O Mestre, tesouro de Paul Thomas Anderson que exibe o talento de Joaquin Phoenix e do falecido e vencedor do Oscar, Philip Seymour Hoffman

por max 5. junho 2014 09:56

 

O Mestre (The Master, 2012), de Paul Thomas Anderson, é um desses filmes que, se você tem o Max é porque gosta dos filmes do Max, então, sem dúvida, não pode deixar de assistir. O Mestre é um filme Max por tudo: pelo seu diretor, história, fotografia, pelos temas e atuações.

O Mestre reúne dois grandes atores que têm sido capazes de escolher bem seus papeis e não são vendidos – digamos que totalmente – a Hollywood; nem seu diretor, vale dizer. Mas primeiro os atores.

O protagonista é Joaquín Phoenix, ganhador do Globo de Ouro 2006 de Melhor Ator de Comédia/ Musical. Este ator tímido e retraído vem representando ao longo dos anos papéis sérios que combinam com seu estilo, digamos, indescritível e tenso. Seu mais recente trabalho: a paixão e agora encarnação de um Groucho Marx derrotado pelo tédio de um mundo perfeito em Ela (Her, 2013), de Spike Jonze.

Em um papel não menos importante, Philip Seymour Hoffman, que em 2006 se levantaria com os prêmios de Melhor Ator no BAFTA, Globo de Ouro e Oscar pela incrível interpretação do autor de A Sangue Frio em Capote (2005).

Diretor: O Mestre está sob a tutela do interessante Paul Thomas Anderson, um dos poucos cineastas de Hollywood que acredita no poder de um bom filme, de boas histórias e na profundidade dos personagens. Paul Thomas Anderson dirigiu filmes magníficos, como Boogie Nights: Prazer Sem Limites (Boogie Nights, 1997), Magnólia (Magnolia, 1999), Embriagado de Amor (Punch-Drunk Love, 2002) e Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007).

Aqui, ele filma uma história estranha e poderosa ambientada nos anos 50. O protagonista Freddie Quell (Phoenix) é um ex-combatente da Segunda Guerra com estresse pós-traumático que também prepara estranhas bebidas com algum ingrediente tóxico na receita. Em uma de suas bebedeiras, Quell acaba entrando em um barco que marcará seu destino – lá, vai conhecer Lancaster Dodd (Hoffman), o líder carismático de uma seita psicanalítica chamada A Causa. A relação dos dois personagens é o centro do filme. Freddie Quell é um ser possuído por ataques de ira, (tal como os personagens de Embriagado de Amor e Sangue Negro) e por um alcoolismo desenfreado que agrava sua violência. Lancaster Dodd é um homem misterioso, soberbo e aparentemente iluminado e nunca fica claro se é um vigarista habilidoso ou um visionário mesmo. Quell e Dodd ficam obcecados um pelo outro numa relação mestre e aprendiz que também tem muito de pai e filho e de amigo e inimigo. É um prazer ver como estes atores trocam paixão de atuar para levar à altura um roteiro muito original que busca as complexidades da alma humana.

O Mestre é um filme hipnótico e fascinante, dirigido com a maestria de um diretor com muito talento e interpretado por atores de primeira classe, Joaquin Phoenix e Philip Seymour Hoffman; este último, um dos melhores de sua geração, infelizmente já falecido, e que, por isso, prestamos homenagem no Max.

O Mestre, estreia exclusiva no domingo, 8 de junho.

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Aproveite um especial de futebol nestes dias de Copa do Mundo

por max 2. junho 2014 06:25

 

A Copa do Mundo está aí, todo mundo só fala de futebol e o Max preparou um pequeno especial... de futebol. Na quinta, 5 de junho, a atração é...

 

 

Fuera de Juego (2011), uma comédia de Danid Marqués sobre futebol sobre uma dupla de malandros sem muita sorte que pretendem se transformar nos agentes de um jovem e talentoso jogador, prestes a fechar um contrato com o Real Madrid. Entre Argentina e Espanha, o sabor do futebol se mistura com o riso que provocam esses dois personagens que se passam pelos tipos mais engraçados do planeta.

