Bancos de Praça, ou A Solidão Coral

por max 26. julho 2012 12:32

 

Em 2005, o cineasta francês Bruno Podalydès deixou de lado as produções de comédia de mistério sob a tutela literária de Gastón Leroux e seu pesquisador Rouletabille (Le mystère de la chambre jaune e Le parfum de la dame en noir), para embarcar na direção de um dos fragmentos de Paris te Amo (París, je t´aime), filme centrado em explorar diferentes histórias de amor em vários bairros de Paris. Estimulado pela experiência e seguindo, talvez, os caminhos do cinema coral de Claude Lelouch na França, e de Robert Altman e Woody Allen na América (sem deixar de lembrar a polifonia na qual tanto vinha trabalhando o mexicano Alejandro González Iñarritu), Podalydès partiu para a direção de Bancos de Praça (Bancs publics [Versailles rive droite], 2009), filme coral que gira em torno de uma praça, seus bancos, os negócios e pessoas que frequentam a região. A beleza da praça, o banco, se transformam em uma metáfora de confrontação do homem com a solidão. Nada mais belo e mais solitário que uma praça. É o lugar que, dentro da cidade, está mais próximo da natureza e também é o lugar para fugir do barulho urbano. A praça é um refúgio que faz mergulhar em uma solidão individual, por assim dizer, uma solidão que separa da solidão coletiva da cidade.

Bruno Podalydès e atores como Mathieu Amalric, Chiara Mastroianni, Emmanuelle Devos, Catherine Deneuve, Michael Lonsdale, Julie Depardieu e Denis Podalydès, entre outros, incluindo o próprio diretor, trabalham o filme com delicadeza, ternura e humor, para oferecer uma visão da vida e seus pequenos ou grandes momentos de solidão e companhia.

Bancos de Praça, no sábado, 28 de julho. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

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A Special Day, um documentário direto de Cannes para o Max

por max 18. maio 2012 11:47

 

Gilles Jacob é, hoje em dia, o Presidente do festival de Cannes. E passou a ser desde 2001. Mas, de 1978 até esta data, foi o diretor do festival; o que é o mesmo que dizer que ele trabalha duro, duro de verdade. Hoje em dia, não trabalha menos, mas, claro, já é uma lenda, e já merece um pouco de descanso (não muito, mas um pouquinho). Como Gilles Jacob, um crítico de cinema, chegou a ser diretor de um dos festivais cinematográficos mais importantes do mundo? Pois ele mesmo nos conta como. Disse que havia sido despedido do L´Express por um desentendimento e que, durante um torneio de tênis, o cineasta Claude Lelouch lhe apresentou o prefeito de Deauville, Jean-Philippe Lecat, que logo depois foi também Ministro da Cultura. Um dia, depois de uma partida de tênis, se encontravam Jacob e Lecat, nus, nos chuveiros dos banheiros do clube de tênis (cada um em seu chuveiro, juntos, mas não misturados), e o ministro perguntou pra ele, assim, de repente, se ele estava pronto. Pronto para quê, senhor Ministro?, disse Jacob. Para assumir suas funções, respondeu o ministro nu. Desde então, Jacob começou a dirigir o festival. Sua participação, durante 34 anos no festival, tem sido fundamental. Jacob, podemos dizer, deu ao evento o brilho que ele tem hoje em dia. Introduziu sessões importantíssimas como Un Certain Regard e, além disso, incluiu a presença de estrelas no júri, o que deu ao festival o espírito magnífico de elegância que o evento tem atualmente. Em 2007, Jacob publicou um livro intitulado Citizen Cannes, no qual conta sua experiência e histórias engraçadas de todos estes anos no festival e agora, em 2012, neste domingo, 20 de maio e durante o festival de Cannes, estreará A Special Day, um documentário que nos apresenta um dia na vida de vários diretores lendários de cinema, entre eles Roman Polanski, Nanni Moretti —grande amigo de Jacob—, Ken Loach e o próprio Claude Lelouch, outro grande amigo. Em 2007, Jacob seguiu em frente, filmou e entrevistou estes cineastas quando estiveram em Cannes para a celebração dos 60 anos do festival e a apresentação dos 33 curtas-metragens do projeto de Jacob, Cada um com Seu Cinema (Chacun son Cinéma). Dessa experiência daquele ano, surgiu o documentário que estreará com pompa e circunstância neste domingo, em Cannes.

 

 

E por que digo tudo isto? Porque o Max, orgulhosamente, estreará A Special Day, justamente no dia seguinte a sua apresentação em Cannes, na segunda-feira, 21 de maio. Um privilégio único e excepcional que o Max oferece justamente antes da apresentação de Homens e Deuses, de Xavier Beauvois, dentro do clico de filmes ganhadores em Cannes.

Não deixe passar este grandioso momento. Esta segunda-feira, 21 de maio, será um dia realmente especial, com a estreia de A Special Day, de Gilles Jacob. Direto de Cannes para o Max. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

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