Reino animal, uma mulher alfa empunha as armas

por max 15. março 2012 03:22

 

O ciclo sobre mulheres fortes, dominantes, terríveis, fascinantes continua no Max... o ciclo de mulheres alfa. Na quinta-feira passada, começamos com Revolução em Dagenham (Made in Dagenham, 2010). Nesta quinta-feira, teremos Reino Animal (Animal Kingdom, 2010), um filme australiano dirigido por David Michôd. Trata-se de seu primeiro longa-metragem, uma obra que, logo de cara, rendeu as melhores críticas no circuito local e internacional. Livremente baseado em histórias reais e em uma certa família mafiosa que existiu realmente em Melbourne, o filme tem início com um racha. Josh Cody (James Frecheville) perdeu sua mãe, que morreu de overdose e, não tendo a quem mais recorrer, acaba chamando a sua avó Janine, interpretada pela magnífica Jacki Weaver. Janine é a mulher alfa da nossa história. Trata-se de uma senhora de caráter forte, expansivo e explosivo, que beija seus filhos na boca, os trata quase como se fossem seus amantes, e que tem sobre eles um poder que envolve tudo. Mas quem são eles, quem é esta família? São apenas um grupo de delinquentes de alta periculosidade que, no transcorrer da história, afundam cada vez mais em sua própria obscuridade, em seu próprio vórtice de crime, violência e morte. O jovem Josh estará ali para presenciar tudo aquilo, para cair nas armadilhas, para deixar enrolar-se pelo poder de Janine.

Cabe destacar que a atuação de Jacki Weaver, a excelente atriz, que interpreta esta perigosa e psicopata mulher alfa, foi considerada uma das melhores de 2010. De fato, recebeu a indicação de melhor atriz tanto no Oscar quanto no Globo de Ouro, e levou também vários prêmios.

Reino Animal, dentro do ciclo dedicado às mulheres alfa, nesta quinta-feira, 15 de março. Reinvente, imagine de novo... Descubra o Max.

Reino Animal, ou as viradas criativas de um filme australiano

por max 5. novembro 2011 08:02

 

Já há um tempinho, sabemos que os australianos gostam de cinema, e que, além disso, sabem fazer cinema. São bons para causar uma reviravolta nos gêneros, dar uma mexida nas histórias que já foram lugar-comum porque, talvez, essa distância (longa distância) que os separa de Hollywood ofereça outra visão, uma visão um tanto mais criativa, ainda que menos comercial. Porque os australianos querem fazer dinheiro, querem ver seu dinheiro multiplicado, como todos. E assim, ainda que independentes, os cineastas australianos causam rebuliço, mostram-se, surpreendem. Este é o caso de David Michôd e seu primeiro longa-metragem de ficção, Reino Animal (Animal Kingdom, 2010).

Baseado muito vagamente em histórias reais de uma família mafiosa verdadeira de Melbourne, Reino Animal começa com uma ruptura, o momento no qual o jovem Josh Cody (James Frecheville) se vê obrigado a mudar-se e viver com seus parentes, de quem esteve separado durante anos por decisão de sua mãe, uma mulher boa, mas viciada em heroína. A razão para essa quebra é compreensível: a família de Josh é, sim, uma família criminosa dominada pela avó Janine (Jacki Weaver), para quem os três filhos são joias: ladrões, traficantes de drogas, seres violentos, frios e sem alma. Aqui, a virada criativa do australiano. Não estamos frente a um poderoso chefão mafioso a la Brando, mas sim, ante uma madrinha, uma variante raramente vista no cinema. Janine é uma mulher decidida, dura, apaixonada, que ostenta poder, que é capaz de fazer qualquer coisa para proteger sua família e que beija na boca seus afilhados. Josh é um recém-chegado à selva, um rapaz que irá aprofundar-se no mal e que, em algum momento, tomará uma decisão. Aqui temos outra virada criativa: o filme é um drama familiar, sim, mas um drama familiar dentro de uma família de delinquentes. A história do crescimento ou da queda moral de Josh, no entanto, encaixa-se muito bem com o elemento de suspense que dá ao filme um excelente toque de entretenimento.

Cabe destacar que a atuação de Jacki Weaver foi considerada uma das melhores de 2010. Tanto que recebeu indicação ao Oscar de melhor atriz, ao Globo de Ouro, e levou também uma boa quantidade de prêmios. Por sua vez, David Muchôd obteve o Grande Prêmio do Júri, na Meca do cinema independente, trampolim para o futuro, o Festival de Cinema de Sundance.

Reino Animal, nesta segunda-feira, 7 de novembro, no Max.

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