 

 

E para fechar, ficar na frente do gol e aproveitar a vista que oferece Superclásico (2011), comédia dinamarquesa dirigida por Ole Christian Madsen. Na trama, um dinamarquês decide viajar para Buenos Aires com a desculpa de pedir para sua ex-mulher assinar os papeis do divórcio, quando na verdade, secretamente, ele quer recuperá-la. Mas o assunto não será nada fácil de lidar, pois o atual namorado de sua ex-mulher é um jovem jogador bonito e talentoso.

Aproveite nesta quinta, 5 de junho, este especial dedicado ao esporte do momento: o futebol.

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Em junho, o Max fala de diversidade sexual com oito filmes de primeira linha (primeira parte)

por max 2. junho 2014 06:12

 

Em junho, o Max fala de diversidade sexual com oito filmes de primeira categoria que levantam problemas, paixões e as alegrias do amor diversificado. O amor com ela, o amor com ele, o amor com todas as cores, profundamente humano, perfeitamente humano e cheio de todos os altos e baixos desse sentimento universal que nos faz aproveitar e sofrer muito. Toda sexta e sábado, o tema é diversidade sexual. Assim é a primeira semana do ciclo:

 

 

Sexta 6 de junho - Hedwig - Rock, Amor e Traição (Hedwig and the Angry Inch, 2000), uma ópera rock (originalmente uma peça off-Broadway) de John Cameton Mitchell. Hedwig (o próprio Cameron Mitchell), o personagem título, se submete a uma operação de troca de sexo, fica um pedaço de carne pendurado que ele batiza de "pinto falso". Mas isto não impedirá Hedwig de fundar uma banda de rock e ter um romance com um garoto que lhe roubará suas canções e se tornará famoso com elas. Tal desventura levará Hedwig a ir atrás do ladrão em sua própria turnê de rock pelos lugares mais incomuns. Uma aventura, um road movie, uma comédia, um musical, um drama, uma declaração de princípios transformada em obra de arte. Hedwig - Rock, Amor e Traição fez sucesso no Festival de Cinema de Sundance 2001 e levou o Prêmio do Júri na categoria Drama e o de Melhor Diretor.

 

 

Sábado 7 de junho Beleza Sul-Africana (Skoonheid, 2011), do diretor Oliver Hermanus, um drama duríssimo e não indicado para pessoas sensíveis. É sobre Francois van Heerden (Deon Lotz), um Boer de Bloemfonteins, África do Sul. Homem durão, ele odeia homossexuais, mas por trás da desculpa de um fim de semana no campo vai se encontrar com outros homens para fazer orgia com eles. Francois começará a se sentir profundamente atraído pelo sobrinho Christian (Charlie Keegan), um garoto muito atraente e bem mais jovem que ele. Tudo o que Francois fará para conquistar o corpo do sobrinho abala, angustia, aterroriza e nos deixa o espectador grudado à tela. Beleza Sul-Africana ganhou o Prêmio Palma Queer no Festival de Cannes 2011.

 

Esses são as duas atrações da primeira semana. O Ciclo prossegue com Yossi (sexta, dia 13) e Deixe a Luz Acesa (Keeps the Ligths On), no sábado, dia 14. Na terceira semana, Animais (Animals) na sexta dia 20 e Jovem e Louca (Joven y Alocada) no sábado dia 21. E o Ciclo encerra com Adeus, Minha Rainha (Farewell My Queen) na sexta-feira dia 27 e Laurence Sempre (Laurence Anyways), no sábado dia 28. Nos próximos textos, saiba tudo sobres estes maravilhosos filmes que complementam o ciclo de diversidade sexual, no Max.

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Real Humans volta com uma segunda temporada mais intensa e dramática

por max 2. junho 2014 05:42

 

Em Junho, o Max continua apresentando as melhores séries da televisão mundial. Neste caso, teremos a segunda temporada de Real Humans (Äkta Människor, 2013), a série de ficção científica sueca criada por Lars Lundström.

Nesta segunda temporada - com também dez episódios, os hubots, esses andróides robôs tão perfeitos como os humanos, continuam em busca de sua liberdade, e na verdade, não sei dizer se é em busca de sua humanidade. Um vírus os atacará, os conflitos amorosos continuarão (haverá inclusive pretensões de casamentos), e os hubots rebeldes estarão em busca do código que pode libertá-los definitivamente. Claro, as complicações e os segredos estarão na ordem do dia.

Assim, esta excelente série de produção europeia, continuará explorando, através destes seres quase humanos, uma pergunta sem dúvida cheia de incógnitas e dilemas: O que significa o ser humano? O que é ser, realmente, humano?

