Domingo dia 25 grande ciclo de encerramento dedicado a Cannes, no Max

por max 22. maio 2014 02:41

 

Termina domingo, dia 25, o ciclo de filmes dedicados a Cannes, e o Max faz um grande encerramento incluindo oito filmes de primeira que vão manter você em contato com a beleza, a arte e o entretenimento durante todo o dia.

 

O Max começa com O Artista (The Artist, 2011), do francês Michel Hazanavicius, protagonizado por Jean Dujardin. Um belo filme que recorda os anos do cinema mudo, mas principalmente, a transição para o cinema sonoro. Uma estrela que pouco a pouco vai se apagando, uma menina inocente que se torna famosa no cinema falado, e um amor que vai além de toda a fama. O Artista deu o prêmio de Melhor Ator a Jean Dujardin e a seleção à Palma de Ouro a Hazanavicius.

 

O ciclo continua com Habemus Papam (2011) de Nanni Moretti, a história de um papa recém-eleito que não quer ser papa. Entre a comédia e o drama, Moretti mergulha nos cenários do Vaticano para contar esta história sobre divindade, humanidade e sacrifício. O filme foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Na continuação, Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012), do mestre Abbas Kiarostami. A trama: uma garota universitária que trabalha como prostituta e que um dia verá como suas duas vidas unem perigosamente seu namorado a um cliente que foi seu professor. O filme concorreu à Palma de Ouro.

 

Depois Ferrugem e Osso (Rust and Bone, 2012), de Jacques Audiard, estrelado por Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts. História de um amor abalado pela perda, raiva e dor, Ferrugem e Osso também foi selecionado à Palma de Ouro.

 

 

Na sequência, Depois da Batalha (Baad el Mawkeaa, 2012) de Yousry Nasrallah. O filme mostra a vida de Mahmoud, que em fevereiro de 2011 fez parte dos órgãos que atacaram os revolucionários que protestavam contra o regime de Mubarak. Desde então, ele não viveu sem rejeição e humilhação. No entanto, o encontro com Reem, uma garota divorciada e inteligente, dará uma reviravolta em sua vida. O filme entrou na competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes.

 

 

Logo em seguida, Reality – A Grande Ilusão (Reality, 2012), uma comédia de Matteo Garrone que foca na figura de Luciano, um homem com habilidades teatrais que um belo dia decide se candidatar a um reality show. Luciano não é aceito, mas ele acredita que isso foi de propósito, e que, na verdade, há câmeras o observando. Claro, o comportamento de Luciano começa a mudar e também tudo ao seu redor, e nesta confusão paranoica ele vai vivendo dia a dia.

 

Depois, Motores Sagrados (Holy Motors, 2012), de Leos Carax, um filme absolutamente delirante em que um ator percorre a cidade em uma limusine assumindo o papel de várias pessoas. No entanto, estas interpretações são realizadas em cenários reais, sem público, sem câmeras, como se fosse, exatamente, a própria vida. Por Motores Sagrados, Carax recebeu o Prêmio da Juventude em Cannes e também foi selecionado à Palma de Ouro.

 

E para finalizar, Só Deus Perdoa (Only God Forgives, 2013), um drama extraordinário e sangrento dirigido pelo cineasta norueguês, Nicolas Winding Refn. Com Ryan Gosling (seu ator favorito) como protagonista, Winding Refn conta a história de um homem pobre, corrompido por uma estranha relação com a mãe e que passeia pelo baixo mundo da droga em Bangkok. A situação fica terrível quando seu irmão é assassinado, e Julian (Gosling) decide se vingar.

 

Não esqueçam, domingo 25 de maio termina o ciclo de filmes dedicados a Cannes, e o Max faz um grande encerramento com oito produçõs de primeira, cujos diretores foram selecionados neste prestigiado festival.

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No mês de Cannes, o Max comemora com dois grandes filmes por dia

por max 12. maio 2014 08:10

 

 

A 67ª edição do festival de cinema mais prestigiado do mundo, o festival de Cannes, começa em 14 de maio e vai até o dia 25. Neste ano, o pôster tem o grande ator Marcello Mastroianni como alter ego de Federico Fellini. A foto do pôster é exatamente Mastroianni em 8½. Em 2014, talvez reagindo a críticas anteriores, o júri é presidido por uma mulher, a diretora australiana Jane Campion, que ganhou a Palma de Ouro por O Piano (The Piano). Nesta edição, serão 18 filmes em competição, com cineastas do calibre de David Cronenberg, Jean-Luc Godard, Atom Egoyan, Ken Loach, assim como alguns jovens e modernos, como Xavier Dolan (a mente por trás de Laurence Sempre (Laurence Anyways), e até o ator Tommy Lee Jones em seu quarto filme como diretor (fez dois para o cinema e dois para televisão). Também, vale dizer, nesta super lista de honra está um diretor latino-americano, o argentino Damián Scifron, com o filme Relatos Salvajes.

No Max, como é tradição todo ano, haverá um ciclo de filmes durante o mês dedicado ao festival de Cannes. Porque, não há dúvida, o Max é um canal que oferece uma programação de tanta qualidade que é capaz de apresentar um ciclo de filmes e de cineastas que foram selecionados e premiados em Cannes. E não haverá apenas um filme por dia, mas o Max apresenta dois filmes por dia, de 14 a 25 de maio.

