Paixão por Mexilhões, um documentário fascinante sobre a vida… dos mexilhões na Holanda

por max 25. junho 2014 17:20

 

Não interessa se ninguém pense assim, eu digo que sim, eu penso. Este é um documentário sobre mexilhões e é maravilhoso. Sim, mexilhões, isso que se come, um documentário sobre a vida dos mexilhões, sobre o amor dos mexilhões e pelos mexilhões, e é, já disse, um documentário belíssimo e muito divertido. Acontece que ele é dirigido por uma mulher que, além de tudo, estudou filosofia: a holandesa Willemiek Kluijfhout. Ela apresenta Paixão por Mexilhões (L'amour des moules, 2012) com um maravilhoso bom gosto e qualidade narrativa tão impressionante, que você não terá dúvida, sob nenhuma circunstância, que a vida e o amor dos mexilhões tem elevado grau de diversão.

Neste caso, ela fala dos moluscos da província de Zeeland na Holanda, mexilhões adorados, amados, cobiçados por franceses e holandeses na alta temporada, mexilhões que movem paixões, ódios e delícias. Um chef experiente, marinheiros, gente que degusta, biólogos, médicos, todos falam e degustam mexilhões neste maravilhoso filme que ganhou o coração de todos que o viram.

Com o recurso de uma câmera realmente única, muito próxima, muito íntima, também conheceremos de perto o ciclo sexual e amoroso destes moluscos, assim como uma médica ginecologista que usa os mexilhões para salvar a vida de bebês em gestação.

Você precisa ver, aproveitar e saborear, porque é um documentário realmente bom. Sem falar da música, que é fascinante, delicada, comovente. Não perca.

Paixão por Mexilhões, terça, 01 de julho, no Max.

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O Comediante, um drama intenso sobre a sexualidade e a vida de um jovem homem na Londres contemporânea

por max 25. junho 2014 14:27

 

Ed está com trinta e poucos anos e vive na Londres de nossos tempos. De dia, ele tem uma vida nada atrativa: vende seguros por telefone para senhoras de classe média. À noite, no entanto, procura dar sentido a sua existência fazendo algo que gosta: ser comediante de stand up. Mas, por causa da baixa receptividade que teve, começa a suspeitar que talvez não seja tão bom quanto pensa. Para completar, como se a crise profissional não fosse suficiente, Ed se envolverá em um triângulo amoroso que o levará a questionar-se sobre sua condição.

O estreante de origem israelense baseado em Londres, Tom Shkolnik, dirige O Comediante (The Comedian, 2012), um drama que mostra a luta de um jovem homem sem dinheiro e sem sucesso, que se lança nos abismos do amor e do sexo, talvez buscando essa plenitude que nunca chega. Ed, interpretado por Edward Hogg, vai oscilar entre o amor de Nathan (Nathan Stewart-Jarrett), um jovem sensual que vai deixá-lo fascinado, e o de sua amiga e colega de apartamento, Elisa (Elisa Lasowski).

A bissexualidade, o fracasso, a busca de sentido, todos estes temas estão presentes nesta fascinante história, que retoma o espírito do Dogma 95, aquele movimento do cinema dinamarquês iniciado em 1995 pelos diretores Lars von Trier e Thomas Vinterberg, que buscava um cinema mais natural em sua realização. Shkolnik resgata estes postulados e trabalha sem roteiro e só na base da improvisação, filmando com luz natural e em cenários não preparados. O resultado: mais de 90 horas de material (embora cada cena tenha sido filmada uma só vez) condensado em 80 minutos, durante dez meses de trabalho contínuo do montador Pierre Haberer.

O Comediante é um filme duro, real, honesto, quase documental, sobre as paixões, a beleza e as confusões do ser humano. É um filme desafiante em muitos aspectos como, por exemplo, quando une um amante branco a um amante negro, quando o homem branco também se sente atraído por uma mulher, ou quando tudo o que se deve dizer é dito com sinceridade, do fundo do ser, ou a coragem improvisada que o diretor e os atores assumiram.

