Especial Dia Internacional da Mulher

por max 7. março 2013 15:10

 

O Max acredita nas mulheres. Mais que acreditar, está com as mulheres. O Max sabe que as mulheres são as protagonistas absolutas desses tempos, por isso preparou um especial dedicado a elas, nesta sexta, 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

 

Comece a sexta-feira dedicada a elas com A Fonte das Mulheres (La Source des Femmes - 2011), do cineasta franco-romeno Radu Mihaileanu. A história de um grupo de mulheres que, como na comédia Lisistrata escrita por Aristófanes, decidem deixar de levar água de um poço aos homens da aldeia, que nunca levantaram um dedo para ajudá-las. Leila (Leila Bekhti) é a protagonista desta história ambientada em algum povoado ao norte da África.

 

 

O especial continua com Potiche – Esposa Troféu (Potiche - 2010), comédia de François Ozon protagonizada por Catherine Deneuve, uma dona de casa muito bonita e muito bem vestida, que um dia decide deixar de ser um adorno caro (o que em francês se entende como potiche) e se transforma em uma líder da fábrica de guarda-chuva de seu marido. Contamos também com a participação de Gérard Depardieu, no papel de um velho amante, que também faz parte da nova vida da ex-dona de casa decorativa. Uma comédia leve, perspicaz, inteligente, além de estridente, cheia de cores e imaginação kitsch, pois o filme é retratado nos anos setenta.

 

 

E finalizamos com Vincere (2009), do veterano diretor Marco Bellocchio, um filme apaixonado, grande, dramático, que conta a história de Ida Dalser (Giovanna Mezzogiorno), primeiro amor de Benito Mussolini (Fillippo Timi), primeira esposa e mãe de um menino com o mesmo nome, Benito Albino (também interpretado por Fillippo Timi). A história narra os primeiros anos do amor de Mussolini e Ida, mostra como ela foi suporte para ele, até mesmo econômico (vendeu tudo que tinha para financiar suas atividades políticas), e mostra também, em uma dura e comovente segunda parte, como anos depois, Duce já no poder, essa mulher foi repudiada e perseguida a fim de esconder o segredo de juventude do líder nacional-socialista.

 

Você já sabe, sexta-feira 8 de março, aproveite o especial do Dia Internacional da Mulher que o Max preparou para você com os filmes A Fonte das Mulheres, Potiche – Esposa Troféu e Vincere.

 

Mulheres lutadoras, drama, comédia, filmes de primeira, o que você vê quando vê o Max?

A Fonte das Mulheres, ou Lisístrata atualizada

por max 15. novembro 2012 09:29

 

Os gregos já contaram esta história, ou melhor, Aristófanes já o fez em Lisistrata. É uma história que todos conhecem: ao final, as mulheres são as que salvam o mundo, não é?! Digo, em oposição à selvageria dos homens. É o que acontece em Lisistrata, as mulheres, fartas da guerra do Peloponeso, decidem não ter mais relações sexuais com os homens até que a guerra termine. Assim, o ditado que diz que atrás de todo grande homem existe uma grande mulher não surpreende ninguém. As mulheres movem o mundo, movem a alma. Os homens sabem disso e, por isso, durante anos, tentaram dominá-las (lembremos de Anticristo, de Von Trier). E aí temos uma Sherazade, tão afiada, tão astuta em contraste com certas sociedades islâmicas de hoje: nas quais as mulheres estão sob controle, amordaçadas, ocultas.

A Fonte das Mulheres, do cineasta franco-romeno Radu Mihaileanu (Um Heroi do Nosso Tempo/Live and Become, Trem da Vida/The Train of Life, O Concerto/The Concert), atualiza a figura de Lisístrata e dá a ela o nome e a beleza de uma jovem muçulmana de um povoado qualquer entre a África e o Oriente Médio. Seu nome é Leila (Leïla Bekhti), e ela, farta de ser subjugada aos homens, de ter que levar - ela e todas as mulheres do povoado - a água de um poço para seus lares, decidem declarar-se em greve sexual até que os homens colaborem. Assim, essa bela garota retoma a herança de Sherazade (não no sentido de ser a narradora das Mil e Uma Noites, mas no da astúcia) e da Lisistrata de Aristófanes, para transformar-se na heroína desta comédia leve e corajosa, que não deixa de enfocar o drama da submissão feminina em determinadas culturas. A Fonte das Mulheres é uma viagem ao mundo dos rituais e das tradições (às vezes, a partir de uma visão um tanto turística ou estereotipada), mas também uma crítica ao machismo covarde, ao radicalismo religioso e, finalmente, uma voz que se levanta em favor da mulher moderna, da mulher em igualdade de direitos, da mulher Lisistrata que, hoje, está de mãos dadas com o homem, mais do que em sua companhia, mas conduzindo-o.

A Fonte das Mulheres, neste sábado, 17 de novembro. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

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