Adeus Minha Rainha, ou os últimos três dias de uma monarca

por max 14. fevereiro 2014 04:34

 

Enquanto o mundo cai lá fora, Maria Antonieta vive em Versalhes, como se nada estivesse acontecendo. Os empregados vão e vêm por todo o palácio. Ouvem-se rumores, eles comentam entre si. Enquanto isso, a rainha se apaixona, escuta suas leituras, vive em seu mundo.

Recomendo de os olhos fechados o filme visualmente luxuoso Adeus Minha Rainha (Les Adieux À La Reine, 2012), um drama histórico dirigido pelo francês Benoît Jacquot. Jacquot é um diretor que trabalha muito e que tem quarenta títulos em seus créditos; neste caso, se inspirou no famoso romance da francesa Chantal Thomas, que fez a escritora ganhar o Prêmio Prix Femina em 2002.

Este magnífico filme de Jacquot relata um fato já conhecido por todos: a vida palaciana e tranquila dos reis da França no contexto da Revolução Francesa, mas, como já disse, a partir de um ponto de vista nunca utilizado antes, o dos empregados, principalmente de Sidonie Laborde, uma jovem garota cujo trabalho é ler romances e revistas para a rainha.

No papel de Sidonie temos Léa Seydoux, uma bela jovem atriz que em 2009 foi indicada ao Prêmio César na categoria de melhor atriz revelação por seu papel em A Bela Junie (La Belle Personne, 2008), de Christophe Honoré. Sidonie é a que permanece no palácio quando todos, empregados e cortesãos, deixam seus aposentos. E Sidonie realmente ama sua rainha e a monarquia, embora, claramente, vão cair.

Por outro lado, Maria Antonieta é interpretada pela bela atriz e modelo Diane Kruger. Kruger ficou conhecida em Hollywood por seu papel como a diva Bridget von Hammersmark em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009) de Quentin Tarantino. No entanto, na Europa já era muito conhecida, pois em 2003 já havia recebido em Cannes o Chopard Trophy Award, como revelação feminina do ano.

No filme também é fundamental o trabalho de Virginie Ledoyen, que interpreta a duquesa Gabrielle de Polignac, personagem histórica reconhecida como uma das mulheres mais bonitas da França naquela época; os rumores também diziam que Gabrielle de Polignac foi amante não só do rei, mas também da rainha.

Fofocas, tensão, paixão, drama e lealdade num filme visualmente agradável que recria com perfeição três dias de uma época fundamental da história da humanidade. De fato, para conseguir o máximo de exatidão nos cenários, Jacquot filmou a maioria das cenas no próprio palácio de Versalhes. E claro, a reconstrução da época foi tão boa, que o filme ganhou três prêmios César em 2013, de Melhor Fotografia, Figurino e Cenografia. Benoît Jacquot também concorreu ao Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim.

Adeus Minha Rainha, estreia luxuosa do Max, domingo, 16 de fevereiro.

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