Vejamos agora o que o Max traz, dia a dia:

 

Quarta 14: O Que Eu Mais Desejo (I Wish, 2011), de Hirokazu Koreeda, cineasta que participou três vezes de Cannes. Na sequência: Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012), filme de Abbas Kiarostami selecionado à Palma de Ouro.

 

Quinta 15: O Barco da Esperança (La Pirogue, 2012), de Moussa Touré, filme selecionado para a mostra Un Certain Regard.

Na sequência: do sul-africano Oliver Schmitz, A Vida, Acima de Tudo (Life, Above All, 2010), filme exibido em Un Certain Regard.

 

Sexta 16: Motores Sagrados (Holy Motors, 2012), de Leos Carax, cineasta francês que recebeu o Prêmio da Juventude em Cannes e que também fez parte da seleção à Palma de Ouro. Na sequência: Sexo, Mentiras e Videotape (Sex, Lies and Videotapes, 1989) de Steven Soderbergh, filme que deu o prêmio de Melhor Ator a James Spader e o prêmio FIPRESCI e a Palma de Ouro a Soderbergh.

 

Sábado 17: Só Deus Perdoa (Only God Forgives, 2013), do dinamarquês Nicolas Winding Refn, selecionado à Palma de Ouro. Na sequência: Elefante (Elephant, 2003), do já clássico Gus Van Sant, que conquistou o prêmio de Melhor Diretor pelo filme, além do Prêmio francês ao sistema nacional francês de educação (em Cannes) e do prêmio máximo, a Palma de Ouro.

 

Domingo 18: Elena (2011), do russo Andrey Zvyagintsev, filme que conquistou o Prêmio especial do júri na sessão Un Certain Regard. Na sequência: dos argentinos Ezequiel Radusky e Agustín Toscano, Os Donos (Los dueños, 2013), trabalho que conquistou menção especial na Semana dos Críticos de Cannes.

 

Segunda 19: 360 (2011), do aclamado Fernando Meirelles, que já se tornou um queridinho do festival. Na sequência: do chileno Cristián Jiménez, Bonsai (Bonsái, 2011), filme que participou da seleção da mostra Un Certain Regard.

 

Terça 20: Sete Dias em Havana (7 Días en La Habana, 2012), filme formado por vários curtas-metragens realizados por Laurent Cantet, Benicio Del Toro, Julio Medem, Gaspar Noé, Elia Suleiman, Juan Carlos Tabío e Pablo Trapero; todos foram selecionados para Un Certain Regard. Na sequência: do norueguês Joachim Trier, Oslo, 31 de Agosto (Oslo, August 31st, 2011), filme oficialmente selecionado para a mostra Un Certain Regard.

 

Quarta 21: O Quarto do Filho (La Stanza del Figlio, 2001), filme de Nanni Moretti reconhecido em todo o mundo e premiado com a Palma de Ouro em Cannes. Na sequência: também de Nanni Moretti, Habemus Papam (2011), filme selecionado à Palma de Ouro.

 

Quinta 22: Adeus (Goodbye, 2011), do iraniano Mohammad Rasoulof. O filme ganhou o Prêmio do júri e Rasoulof o prêmio de Melhor diretor na mostra Un Certain Regard. Na sequência: Um Sonho Sem Limites (To Die For, 1995) de Gus Van Sant.

 

Sexta 23: O Artista (The Artist, 2011), do francês Michel Hazanavicius, filme que foi um grande sucesso no Oscar e que, em Cannes, deu o prêmio de Melhor Ator para Jean Dujardin e fez Hazanavicius ser selecionado à Palma. Na sequência: mais cinema francês com Filme Socialismo (Film Socialisme, 2010), do queridinho — ou não tão queridinho — de Cannes, Jean-Luc Godard, que já foi selecionado sete vezes à Palma de Ouro, mas nunca ganhou.

 

Sábado 24: Ferrugem e Osso (Rust and Bone, 2012) de Jacques Audiard, filme selecionado à Palma de Ouro. Na sequência: O Expresso da Meia-Noite (Midnight Express, 1978), do diretor Alan Parker, que foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Domingo 25: O grande encerramento com: O Artista (The Artist), Habemus Papam (Habemus Papam), Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love), Ferrugem e Osso (Rust and Bone), Depois da Batalha (Baad el Mawkeaa), Reality – A Grande Ilusão (Reality), Motores Sagrados (Holy Motors) e Só Deus Perdoa (Only God Forgives). Próximo à exibição, falaremos destes filmes, que encerram muito bem o ciclo que o Max apresenta.

 

Você já sabe, a partir do dia 14 até 25 de maio, aproveite o melhor do cinema mundial, neste ciclo especial de Cannes.

 

O que você vê quando vê o Max?

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Última semana de maio, última semana celebrando o festival de Cannes

por max 27. maio 2013 13:49

 

Estamos na última semana do mês que o Max dedicou ao Festival de Cannes. Ao apresentar a melhor qualidade a cada dia do mês, o Max mostrou que a quantidade não é incompatível com o mais alto nível do cinema mundial. Nesta última semana, continuamos apresentando…

 

Segunda, dia 27 de maio, teremos: Cópia Fiel (Copie Conforme – 2010) do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Neste filme, estrelado por Juliette Binoche e William Shimel, ele é um escritor de livros comerciais e ela dona de uma galeria de arte. Ela tem feridas causadas por amor, ele tem algumas ideias sobre a arte e, os dois, um casal de desconhecidos, passarão um dia inteiro juntos em um povoado ao sul da Toscana. Kiarostami coloca uma dinâmica entre o amor e a estética, onde duas almas já cansadas da realidade do amor começam a "representar" esse amor. Nesta verdade, nesta realidade, o cineasta iraniano contrasta a representação, ou seja, os contrastes estéticos. O amor não só precisa da verdade, mas também da beleza, de certo toque estético, de certo jogo, de certa representação, de certa ficção, de certa arte, de certa "mentira". Juliette Binoche, sem dúvida uma das grandes atrizes francesas de nossos tempos, ganhou por esse papel a Palma de Ouro de melhor atriz em Cannes.

