Gênova ou a família e as suas ruas labirinto

por max 12. abril 2011 14:41

 

Um porto aberto para o mar, o mar que é como a morte, como dizem os famosos dísticos de Jorge Manrique. Ali, na terra, os homens são um enxame pelas ruas estreitas daquele porto. Gênova é um labirinto de ruas antigas, onde as sombras se encontram e se desencontram, os homens, o passado, o presente, os fantasmas. A cidade e seus omens, oshomens e as suas cidades. Espelhos, espelhos que se movimentam diante da morte. Em Gênova (2007) do diretor britânico Michael Winterbottom, a morte da mãe joga uma família, que naufraga na dor, ao fascinante e antigo porto italiano. Assim, o mar como metáfora da morte, torna-se uma enorme ausência, é tão grande que se sente, tão grande que se manifesta através das ruas do porto. Um pai e suas duas filhas vão estar lá no labirinto, tentando seencontrar entre espectros e despertares sexuais. O que é uma família? Como uma cidade pode reconstruir uma família? Como os homens são as cidades? Michael Winterbottom (Welcome to Sarajevo, Wonderland, Code 46, 9 Songs) é um diretor de interação entre as cidades e seus povos e, desta vez traz-nos uma história onde ele, pai de duas filhas na vida real, apresenta uma história muito íntima, cheia de drama, medo e ternura. O pai, interpretado por Colin Firth, terá que passar por todos os labirintos, todas as ruas da alma, para redescobrir a si mesmo, as suas filhas e o sentido profundo da palavra família.

Gênova, na quarta-feira 13 de Abril.

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