Real Humans, estreia quarta 4 de junho, no Max.

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Os Pratos de Bras, comovente documentário sobrea a vida de dois dos chefs mais importantes do mundo

por max 28. maio 2014 17:32

 

Atenção, você não pode assistir esse documentário sem comer antes. Embora não seja um programa de televisão de culinária. Os Pratos de Bras (Entre Les Bras, 2012), para começar, é a relação entre um pai e um filho, ambos, artistas da cozinha. O pai, neste caso, é o chef francês Michel Bras, um dos maiores cozinheiros da França contemporânea e do mundo. Michel Bras é considerado um gênio culinário da flora e vegetação, pois tem sido um dos poucos que utilizou em sua cozinha plantas silvestres e flores, que não apenas fazem parte da receita como também da muito bela decoração do prato. O filho é Sèbastien, o herdeiro dos segredos e que trabalha com o pai há quinze anos. O documentário nos mostra os últimos tempos, quando o pai está em processo de aposentadoria (ele cuida do restaurante – que herdou de sua mãe – desde 1978) e vai deixar de herança para seu filho. Durante um ano, o diretor Paul Lacoste acompanhou a vida destes cozinheiros maravilhosos com a finalidade de mostrar este momento crucial de suas vidas e suas carreiras. O documentário é dividido em quatro momentos, em quatro estações (primavera, verão, outono e inverno), e nos mostra Sèbastien pensando, preparando, variando os ingredientes de um prato muito significativo para ele, assim como o intercâmbio artístico entre pai e filho, a preparação de algumas receitas, a variação dos pratos através das estações, e as dúvidas, as dúvidas do pai ao trasnferir a herança, assim como as dúvidas do filho sobre sua capacidade de construir um nome por si próprio, sem a grande sombra do pai.

Um documentário íntimo, charmoso e comovente.

Os Pratos de Bras, terça 3 de junho, no Max.

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Zaytoun, um drama comovente sobre a amizade entre inimigos

por max 28. maio 2014 17:10

 

O diretor israelense Eran Riklis dirige Zaytoun (2012), um drama comovente, belo e profundo que une pela amizade Fahed (Abdallah El Akal), um menino árabe de doze anos e Yoni (Stephen Dorff), um piloto israelense de uns trinta anos. O encontro ocorre em tempos de guerra, especificamente em 1982, semanas antes de os falangistas cristãos libaneses invadirem o campo de refugiados de Shatila e massacrarem cerca de oitocentos palestinos com o apoio silencioso do exército israelense que "protegia" o lugar.

Na história, Yoni vira prisioneiro da OLP após seu avião ser derrubado em Beirute. Nessa situação conhece um de seus captores, Fahed, um menino com um fuzil que perdeu os pais em um bombardeio da aviação inimiga. Fahed, contra todo prognóstico, ajudará Yoni fugir, e também o acompanhará na travessia de volta a Israel. A razão? Fahed carrega uma pequena oliveira que quer plantar no lugar onde estava a aldeia de seus pais.

A viagem é cheia de perigos, pois é realizada através de uma terra sem fronteiras claras que está entre ambas as nações, onde não há regras e onde a morte está à ordem do dia. Nessa viagem, Yoni e Fahed irão se conhecendo, se ajudando, se salvando e estreitando seus laços humanos.

Zaytoun, domingo 01 de junho, no Max.

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Sunset Strip, divertido, detalhado e duro documentário sobre o Boulevard Sunset Strip

por max 23. maio 2014 10:09

 

O Sunset Strip de Los Angeles se encontrava, no início, nas fronteiras da cidade, não estava incorporado a jurisdição do condado de Los Angeles. Mas ao longo do tempo foi se transformando em uma área mais ou menos estranha à lei, de regras relaxadas. Nos anos 20, 30 e 40 o Strip foi um lugar de portas abertas ao contrabando. Durante este período surgiram restaurantes e clubes de luxo que convocavam o melhor e o pior da sociedade daqueles anos. Ciro´s, Trocadero, Mocambo eram lugares sofisticados onde se apresentavam artistas de primeira linha. Nestes lugares circulavam pessoas da lei e de classe alta, mas a relação com a máfia também estava presente. Então, nos anos 60, o Strip mudou de público e de donos. Foi o centro da contracultura hippie em Los Angeles. Em novembro de 66 tentou impor um toque de recolher, o que afetaria os negócios noturnos da região, e isso gerou protestos e confrontos entre jovens hippies e a polícia. Nos anos 80, o Boulevard deu outro salto e passou para a música disco e glam metal. Sem dúvida, sempre foi um lugar vital, que sofre mutações.