 

 

Na terça, dia 28, o Max reapresentará o documentário Roman Polanski: A Vida em Filmes (Roman Polanski: A Film Memoir, 2011) do diretor Laurent Bouzereau. Polanski fala de sua vida, sua obra, de seus problemas com a lei, com a morte, com a dura realidade. Roman Polanski, como muitos já sabem, foi selecionado várias vezes à Palma de Ouro e finalmente foi o ganhador como melhor diretor em 2002, com O Pianista (The Pianist).

 

 

Quarta-feira, dia 29 de maio, teremos a cruel história de O Profeta (The Prophet – 2009), do diretor francês Jacques Audiard. Um filme de sobrevivência que fala da liberdade humana dentro do presídio. Malik, interpretado por Tahar Rahim, é um jovem de origem árabe, que convive com a comunidade da Córsega na prisão. Estes são dois grandes epicentros de poder daquele reduto e Malik está ali, no início trabalhando para os corsos, despresado pelos muçulmanos. Audiard nos leva ao interior da alma deste jovem e, através dela, assistimos ao nascimento do mais cerebral e implacável homem: aquele que se levantará sobre todos e terá controle absoluto do crime organizado. Um filme montado sobre um roteiro sem buracos, fechado e completo, um thriller intenso, cheio de realismo, com toques de surrealismo e, também, magnificamente atuado. O Profeta ganhou o Grande Prêmio do Júri em Cannes no ano de 2009.

 

 

Quinta, dia 30, teremos A Pele Que Habito (La Piel Que Habito – 2011), filme de Pedro Almodóvar, onde o cineasta se aprofunda no terror e também no suspense. Almodóvar se inspira em Tarântula (Tarántula), a história original de Thiery Jonquet, para abordar típicos temas de seu interesse, o que naturalmente dá uma variação e um toque original. Antonio Banderas, no papel do Doutor Lafargue, um cirurgião plástico de sucesso que exala uma espécie de vazio vital junto com uma raiva reprimida, tensa. Na superfície é luz, abaixo, nos porões (de sua alma e do real) é o torturador de um jovem garoto, a quem irá mudando por meio de uma implantação de um certo tipo de pele artificial, uma linhagem genética que ele criou. Lafargue quer substituir sua filha, que perdeu por um suposto ato de estupro, e que atualmente está internada na psiquiatria. O suposto agressor vai se transformando em mulher (Elena Anaya) e, para complementar "o tratamento" ou o "castigo", será submetido a um processo de treinamento "cultural" feminino. Filme de terror, suspense psicológico, exploração existencial pós-moderna, aspecto estético que lança luz na escuridão, cinema de autor, cinema típico de Almodóvar; esse é A Pele Que Habito.

 

 

E finalizamos nossa celebração na quinta, dia 31, com Kaboom (2010), uma enlouquecida comédia de ficção científica dirigida pelo polêmico Gregg Araki. Um forte senso de humor radical e ousado percorre esse estranho filme que relembra histórias absurdas e violentas de Boris Vian, onde gays e lésbicas se envolvem em batalhas noir sem fim, mas neste caso dentro de um quadro futurista e kitsch. Digamos que é uma espécie de romance de crescimento, um bildungsroman, mas totalmente militante dos direitos do gênero. Na verdade, o filme foi premiado com um Queer Palm por sua contrinuição à comunidade lésbica, gay, bissexual e transgêneros.

 

E assim termina nosso mês dedicado a Cannes no Max. Prepare-se para junho, pois teremos mais, muito mais do melhor cinema de autor, de vanguarda, independente e mundial. O que você vê quando vê o Max?

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Outro fim de semana comemorando Cannes, no Max

por max 24. maio 2013 06:50

 

Este mês, o Max não parou de comemorar o festival de Cannes, o mais importante do mundo. E aqui nós temos mais este fim de semana em que a quantidade não é incompatível com a qualidade. Porque a qualidade no Max é a qualidade de Cannes. Na sexta-feira, dia 24, no sábado, dia 25 e no domingo, 26, teremos:

 

Sexta, 24 de maio: Mais Um Ano (Another Year, 2010), dirigido pelo britânico Mike Leigh (diretor dos filmes: Simplesmente Feliz – Happy-Go_Lucky; O Segredo de Vera Drake – Vera Drake; Topsy-Turvy – O Espetáculo; Topsy Turvy; Segredos e Mentiras – Secrets & Lies). Este é um filme de um cineasta já maduro na idade e na arte, que é capaz de falar sobre comunicação e carinho de sua experiência de vida e, assim, contar a história de um casal maduro que, com compreensão, amor, abraços e silêncios, veem coisas acontecerem com sua família e amigos, jovens, inexperientes e cheios de conflitos, através dos tempos e circunstâncias que o casal já experimentou. As palavras e gestos, a comunicação e o amor, a felicidade, a maturidade são os temas de Mais Um Ano, filme que deu a Mike Leigh o prêmio do Júri Ecumênico em Cannes.

