Mama Africa, Vida e obra de Miriam Makeba

por max 26. abril 2012 10:48

 

De que você lembra quando alguém fala Pata Pata? De Miriam Makeba (1932-2008), claro. Essa cantora sul-africana, que levou ao mundo sua mensagem de luta contra o racismo e a pobreza, popularizou a música "Pata Pata". Gravada originalmente no fim dos anos 50, "Pata Pata" foi primeiro lugar nas paradas de sucesso mundiais na década seguinte.

Cantora de voz insuperável, Miriam Makeba foi uma heroína da paz e da justiça, e sofreu com o ódio e a intolerância. Em 1960, fazia turnê pelos Estados Unidos quando sua mãe morreu. Miriam quis voltar ao seu país para o funeral, mas ficou sabendo que o governo havia cancelado seu passaporte e sua cidadania. Sua mensagem havia causado ressentimento no regime do apartheid. Nos Estados Unidos, foi investigada e perseguida por suas ideias e por ter casado em 1968 com um ativista dos Panteras Negras, organização revolucionária de esquerda que lutava pelos direitos dos negros.

Makeba saiu dos Estados Unidos e foi viver na Guiné. Somente pode voltar para a África do Sul, em 1990, quando Nelson Mandela foi libertado da prisão (Mandela foi o primeiro presidente negro da África do Sul, em 1994). Até os últimos momentos de sua vida, Makeba foi uma lutadora pelos direitos civis e contra todos os males do mundo. Morreu vítima de uma parada cardíaca, em novembro de 2008, na Itália depois de um show contra o racismo e a máfia. Ela foi uma das primeiras grandes artistas que fez com que o mundo conhecesse a música contemporânea da África que, anos mais tarde, ganhou destaque com o rótulo World Music.

O diretor finlandês Mika Kaurismaki, irmão mais velho do conhecido Aki Kaurismaki, vive no Brasil há mais de 20 anos. É apaixonado pela música brasileira a qual dedicou os documentários "Moro no Brasil" e "Brasileirinho". O contato da cultura brasileira com a africana deve tê-lo influenciado a realizar Mama Africa. Este documentário, lançado em 2011, homenageia a "mãe da Àfrica", ninguém mais e ninguém menos do que Miriam Makeba.

Kaurismaki contou com material inédito e muitas entrevistas com músicos africanos e de outras partes do mundo, entre eles Harry Belafonte (um dos divulgadores do trabalho de Miriam Makeba), Angélique Kidjo e Abigail Kubeka, entre outros. Com a vida e a carreira de Makeba, Mama África faz um retrato inesquecível de uma mulher admirável, marcada por ideais e tragédias (sua única filha morreu aos 35 anos). Uma mulher, uma artista profundamente humana, uma dessas pessoas cuja história vale a pena conhecer.

Mama Africa, domingo, 29 de abril. Reinvente, imagine de novo… Descubra o Max.

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