E é sobre isso que fala o documentário Sunset Strip (2012), dirigido por Hans Fjellestad. Um trabalho que explora a história e a vida deste famoso Boulevard, com entrevistas com personalidades, como Johnny Deep, Ozzy e Sharon Osborne, Tom Arnold, Dan Aykroyd, Alice Cooper, Sofia Coppola e Peter Fonda. Sunset Strip faz uma viagem profunda pelo lado iluminado e divertido do Strip, mas também por seu lado secreto e obscuro, pois entra nos detalhes sobre a morte do jovem ator River Phoenix (irmão de Joaquín Phoenix) e também de John Belushi, que morreram no Boulevard (por excesso de drogas); um em plena rua, e o outro, em um dos hotéis mais chiques da região.

Sunset Strip, terça 27 de maio, no Max.

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Domingo dia 25 grande ciclo de encerramento dedicado a Cannes, no Max

por max 22. maio 2014 02:41

 

Termina domingo, dia 25, o ciclo de filmes dedicados a Cannes, e o Max faz um grande encerramento incluindo oito filmes de primeira que vão manter você em contato com a beleza, a arte e o entretenimento durante todo o dia.

 

O Max começa com O Artista (The Artist, 2011), do francês Michel Hazanavicius, protagonizado por Jean Dujardin. Um belo filme que recorda os anos do cinema mudo, mas principalmente, a transição para o cinema sonoro. Uma estrela que pouco a pouco vai se apagando, uma menina inocente que se torna famosa no cinema falado, e um amor que vai além de toda a fama. O Artista deu o prêmio de Melhor Ator a Jean Dujardin e a seleção à Palma de Ouro a Hazanavicius.

 

O ciclo continua com Habemus Papam (2011) de Nanni Moretti, a história de um papa recém-eleito que não quer ser papa. Entre a comédia e o drama, Moretti mergulha nos cenários do Vaticano para contar esta história sobre divindade, humanidade e sacrifício. O filme foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Na continuação, Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012), do mestre Abbas Kiarostami. A trama: uma garota universitária que trabalha como prostituta e que um dia verá como suas duas vidas unem perigosamente seu namorado a um cliente que foi seu professor. O filme concorreu à Palma de Ouro.

 

Depois Ferrugem e Osso (Rust and Bone, 2012), de Jacques Audiard, estrelado por Marion Cotillard e Matthias Schoenaerts. História de um amor abalado pela perda, raiva e dor, Ferrugem e Osso também foi selecionado à Palma de Ouro.

 

 

Na sequência, Depois da Batalha (Baad el Mawkeaa, 2012) de Yousry Nasrallah. O filme mostra a vida de Mahmoud, que em fevereiro de 2011 fez parte dos órgãos que atacaram os revolucionários que protestavam contra o regime de Mubarak. Desde então, ele não viveu sem rejeição e humilhação. No entanto, o encontro com Reem, uma garota divorciada e inteligente, dará uma reviravolta em sua vida. O filme entrou na competição pela Palma de Ouro no Festival de Cannes.

 

 

Logo em seguida, Reality – A Grande Ilusão (Reality, 2012), uma comédia de Matteo Garrone que foca na figura de Luciano, um homem com habilidades teatrais que um belo dia decide se candidatar a um reality show. Luciano não é aceito, mas ele acredita que isso foi de propósito, e que, na verdade, há câmeras o observando. Claro, o comportamento de Luciano começa a mudar e também tudo ao seu redor, e nesta confusão paranoica ele vai vivendo dia a dia.

 

Depois, Motores Sagrados (Holy Motors, 2012), de Leos Carax, um filme absolutamente delirante em que um ator percorre a cidade em uma limusine assumindo o papel de várias pessoas. No entanto, estas interpretações são realizadas em cenários reais, sem público, sem câmeras, como se fosse, exatamente, a própria vida. Por Motores Sagrados, Carax recebeu o Prêmio da Juventude em Cannes e também foi selecionado à Palma de Ouro.