 

 

Sábado, dia 25: Polissia (Polisse - 2011) da diretora, atriz e roteirista Emmanuelle Bercot, um filme mosaico, coral, daqueles que entram nas casas, nos segredos, nas inocências e nas trevas que se movem ao redor do mundo do abuso infantil. Pedófilos, crianças batedoras de carteiras, pais abusivos, a violência sexual entre os adolescentes, crianças que, apesar dos abusos, sentem afeto por quem as tenha abusado, tudo isso e muito mais é visto diariamente pelos policiais que trabalham para esse departamento. Suas vidas são mantidas ali, em um equilíbrio precário que, como este filme, se movimenta entre a ficção e a realidade. Polissia, ganhador do Prêmio do Júri em Cannes.

 

 

Domingo dia 26: Roman Polanski: A Vida em Filmes (Roman Polanski: A Film Memoir, 2011). Com direção de Laurent Bouzereau, o polêmico cineasta franco-polonês fala sobre ele mesmo e de sua obra, de sua casa na Suíça. Nos 94 minutos deste documentário, estão resumidas as 15 horas da conversa que Polanski teve com seu amigo, o produtor Andrew Braunsberg. A infância do diretor na Europa, a Segunda Guerra Mundial, a morte de sua mãe no Holocausto, o episódio de suas relações sexuais com a jovem Samantha Gaimer, em 1977 (ela tinha apenas 13 anos), detalhes de sua vida que se misturam com cenas de seus filmes, o assassinato de sua esposa Sharon Tate pela gangue do tristemente famoso Charlos Manson. O documentário, a vida de um homem que chegou a dizer: "Nada é muito chocante para mim. Quando você conta a história de um homem, cuja cabeça foi cortada, você tem que mostrar essa cabeça. Caso contrário, é só uma piada de mau gosto, sem um final surpreendente.". Roman Polanski - selecionado duas vezes à Palma De Ouro e finalmente ganhador da mesma categoria em 2002 com O Pianista (The Pianist), estará com você, domingo dia 26, contando sobre sua vida e sua obra.

 

Maio, um mês onde a quantidade é da qualidade de Cannes. Vidas serenas em um mundo agitado, as terríveis consequências de ser policial, a vida de grandes diretores. Mais cinema, mais qualidade, mais Cannes. O que você vê quando vê o Max?

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Terceira semana repleta de filmes de Cannes no Max

por max 20. maio 2013 04:46

 

Entramos na terceira semana de maio comemorando o festival de Cannes no Max. Como é possível? Com um mês inteiro de programação de filmes de sucesso em Cannes;

 

Para segunda-feira, 20 de maio, teremos O Abrigo (Take Shelter, 2011), o segundo filme do cineasta Jeff Nichols, onde um abrigo anti–tempestade se transforma na imagem principal do thriller que poderíamos chamar independente e de autor. O abrigo anti-ciclone é a obsessão central de Curtis (Michael Shannon), um operário de Ohio com uma filha surda-muda e com estabilidade econômica, porém não ideal. Certo dia, Curtis começa a ter visões e sonhos apocalípticos. Sente que o mundo está chegando ao fim e começa a trabalhar no abrigo, pegando emprestado de onde não podia e dedicando mais tempo do que necessário em sua construção. Curtis acaba perdendo seu trabalho e sua estabilidade mental, estabilidade esta que, por hereditariedade, também tem problemas. Com um estilo de direção muito autoral, muito de cinema sem pressões hollywoodianas, Nichols constrói com silêncios, tensões e delicadeza uma história cheia de eletricidade, de dentes cerrados mas, ao mesmo tempo, profundamente dramática. O Abrigo ganhou em Cannes três reconhecimentos: O prêmio da Semana da Crítica, o Prêmio dos Críticos, e o prêmio SACD de melhor filme.

 

 

Na terça, dia 21, retransmitiremos O Garoto de Bicicleta (Le Gamin au Vélo – 2011), filme escrito e dirigido pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne (Rosetta; A Criança – L´enfrant). Este magnífico filme, que tivemos a oportunidade de ver na semana passada, conta a história de Cyril (Thomas Doret), um menino de 12 anos que, depois de ser abandonado por seu pai em um hospício, tenta escapar e reencontrar com ele para ganhar seu "respeito". No caminho, como já dissemos, uma moça agradável se transformará em seu meio para arrancar as obscuridades e para tentar buscar um pouco de felicidade. O Garoto de Bicicleta recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

 

 

Na quarta, dia 22, teremos The Yellow Sea (Hwanghae – 2010), o segundo longa de Na Hong-jin (O Caçador – Chugyeogja). O filme se desenrola na cidade de Yanji, localizada entre Coreia do Norte, China e Rússia, e onde boa parte da população vive em atividades ilegais. Ali, um taxista chamado Gu-nam deve pagar uma dívida que tem com a máfia. Ele comprometeu-se a viver como escravo em troca de que sua mulher pudesse levar uma vida melhor em outra parte, neste caso, na Coreia do Sul. Desesperado porque sua dívida vai durar anos, ele concorda em pagá-la com uma única ação: cruzar a fronteira da Coreia do Sul e matar uma pessoa. Logo, ele se vê preso a uma conspiração que tenta encobrir um furacão de traições e mentiras, quando o acusam de um assassinato que não cometeu. Será perseguido por um policial que tem a ver com todo o conflito e por um perigoso assassino da máfia. The Yellow Sea foi selecionado ao prêmio Un Certain Regard.

