Em junho, a série Borgia estreia no Max

por max 13. junho 2012 05:21

 

 

A História morreu

A História já não é mais o que era antes. Ou seja, a História não é mais um herói impecável, um super-homem de voz estrondosa que aponta com um dedo os males do homem. A História já não acredita mais em si mesma, em sua capacidade de criar exemplos que construam o futuro. A História, essa História, morreu, pois, como alguns dizem, o projeto da modernidade jaz ao lado de seu próprio fracasso. Com a modernidade sem foco, morre a História como um apoio da ideia de Progresso. Agora, essa História –ou história– é um saco de roupa suja pronto para dar o salto mortal diante de nossos olhos atônitos ou, talvez, nem tão atônitos. Agora a História é história humana, extremamente humana.

 

A história na tela

Nos últimos anos, os produtores das grandes séries de TV e de filmes para o cinema ou para a TV chegaram ao seguinte: por trás dos personagens da História há homens de carne e osso. Gente mais interessante e menos solene.

Com a série britânica de TV I, Claudius (1976), a roupa suja fez Roma arder. Claudio era um homem maltratado, gago, nada colossal que, sem dúvida, governou bem seu mundo e, durante bons anos, manteve-se no poder. Por trás daquele Cla-Cla-Claudio – assim a série nos deixou vê-lo – moviam-se intrigas, paixões, o desejo sexual, a loucura. Sim, é certo, Roma desde que foi Roma, nunca foi santa. Mas a série foi um grande passo na dessacralização dos mitos históricos, uma aproximação do dia a dia, um olhar para a intimidade da casa desses supostos grandes homens. A História se cansou dos heróis que não vão ao banheiro, que não fazem sexo. Vamos com luxúria, vamos com mentira, vamos com sangue, vamos com paixões, vamos com crimes, vamos com loucura! Deixem-se ver, deixem-se contar. The Tudors, Spartacus, Roma são séries contemporâneas que se alçam nesse novo panorama dos tempos do desejo, do humano, extremamente humano. Carne, os tempos da carne chegaram. E, claro, os tempos do mal. Os tempos onde os maus ganham, onde os maus (mas esses maus são realmente maus?) fazem das suas e são os protagonistas do filme, ou da série.

Com tudo isto em perspectiva já no nosso século XXI, teria sido absurdo não voltar o olhar para o ponto exato, o lugar perfeito, uma das obscuridades mais luminosas da história do homem: ali, no centro mesmo, onde mora o lado negro da família Borja, ou Borgia.

 

Borgia, a série

Em junho, o Max apresenta Borgia, uma produção franco-alemã de 2011, criada por Tom Fontona, roteirista e produtor norte-americano de Oz – A Vida é Uma Prisão, The Jury e Homicide: Life on the Street, entre outros. Uma nova recriação dos avatares de uma das famílias mais poderosas do Renascimento italiano, que corre em seus primeiros quatro capítulos sob a direção de Oliver Hirschbiegel, o diretor alemão de filmes mais restritos e duros como A Experiência (Das Experiment, 2001) e A Queda! As Últimas Horas de Hitler (Downfall, 2004).

Como muitos devem saber, os dois filmes de Hirschbiegel são fascinados pelo mal. O primeiro gira em torno de um experimento que chega aos limites da crueldade daqueles que são subitamente investidos de poder; e o segundo projeta os últimos dias de quem, uma vez, foi o homem mais poderoso, mais cruel e também mais louco da Europa: Adolf Hitler. Assim sendo, uma biografia dos Borgia cai bem para o alemão. O mesmo acontece com Tom Fontana, que escreveu a série Oz – A Vida é Uma Prisão, demonstrando que também conhece o poder e o mal.

Para os seguintes capítulos –no total, são doze– contamos com Dearbhla Walsh, diretora irlandesa de televisão que trabalhou em Os Tudors (The Tudors); com Metin Hüseyin, britânico também de televisão, que tem em seus créditos Merlin e Shameless; e com o alemão Christoph Schrewe, diretor também de ampla e destacada carreira na televisão.

Doze capítulos do melhor da televisão europeia, com ares do melhor da televisão norte-americana. Doze capítulos de turbilhões, loucura, sexo e poder que têm início com o surgimento de Rodrigo Borgia, suas manipulações políticas e sua relação com seus filhos, passando por uma obscura trama de intrigas, assassinatos, sexo, corrupção, até chegar aos últimos tempos da família, a decadência, o fim.

Borgia, a série, tem início nesta quarta-feira, 13 de junho. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

Para mais informações, consulte aqui este mini-site de Borgia.

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