Primeira Posição, um documentário sobre seis jovens talentosos que amam balé

por max 18. julho 2014 05:17

 

Não perca este mês Primeira Posição (First Position, 2011), um documentário que fala sobre a paixão e a beleza do balé entre jovens talentos. Seis jovens, todos diferentes, unidos neste trabalho da diretora estreante Bess Kargman, graças a Youth America Grand Prix, a competição mais importante para crianças e jovens do mundo da dança. O evento começa com cerca de 5000 participantes com idades entre 8 e 18 anos, e seus finalistas, que são poucos, recebem como prêmios contratos com importantes companhias ou subsídios por parte da organização do evento para continuar com sua paixão.

Primeira Posição mostra esta famosa competição e também a vida destes seis participantes. Aran Bell, um garoto de 11 anos realmente talentoso, que vem de uma família de origem militar. No documentário vemos Aran muito próximo a Gaya Bommer Yemini, uma garota israelense que sente uma profunda admiração por Aran, não sei se chega a ser amor, mas é algo muito profissional. Também apresenta Michaela DePrince, uma garota de 14 anos cujos pais foram assassinados em Serra Leoa, que logo foi adotada por uma família da Filadélfia. Michaela é de raça negra e luta com toda sua alma para se destacar como bailarina de balé clássico, o que resulta, sem dúvida, em uma singularidade, uma característica perto do preconceito. Temos Miko Fogarty, uma garota cuja mãe, Satoko Fogarty, talvez seja mais obcecada por balé (e pela competição) que a própria jovem bailarina. De Cali, na Colômbia, mas trabalhando muito em Nova York, vemos Joan Sebastián Samora, e finalmente Rebecca Houseknecht, uma garota loira, uma princesinha de colégio (e que os amigos chamam de Barbie) que tenta, apesar de seu talento e suas incansáveis horas de dedicação ao balé, ter uma vida normal.

O documentário explora a inocência, a paixão dos meninos, mas também questiona se tal nível de paixão e de disciplina traz consequência sobre jovens que deveriam estar vivendo suas vidas, as coisas da própria idade. Não sei, veja e terá suas próprias ideias.

Primeira Posição, terça, 22 de julho, no Max.

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Primeira Posição, seis jovens muito jovens – e muito adultos – para o balé

por max 28. outubro 2013 08:46

 

Eles são muito jovens e muito adultos. São pela paixão, por sua paixão e também pelo apoio – ou a paixão de seus pais. Seis garotos diferente, unidos pelo balé clássico. E por uma competição, a Youth America Grand Prix, um dos eventos mais importantes do mundo da dança. O evento começa com cerca de 5000 participantes, com idade entre 8 e 18 anos, e seus finalistas recebem como prêmios contratos com importantes companhias ou subsídios por parte da organização do evento para continuar com sua paixão.

A estreante diretora Bess Kargman, apresenta em Primeira Posição (First Position, 2011) cenas desta famosa competição, mas também nos mostra a vida destes seis participantes. Aran Bell, um garoto de 11 anos realmente talentoso, que vem de uma família de origem militar. Aran dança desde os 4 anos e não sabe bem como explicar em palavras a paixão que sente pelo balé. No documentário vemos Aran muito próximo a Gaya Bommer Yemini, uma garota israelense que sente uma profunda admiração por Aran, não sei se chega a ser amor, mas é algo muito profissional e ao mesmo tempo regado com o encanto da infância. Também apresenta Michaela DePrince, uma garota de 14 anos cujos pais foram assassinados em Serra Leoa, e que logo foi adotada por uma família da Filadélfia. Michaela é de raça negra e luta com toda sua alma para se destacar como bailarina de balé clássico, o que resulta, sem dúvida, em uma estranheza, uma característica perto do preconceito. Temos Miko Fogarty, uma garota cuja mãe, Satoko Fogarty, talvez seja mais obcecada por balé (e pela competição) que a própria jovem bailarina. De Cali, na Colômbia, mas trabalhando muito em Nova York, vemos Joan Sebastián Samora, e finalmente Rebecca Houseknecht, uma garota loira, uma princesinha de colégio (e que os amigos chamam de Barbie) que tenta, apesar de seu talento e suas incansáveis horas de dedicação ao balé, ter uma vida normal.

Claro, é um documentário que tem tudo para ganhar. Quem não gosta de seguir o enredo de uma competição? Quem não se fascina com os bastidores? Quem não se deixa fascinar por jovens cuja paixão os leva aos limites da genialidade? Claro, também há lugar para outro tipo de perguntas. Por que estes garotos não estão vivendo uma vida normal? Por que se obrigam a ser quase adultos antes do tempo? Não estão sendo explorados por seus pais? Predomina mais essa insistência dos adultos (treinadores, parentes) que a própria satisfação pessoal, o egoísmo, o interesse particular? Isso também está no documentário, isso também pode ser visto. Onde está a infância? É a pergunta que finalmente poderia ser feita. Estes jovens serão adultos felizes? Não estão se privando de algo que precisarão em suas vidas quando forem adultos? Não estão arrancando um pedaço da alma, um pedaço da vida?

Com tudo isso, o documentário é uma magnífica mostra de como o corpo e a mente podem trabalhar juntos para criar beleza, para criar, por que não, até mesmo uma sensação de liberdade diante das imposições que a sociedade propõe para o corpo, essas ocupações militares, por exemplo, ou esses confinamentos ou prisão no escritório, por exemplo.

Primeira Posição, terça, 29 de outubro.

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