 

 

Quinta-feira, dia 23, teremos Marcas da Violência (The History of Violence – 2005), do difícil David Cronenberg, um diretor nada acomodado, difícil de classificar, que realizou uma brutal produção de cinema dark, cruel, fantasioso, distorcido e, em certas ocasiões, perverso. Desta vez, Cronenberg nos traz uma história pequena, realista, sem enfeite fantástico e sem predomínio do vício pela carne (típico de Cronenberg). Trata-se também de um thriller com muito estilo autoral, protagonizado por Viggo Mortensen. Mortensen interpreta Tom Stall, um homem tranquilo de uma cidade pequena, que vive com sua esposa (Maria Bello) e seus filhos. Um dia, Stall impede um roubo e isso o transforma em um herói local. A imprensa (televisão) faz seu trabalho e, logo, pessoas estranhas começam a rondar o local. Stall tem um passado e deverá pagar. Ed Harris e Willian Hurt completam o excelente elenco. Marcas da Violência se movimenta com tranquilidade, com fria paixão para ir tecendo este thriller dramático (e autoral), comovente e muito chocante. O filme de Cronenberg foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Quantidade e qualidade, neste mês de maio, totalmente dedicado ao festival de Cannes. O melhor do cinema internacional, a melhor arte em grande quantidade. O que você vê quando vê o Max?

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Quantidade com a qualidade de Cannes no Max

por max 16. maio 2013 12:25

 

A semana de Cannes não para (muito menos o mês) e, neste fim de semana - sexta dia 17, sábado dia 18 e domingo dia 19 - o Max traz o melhor de Cannes, ao mesmo tempo que acontece o festival de 2013. Nossa programação vai durar o mês inteiro e teremos para este fim de semana:

 

Sexta dia 17: Turnê (Tournéé – 2010), dirigido pelo aclamado ator Mathieu Amalric (O Escafandro e a Borboleta - Le Scaphandre et le Papillon) que, para este projeto por trás da câmera, criou um filme metade documentário e metade ficção, pois a história gira em torno de alguns artistas, uma espécie de neo-burlescos norte-americanos que estão se apresentando e viajando pelas estradas da França e suas cidades portuárias. As atrizes do filme, que realmente são divas do gênero, se chamam, Mimi Le Meaux, Kitten, Dirty Martini, Julie Atlas Muz, Evie Lovelle e Roky Roulette. Mas não só os artistas são reais, como também as performances. Assim, Amalric vai juntando, costurando a ficção e a realidade neste filme realmente fascinante, que revela um mundo pouco conhecido, mas muito atraente. Trata-se, literalmente, dos bastidores de um show burlesco. Turnê, este particular road movie de cabarés, ganhou o prêmio dos críticos de Melhor Diretor.

 

 

Sábado dia 18: Ano Bissexto (Año Bisiesto - 2010) do canadense nacionalizado mexicano Michael Rowe. O filme é centralizado na história de Laura (Mónica del Carmen), de vida silenciosa - porém agitada, desta garota de 25 anos, jornalista, natural de Oaxaca e que foi viver sozinha na cidade do México onde, fora de seu trabalho, se entrega a relacionamentos passageiros de apenas umas horas com homens que, de alguma maneira, encontra em seu caminho. Laura está morta, apesar da intensidade destes encontros. Parece que precisa de algo mais, uma excitação maior para realmente se sentir viva, e é aí que encontra Arturo (Gustavo Sánchez), que vai cavar seu passado, sua história (relacionada com fevereiro), suas culpas e dores, mas acima de tudo, seus impulsos mais profundos de prazer e de morte.

 

 

Domingo dia 19: O Garoto de Bicicleta (Le Gamin au Vélo – 2011), um filme escrito e dirigido pelos excelentíssimos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardene (Rosetta, A Criança – L´enfrant). Cyril (Thomas Doret), um garoto de 12 anos, encontra ajuda em uma mulher (Cécile de France) depois de escapar - em repetidas situações, de um orfanato onde seu pai o abandonou. Cyril se propõe a encontrar o pai do garoto, que busca a própria aceitação. Mas em suas idas e vinda, ele conhece Samantha, uma jovem cabeleireira que o deixa entrar em sua casa e em sua vida, e que o ajudará a superar a violência e as trevas que o rodeiam. Um filme de luz de verão, um conto de fadas, onde também há obscuridades escondidas - como em todo conto de fadas. O Garoto de Bicicleta recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

 

Ainda tem muitos filmes, quantidade e qualidade. Neste mês o Max dedica sua programação ao festival de Cannes. Fique conosco!

 

Mais cinema, mais qualidade, mais Cannes. O que você vê quando vê o Max?

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Cannes e mais Cannes no Max

por max 13. maio 2013 09:46

 

O Max continua provando que quantidade não interfere na qualidade. Maio, ou melhor, todo o mês de maio, é de filmes que ganharam ou fizeram barulho em Cannes. Na segunda 13, na terça 14, na quarta 15 e na quinta 16 de maio, teremos:

 

Segunda 13 de maio: As Acácias (Las Acacias – 2011). Primeiro filme de Pablo Giorgelli, um drama que se passa na estrada para narrar uma história de crescimento. Sem alardes, sem grandes movimentos de câmera, com silêncios, gestos e expressões de rosto, o diretor mostra um calado motorista de caminhão (Gérman de Silva), que leva do Paraguai à Argentina uma mulher e sua filha (Hebe Duarte e a bebezinha Nayra Calle Mamani). Giorgelli foca nesta pequena abordagem para mostrar o mundo desses personagens. A mulher que se abre para o homem, o homem que se abre diante da mulher, o caminhão com frascos químicos, o pôr do sol, a paisagem, o caminho incessante. As Acácias ganhou o prêmio da Câmera de Ouro em Cannes.