 

E para finalizar, Só Deus Perdoa (Only God Forgives, 2013), um drama extraordinário e sangrento dirigido pelo cineasta norueguês, Nicolas Winding Refn. Com Ryan Gosling (seu ator favorito) como protagonista, Winding Refn conta a história de um homem pobre, corrompido por uma estranha relação com a mãe e que passeia pelo baixo mundo da droga em Bangkok. A situação fica terrível quando seu irmão é assassinado, e Julian (Gosling) decide se vingar.

 

Não esqueçam, domingo 25 de maio termina o ciclo de filmes dedicados a Cannes, e o Max faz um grande encerramento com oito produçõs de primeira, cujos diretores foram selecionados neste prestigiado festival.

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Retrato de Anton Corbijn, documentário extraordinário sobre o artista que mudou a maneira de fotografar o rock

por max 16. maio 2014 07:24

Nirvana

 

Björk


U2

 

Keith Richards


Tom Waits


Viu as fotos? Gostou? Estas são as fotos do célebre fotógrafo holandês Anton Corbijn, que estabeleceu um padrão no estilo de fotografar o rock nas últimas décadas. Corbijin, como vê, tem retratado artistas como Tom Waits, U2, Nirvana, Rolling Stones, entre outros. Além de ter realizado também vários vídeos para músicas como "Heart-Shaped Box" do Nirvana e "One" do U2, e se interessado por filmes de ficção como Um Homem Misterioso (The American, 2010), estrelado por George Clooney e Controle - A História de Ian Curtis (Control, 2007), onde Corbijin recria a vida de Ian Curtis, o líder da banda Joy Division, que se suicidou aos 23 anos.

Este mês, no Max, teremos um documentário biográfico extraordinário que vale merecidas honras. Trata-se de Retrato de Anton Corbijn (Anton Corbijin: Inside Out, 2012), um trabalho poderoso e cheio de emoção realizado pela diretora (também holandesa) Klaarje Quirijins (The Dictator Hunter, The Brooklyn Conection). Este documentário acompanha os passos do artista para mostrar sua vida pessoal e seu trabalho audiovisual. Corbijn é, literalmente, tirado de trás da câmera e levado em direção à lente da diretora, e aí o temos em seu mundo, contando histórias sobre estrelas do rock, entrevistando seus familiares (porque ele finge ser entrevistador), fazendo algumas surpresas, inclusive com sua mãe. O artista fala de si mesmo, sua família também fala dele e, o melhor de tudo, aqueles que foram fotografados por ele também falam sobre ele. Bono, James Hetfield, Lou Reed, George Clooney, entre outros, nos contam sobre o lendário fotógrafo.

Retrato de Anton Corbijn, de Klaarje Quirijns, terça 20 de maio, no Max. O que você vê quando vê o Max?

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Os Donos, uma comédia argentina de primeira que brilhou em Cannes

por max 15. maio 2014 04:15

 

Os Donos (Los Dueños, 2013) é uma corajosa, forte e muito bem pensada comédia argentina dirigida pelos estreantes Ezequiel Radusky e Agustín Toscano. Esta é a história da chegada e da descoberta cheia de tensões em um lugar distante de Tucumán, na Argentina. Ali, em uma casa de campo, os empregados vivem confortavelmente, como reis, com o melhor estilo de vida. É que os donos não estão e, enquanto eles não estão, os empregados, Sergio (Sergio Prina) e sua família, imitam o estilo de vida dos patrões. No entanto, o paraíso chegará ao fim quando os donos, sem avisar, chegam à casa de férias. Quem chega é Pía (interpretada por Rosario Blefari), a filha mais velha do dono, que de alguma forma está fugindo da cidade, dos problemas pessoais, carregando seus próprios mistérios.

O filme recria muito bem a distância entre as classes sociais, suas dinâmicas, suas tensões, suas mentiras, suas desculpas e desconfortos que fazem querer saber o que temos, o que queremos e o que, claro, invejamos dos outros.

Este pequeno mas muito poderoso e tenso trabalho de Radusky e Toscano, dois jovens diretores tucumanos que se conhecem desde os dez anos de idade, foi selecionado para a Semana da Crítica de Cannes em 2013, onde ganhou o Prêmio Especial do Júri.

Os Donos, estreia domingo, 18 de maio.

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