Um Gato em Paris, ou o que um gato faz durante a noite

por max 5. julho 2012 03:34

 

O que os gatos fazem durante a noite? O que fazem depois que sobem no telhado? Estas e outras perguntas são respondidas na ficção Um Gato em Paris (Une vie de chat, 2010), de Jean-Loup Felicioli e Alain Gagnol, animação que foi indicada ao César em 2011 e ao Oscar em 2012, como Melhor Filme de Animação em ambas as premiações. Os diretores mostram Dino, o gato desta história, em seus dois mundos: o do gato doméstico diurno, que vive com sua dona (e dona poderíamos citar entre aspas, porque uma pessoa nunca é totalmente dona de um gato), a pequena Zoé, que não fala desde que um criminoso tirou a vida de seu pai, um agente policial que apenas cumpria seu dever. Todas as manhãs, Dino leva para Zoé uma lagartixa morta, mas, num belo dia, ele aparece com um bracelete. Esse bracelete é, como o espectador já sabe desde o início, um indício da outra vida de Dino. O felino, em suas andanças sob a lua, acompanha um simpático ladrão chamado Nico, que pelas circunstâncias, acaba sendo outro gato da noite e vira um personagem querido da história, mas também um cúmplice do assassino do pai de Zoé. Atrás da pista do bracelete estão a mãe de Zoé, que é policial, e seu companheiro de trabalho. Mas Zoé não ficará para trás e, de seu jeito, acompanhará Dino em suas aventuras noturnas. Assim, com todos buscando resolver o mistério, vão aparecer confusões e perigos.

Personagens estilizados, que lembram art-decó, a luz, a noite, as igrejas, as gárgulas, os gatos (claro), um ladrão que lembra um pouco cavalheiros galantes como Rocambole ou Arsenio Lupin, personagens tão tipicamente franceses, e um grupo de adoradores que fazem homenagem ao cinema de Quentin Tarantino. Tudo isso, dá forma a este filme elegante, delicado e belo, com aventura e redenção, relações familiares e enigmas que fascinam. Um magnífico trabalho de animação na melhor tradição europeia, com tintas e homenagens ao cinema americano. Mas isso sim, nada mais francês que um gato sobre um telhado. E, ao fundo, a torre Eiffel.

Um Gato em Paris, nesta sexta, 6 de julho. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

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