 

 

Terça 14 de maio: O Porto (Le Havre – 2011). No drama de Aki Kaurismäki, Marcel (André Wilms) é um escritor idoso e derrotado por seus sonhos, que vive no porto como engraxate. Até o dia em que conhece o menino Idrissa (Blondin Miguel), um imigrante ilegal, que ele decide ajudar, mesmo passando por cima da lei e envolvendo muita gente da cidade portuária. O Porto recebeu o prêmio da crítica e o prêmio do júri ecumênico no Festival de Cannes.


 

Quarta 15 de maio: A Rota Irlandesa (Route Irish – 2010). Aqui, o britânico Ken Loach segue pelos abismos da guerra e utiliza um formato bem hollywoodiano para se aprofundar no mistério de uma morte, por atrás da qual existe uma aparente conspiração que tem a ver com os setores de segurança privada envolvidas. Realista, sem sentimentalismo, acusador, Loach rasga as cortinas e se aproxima dos prédios das companhias de segurança britânicas que operam no Iraque, apenas máscaras privatizadas do mundo mercenário. O filme Rota Irlandesa foi selecionado à Palma de Ouro em 2010.

 

 

Quinta 16 de maio: Taxi Driver (1976). Um dos clássicos do cinema americano, mundial, e de seu diretor Martin Scorsese. O filme tem especial importância para aquele cinema que começou a florescer no final dos anos sessenta e início dos anos setenta, em cima das cinzas de uma Hollywood tumultuada. Entre esses novos diretores estavam Coppola, Scorsese, Spielberg, George Lucas, entre outros. Em 1974, Coppola ganhou a primeira Palma de Ouro para esta nova safra de diretores. Dois anos depois, foi a vez de Scorsese, com Taxi Driver, o que mostrou que essa nova geração de diretores americanos vinha para ficar. Mas não só os novos diretores tinham se estabelecido com novas ideias (a solidão desoladora de um taxista na cidade da perdição, sua loucura, sua transformação paradoxal em herói improvável), mas também grandes atores como Robert De Niro no papel do solitário Travis Bickle. Taxi Driver, uma obra-prima que, sem dúvida, devia ganhar, e ganhou a Palma de Ouro em Cannes.

 

Fique ligado no Blog do Max. No decorrer da semana, falaremos o que o canal Max tem preparado para sexta, sábado e para sua estreia de domingo.

 

Mais cinema, mais qualidade, mais Cannes. O que você vê quando vê o Max?

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Segunda semana repleta de filmes de Cannes, comemorando o Festival de 2013 no Max

por max 7. maio 2013 13:21

 

Maio é Cannes, maio é totalmente Max, como você quer, como você gosta. Esta semana continuamos com os filmes com o selo de Cannes, todos os dias, e na semana que vem também, todos os dias… o mês inteiro. A melhor qualidade, neste caso, está também em quantidade. Assim é maio no Max.

 

Segunda, 06 de maio, começamos com a comédia A Fonte das Mulheres (La Source des Femmes – 2011), do cineasta franco-romeno Radu Mihaileanu (Um Herói do Nosso Tempo - Va, Vis et Deviens, Trem da Vida – Train de Vie, O Concerto – Le Concert), filme que atualiza a figura de Lisistrata e coloca o nome e a beleza de um jovem muçulmano de algum povoado entre a África e o Oriente Médio. Leila (Leila Bekhti) e todas as mulheres da aldeia, cansadas de carregar a água de um poço até suas casas, decidem declarar abstinência sexual até que os homens colaborem. Nada mais, nada menos que "zero" sexo até que os homens deixem de tolices. Radu Mihaileanu foi indicado à Palma de Ouro em 2011 por esta comovente e, ao mesmo tempo, profunda comédia.

 

 

Na terça, dia 07, reapresentaremos Tatsumi (2011), se você perdeu a estreia, ou quiser ver a recriação em desenho animado de parte da vida de Yoshihiro Tatsumi, o mestre criador do estilo gekiga dentro da vertente do mangá japonês. Tatsumi foi selecionado ao prêmio Un Certain Regard em 2011.

 

 

Na quarta, dia 08, do mexicano Alejandro González Inárritu, Biutiful (2010). Inárritu que está, sem dúvida, colhendo êxitos para o México há tempos, foi selecionado para a Palma de Ouro, e o espanhol Bardem, por sua interpretação do estranho, violento e comovente Uxbal, recebeu o prêmio de melhor ator.

 

 

Na quinta, dia 09, vamos ver Ultraje (Outrage – 2010), do violento e ao mesmo tempo visual cineasta Takeshi Kitano, multifacetado, carismático e excelente roteirista e diretor. Máfia, corrupção, sangue, mortes, traições, isso é Ultraje, pura fúria e pura crueldade artística. Kitano foi selecionado à Palma de Ouro por Ultrage no mesmo ano de 2010.

 

 

Na sexta, dia 10, Matadores de Velhinha (The Ladykillers – 2004), magnífica comédia dos irmãos Coen, estrelada por Tom Hanks que vive um encantador professor de música que no final acaba se transformando em um grande vilão… um vilão especial, não muito odiável, na verdade um trapalhão. Esta versão de Matadores de Velhinhas (a original é de 1955, dirigida por Alexander Mackendrick, e conta com Peter Sellers e Alec Guiness, recebeu o Prêmio do Júri, e os irmãos Coen, foram selecionados à Palma de Ouro.

