O Capital, um drama explosivo dirigido por Costa-Gavras sobre a ganância das leis do mercado

por max 12. setembro 2014 11:05

 

O Capital (Le Capital, 2012) de Costa-Gavras, um diretor muito conhecido e premiado, é um drama de montanha-russa baseado no romance homônimo de Stéphane Osmont, que apresenta a história da ascensão para os templos da ganância global de Marc Tourneuil (Gad Elmaleh), um executivo predador, um sociopata do dinheiro.

Trata-se de um filme que fala do prazer pela especulação, pelo acúmulo, pelo desafio de ter cada vez mais e mais dinheiro, em um espiral imparável em que os meios para conseguir o capital se transformam na única finalidade. Acumular por acumular, deixar de lado a ética, ser amoral, imoral, supostamente imortal, ser uma máquina de afastar pessoas, empresas, dignidades e com a única finalidade de conseguir dinheiro. O próprio diretor disse: "Somos escravos do capital". Uma visão que aponta, dispara e bombardeia os extremos da globalização e do valor de mercado.

O filme também inclui o talentoso Gabriel Byrne.

O Capital, domingo 14 de setembro, no Max.

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Minha Terra, África, ou tua terra não é tua terra

por max 30. novembro 2012 02:47

 

Minha Terra, África (White Material, 2009), de Claire Denis, é a obra de uma cineasta francesa que viveu na África e compreende profundamente a África e as relações dos países colonizados com seus colonizadores. De fato, parte de seu trabalho anterior reflete esse conhecimento. O filme que lhe deu fama, que a fez saltar de assistente de Costa-Gavras, Win Wenders e Jim Jarmusch a diretora indicada aos prêmios César, foi Chocolate (Chocolat, 1988), onde explora as lembranças de uma garota branca na atual República dos Camarões, recordações que incluem uma amizade com um homem da raça negra. Em Minha Terra, África temos essa visão da raça branca, por dentro. Uma visão que, como Desonra, de Coetzee, parte de um duro golpe contra a realidade do homem branco. Maria Vial (Isabelle Huppert) é uma mulher branca, proprietária de terras, que decide ficar em sua terra quando a guerra civil chega até ela. Herdeira dos primeiros colonizadores, ela vive neste país africano, que considera sua pátria. Ela está ali desde que nasceu, esse é seu lugar no mundo. Ir embora? Para onde? Ela não deixará sua terra, não irá para a França, um lugar ao qual não pertence. Mas o choque é duro e, evidentemente, ela também não pertence ao país onde nasceu. Agora, os outros, os da raça negra, aqueles com quem, talvez, compartilhou a vida em paz durante muito tempo, se rebelam contra ela. Ou, mais que rebelar-se, a temem, fogem dela. Ela é a mulher branca, ela é o inimigo que nunca foi. Maria se nega a aceitar a realidade? Não, mas ao invés disso, se recusa a deixar seu mundo. Pode-se culpar alguém por não querer exilar-se? Pode-se culpar alguém por não sentir-se culpado pelo mal que outros de sua própria raça semearam? E aqueles que são pela emancipação, que lutam pelos seus direitos, podemos perguntar se é certo agir como anjos exterminadores? É possível justificar as crianças da guerra? É possível justificar a crueldade contra o branco e até mesmo contra a própria raça?

Minha Terra, África não é um filme fácil, não procura agradar ninguém. É uma visão, uma história que vem de dentro, com conhecimento de causa, com as veias cheias de saudades, com a alma arrancada.

Minha Terra, África, neste domingo, 2 de dezembro. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

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