia ele conhece Paul (Zachary Booth), um advogado de sucesso que trabalha em uma grande editora. É grande a atração física entre os dois, mas Paul não conta para Erik que tem uma namorada. Os personagens vão percorrer por anos uma longa e tortuosa estrada que inclui drogas, separação, reabilitação, recaída, infidelidade, prepotência, imaturidade, agressividade, distância e muito amor impossível.

 

Já sabe, na sexta-feira dia 13 e no sábado dia 14, continua o ciclo que o Max dedica à diversidade sexual, a diversidade do amor.

 

Ciclo sobre a diversidade sexual, no Max

por max 25. junho 2013 12:53

 

O sexo ou o amor, em todas as suas formas, abertamente, como é, como se sente, como se vive, como age, como é na vida e como a arte o vê, é representado e mostrado no cinema. Esta semana, o Max nos traz um ciclo especial sobre a diversidade sexual que começa na segunda, dia 24 com Triângulo Amoroso (3 - 2010) de Tom Twyker e vai até sábado dia 30. Os filmes que você poderá assistir são:

 

- Uivo (Howl): Terça-feira 25. Um momento da vida do poeta beat Allen Ginsberg. Dirigido por Robert Epstein e Jeffrey Friedman, Uivo é um drama que mistura animação com um tom de documentário para retratar um dos maiores poetas da geração beat. James Franco interpreta o sereno – o procurador da paz – e ao mesmo tempo ativisita, Ginsberg.

 

 

- Imperdoável (Unforgivable): Quarta-feira 26. Filme de 2011 do conhecido diretor André Techiné, que nos mostra um estranho triângulo amoroso que gira em torno de um romancista policial. Ciúmes, amor lésbico, triângulo. O amor e suas trevas, o amor e suas liberdades.

 

 

- M. Butterfly: Quinta-feira 27. De David Cronenberg, baseado na peça de teatro do mesmo roteirista, David Henry Hwang. Acontece nos anos sessenta na China e nos mostra René Gallimard (Jeremy Irons), um diplomata francês que se apaixona por um dos personagens femininos (e pelo homem que está por trás desses personagens) na Ópera de Pequim. Intriga política e as complexidades do amor homossexual entre duas culturas totalmente diferentes.

 

 

- Um Quarto em Roma (Habitación en Roma): Quinta-feira 28. Reinterpretação de Julio Medem do filme Na Cama (En la Cama) do chileno Matías Bize. Um Quarto em Roma acontece em um quarto e em apenas algumas horas; são as poucas horas que dura o romance de duas mulheres que, por acaso, se conhecem em um bar e decidem se trancar para ver como fazem sexo e conversam. Solidão, tristeza, experimentação, beleza dos corpos.

 

 

- Bye Bye Blondie: Sábado 29. Dirigido por Virginie Despentes, o filme nos apresenta Gloria e Frances, ambas com quarenta anos. Tudo bem com elas, que nos anos 80 se conheceram em um hospital psiquiátrico e se amaram com paixão juvenil. Vinte anos depois, se encontram novamente, e tentam reviver esse amor.

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