 

No sábado, dia 11, teremos A Minha Alegria (Schastye Moe – 2010), do diretor ucraniano Sergei Loznitsa, um filme dramático e cruel que mostra um homem comum, Georgy (Viktor Nemets), numa estrada como motorista de caminhão. No caminho, o personagem irá se encontrando com as trevas, a corrupção e a miséria humana; policiais corruptos, camponeses cruéis, uma prostituta menor de idade. Para isso, foi adicionada a perda de memória do personagem, do qual conhecemos muito pouco. Em A Minha Alegria percebem-se os restos do mal soviético que corroeu (e continua corroendo) a alma dos homens; uma crítica ao poder, aos sistemas de governo mergulhados em sua própria miséria.

 

 

E no domingo, dia 12, o Max apresenta O Porto (Le Havre – 2011), do premiado, e muito admirado em festivais, Aki Kaurismäki. O filme nos mostra um escritor, idoso e derrotado por seus sonhos, de nome Marcel (André Wilms), que foi para o porto para ser engraxate. Sua vida continua apoiada sobre os fios de uma paz que ele desejava, até que um dia conhece um garoto, Idrissa (Blondin Miguel), que é um imigrante ilegal. Marcel então decide ajudá-lo, mesmo passando por cima da lei e envolvendo um número de pessoas boas na cidade portuária. O Porto recebeu o prêmio da crítica e o prêmio do júri ecumênico, criado em 1974 por diretores, atores e cineastas em geral de origem católica.

Uma semana cheia de qualidade, uma semana totalmente Cannes que faz parte de um mês inteiro do festival. O melhor do cinema internacional, o melhor da arte, em maior quantidade. O que você vê quando vê o Max?

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Maio é de Cannes, no Max

por max 4. maio 2013 04:26

 

Este é o cartaz da edição número 66 do Festival de Cannes, que acontecerá entre 15 e 26 de maio. No cartaz estão Paul Newman e sua esposa, Joanne Woodward, em uma cena romântica do filme Amor Daquele Jeito (A New Kind of Love), dirigido por Melville Shavelson em 1963. De acordo com os organizadores do festival, essa cena, esse cartaz "encarna perfeitamente o espírito do cinema".

Entre os jurados deste ano, se encontram Steven Spielberg, como presidente, Nicole Kidman, os diretores asiáticos Ang Lee e Naomi Kawase, o ator Christoph Waltz, a atriz indiana Vidya Balan, o ator francês Daniel Auteuil, a diretora britânica Lynne Ramsay e o cineasta romeno Cristian Mungiu. Kim Novak será homenageada em virtude da restauração do filme Um Corpo Que Cai (Vertigo – 1958) e haverá 20 filmes disputando a Palma de Ouro. Lá, teremos na competição diretores como Ethan e Joel Coen, Takashi Miike, François Ozon, Alexander Payne, Roman Polanski, Steven Soderbergh e Paolo Sorrentino, entre outros.

Por isso, em maio, o Max aumenta a emoção de um dos festivais de cinema mais importantes do mundo, e essa emoção é tanta que, a cada dia o Max apresenta um filme que já teve alguma ligação com o Festival de Cannes, tanto os premiados como os indicados. Para essa semana, de 01 a 05 de maio, a programação é:

 

Conflito das Águas (También la Lluvia – 2010), um filme espanhol dirigido por Icíar Bollaín, pelo qual Gael García Bernal ganhou o Troféu Chopard 2003 como Revelação Masculina.

Para quinta 02 de maio:

Bird (1988), um excelente filme dirigido por Clint Eastwood que retrata a vida do grande músico do jazz, o saxofonista Charlie Parker, interpretado pelo brilhante Forest Whitaker. Tão brilhante que ganhou, em 1988, o prêmio de Melhor Ator no Festival. Também vale destacar que Clint Eastwood foi indicado ao prêmio de Melhor Diretor.

 

 

Continuamos na sexta-feira dia 03, com o drama do diretor romeno Catalin Mitulescu:

Loverboy (2011), a história de Luca (interpretado por George Pistereanu), um jovem sedutor romeno, garoto de programa do submundo que às vezes nos lembra do senhor Ripley de Patricia Highsmith, mas sem sofisticação, sem elegância e, no caso de Luca, muito autodestrutivo em seu desolado e impossível romance com Veli (Ana Condeescu), uma garota estranha, que surgiu na neblina de suas namoradas prostitutas e que poderia mudar sua vida, para melhor ou para pior. Já se sabe que o cinema produzido naqueles lados é, há algum tempo, nada condescendente e muito duro, muito forte. Loverboy foi selecionado para a categoria Un Certain Regard, seção do festival onde entram jovens talentos com propostas inovadoras.

 

 

Vamos para o sábado, dia 04, onde contamos com o filme italiano de Daniele Luchetti:

La Nostra Vita (2010), um drama que se move em um mundo que perdeu o bem mais precioso e onde Claudio (Elio Germano), um simples trabalhador da construção civil, pai de família, viúvo e imerso na solidão, tomará o caminho obscuro das negociações, dos silêncios e conspirações, e tenta superar essa triste realidade que o esmaga, que foi espancado até a morte, que abraçou totalmente o desespero da classe média nos subúrbios de Roma. Com uma câmera na mão e usando as contradições da alma, quase como um documentário, Luchetti (O Homem da Pasta – Il Portaborse, Meu Irmão É Filho Único - My Brother Is an Only Child, It's Happening Tomorrow - Domani Accadrà) levanta a bandeira do amor, da paternidade e da corrupção humana. A excelente e poderosa interpretação de Elio Germano em La Nostra Vita lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator.

 


E encerramos a semana com um filme de primeira categoria. Domingo 05 de maio teremos:

Tatsumi (2011), a recriação animada da vida de Yoshihiro Tatsumi, o mestre criador do estilo gekiga dentro da vertente do mangá japonês. Em 1957, Tatsumi começou a criar histórias maduras com um estilo de traço menos infantil, que buscavam dar uma nova visão ao mangá que existia até então. O diretor de Singapura, Eric Khoo, nos traz um documentário sobre o mestre, porém um filme de ficção, como já disse, animado e baseado em A Drifting Life, a auto-biografia gráfica de 800 páginas escrita pelo próprio Tatsumi. Com diálogos em japonês e animação realizada na Indonésia, a história nos leva em especial, ao início de carreira de Tatsumi no mundo do mangá, no Japão pós-guerra. Lá também está a importância da figura de outro mestre, Osamu Tezuka, e as primeiras tentativas do jovem Tatsumi de trabalhar com um estilo diferente, que logo seria conhecido como gekiga, ou comics para adultos, sem nenhum conteúdo sexual ou de linguagem imprópria, como poderiam dizer na TV, e sim porque Yoshihiro Tatsumi abordou outros temas, como por exemplo, a situação do Japão após a Segunda Guerra Mundial. Tatsumi foi selecionado ao prêmio Un Certain Regard em 2011.

 

Uma semana para aproveitar, uma semana magnífica que apenas dá início a todo um mês de filmes com o selo do Festival de Cannes. Todo o mês de maio, só Cannes, no Max.

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O passado em Cannes

por max 29. abril 2011 12:00

 

 

Você sabe quem é a linda mulher que aparece no pôster da mais recente edição do Festival de Cannes? Trata-se nada mais e nada menos que de Faye Dunaway, a famosíssima atriz que participaria da fundação do chamado novo cinema norte-americano ao lado de outras atrizes como Barbra Streisand, Ellen Burstyn, Diane Keaton e com atores como Roberto De Niro, Jack Nicholson, Robert Duvall, Harvey Keitel sob a tutelagem de diretores como Scorsese, Coppola e Spielberg, entre outros. Dunaway, ao final dos anos sessenta e início dos setenta, derrubou muitos padrões culturais da indústria. Ela não tinha o tipo da estrela de Hollywood desses anos. Não era o protótipo da mulher bonita, para dizê-lo de alguma forma. Tinha um rosto diferente, exótico, inclusive de certa maneira mais próximo ao demoníaco que ao angelical. Dunaway, recordemos, também protagonizou em 1967 um filme que causaria sensação e escândalo no velho Hollywood: Bonnie and Clyde, ao lado de Warren Beatty. Um filme onde todos os atores parececiam pessoas normais, muito violento e que exaltava a vida de uns delinqüentes sanguinários. Dunaway esteve aí, marcou uma época e logo sua imagem e seu estilo particular a tornaram digna de uma fama muito merecida. Logo foi sinônimo de elegância e talento. Um monstro da arte, uma diva. Hoje em dia, essa marca se mantém. Dunaway é ícone da arte, das melhores atrizes que já existiram, da grandeza de um passado que para muitos é glorioso. E com certeza, essa necessidade de olhar para o passado está muito presente na contemporaneidade. O que é chamado de fenômeno da pós-modernidade planteia a morte da História. A História morre quando, segundo os filósofos da pós-modernidade, caem os grandes relatos que sustentam a idéia do progresso, do futuro melhor, da emancipação definitiva do homem. Quando caem estes relatos? Quando se demonstra que a ciência só levou à bomba atômica, às armas químicas, à guerra. Quando fica em evidência a pobreza, a fome, a brecha tecnológica, o fracasso das ideologias. Então, quando se rompe a idéia do futuro, também se rompe a História com H maiúsculo, porque essa história foi escrita por aqueles que mantiveram poder da voz universal e que não olharam para os lados até que tudo se converteu em tragédia. Então, essa versão da história e essa visão do futuro se derrubam, explodem e, ao não existir futuro, dirigem o olhar para o passado. No passado está o que é bom, o que é de qualidade, o que é lindo, verdadeiro e justo, o que deveria ser visto para trabalhar no presente e tentar criar um presente melhor dentro da perspectiva da pós-modernidade. Daí que a homenagem, a paródia, a imitação, a recuperação do passado esteja presente nas artes contemporâneas. Por isso não surpreende ver essa imagem de Faye Dunaway no novo pôster da 64ª edição do Festival de Cannes. Para os organizadores, Dunaway é sinônimo de elegância e prestígio, de um cinema —neste caso o novo cinema norte-americano— que em outra época foi magnífico, importante por atrever-se a romper preconceitos, tabus, por buscar sempre a arte, a essência da parte humana, sem menosprezar o entretenimento. Recordemos também que o novo cinema norte-americano nasceu com uma forte influência do cinema francês. Portanto os franceses, não podiam deixar passar a oportunidade para prestar homenagem a um cinema que homenageia, de certa maneira, ao seu cinema. Dunaway, essa mulher americana que no entanto também é tão européia, está ali, rodeada de elegância e beleza nesse pôster da nova edição do festival.

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