O Comediante, domingo, 29 de junho, no Max.

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O Ciclo de Diversidade Sexual termina no Max com dois grandes filmes: Adeus, Minha Rainha e Laurence Sempre

por max 23. junho 2014 08:18

 

Entramos na quarta e última semana com dois excelentes filmes, que tiveram sucesso absoluto de crítica e público em festivais internacionais. Por um lado, um fascinante e iluminado drama de época, onde a rainha Maria Antonieta está no centro dos amores lésbicos; e, por outro, um filme do jovem talento do cinema canadense e internacional, Xavier Dolan, sobre o amor na transsexualidade.

São eles:

 

 

Sexta, dia 27: Adeus Minha Rainha (Les Adieux à la Reine, 2012), um drama histórico dirigido pelo francês Benoît Jacquot e inspirado no famoso romance da francesa Chantal Thomas. Este magnífico filme de Jacquot conta a vida tranquila dos reis da França nos tempos próximos à Revolução Francesa, mas, neste caso, a partir de um ponto de vista inédito: o dos serventes, principalmente o de Sidonie Laborde, uma jovem cujo trabalho é ler romances e revistas para a rainha. No papel de Sidonie está Léa Seydoux, uma jovem e bela atriz que, em 2009, foi indicada aos Prêmios César na categoria de melhor atriz revelação por seu papel em A Bela Junie (La Belle Personne, 2008) de Christophe Honoré. Maria Antonieta é interpretada pela linda atriz e modelo Diane Kruger, que se tornou mais conhecida em Hollywood depois de viver a diva Bridget Von Hammersmark em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), de Quentin Tarantino. No filme também é fundamental o trabalho de Virginie Ledoyen, que interpreta a duquesa Gabrielle de Polignac, personagem histórica de quem se fala que foi uma das mulheres mais belas da França; os rumores também indicam que Gabrielle foi amante não apenas do rei, mas também da rainha. Jacquot se aproveita destes antigos rumores e apresenta uma história com tons eróticos, lésbicos e dramáticos em torno às mulheres da corte, que inclui, claro, uma rainha sofisticada, despudorada e muito sexy. O filme conquistou três prêmios César em 2012 por melhor Desenho de Produção, Melhor Figurino e Melhor Fotografia.

 

 

Sábado, dia 28: Laurence Sempre (Laurence Anyways, 2012), terceiro filme do jovem e premiado cineasta canadense Xavier Dolan, penetra na vida de, obviamente, Laurence, um jovem escritor e professor de literatura de trinta anos, interpretado por Melvil Poupaud. Laurence é muito apaixonado por sua namorada Fred, papel de Suzanne Clément. Mas, apesar do grande amor que tem, no dia de seu aniversário, Laurence confessa a ela que viveu escondido por toda a vida, sem mostrar sua essência, e que decidiu recomeçar sua vida, desta vez como mulher. É claro que Fred não recebe a notícia da melhor maneira e termina o namoro. Assim, suas idas e vindas, e a sempre presente convicção do amor, formam a trama desta história particular, onde Laurence, já transexual, não pode evitar, ao longo dos anos, de ir atrás de sua amada Fred que, apaixonada e iludida, não evitará o retorno, mas logo se lançará nos abismos do arrependimento, presa sempre na negação do amor por aquele Laurence que é homem e mulher ao mesmo tempo. Com Laurence Sempre, Dolan conquistou o Queer Palm e o cobiçado prêmio Un Certain Regard no Festival de Cannes. Também na seção Un Certain Regard, Suzanne Clément conquistou o prêmio de melhor atriz.

 

Assista na sexta, dia 27, e no sábado, dia 28, o encerramento do Ciclo de Diversidade Sexual, no Max. O que você vê quando vê o Max?

 

Filhos das Nuvens, a Última Colônia, um documentário produzido e apresentado por Javier Bardem

por max 20. junho 2014 08:19

 

Os saarauís são pessoas originárias do Saara Ocidental, cuja maioria habita a parte ocupada pelo Marrocos. Outros vivem exiliados nos acampamentos de refugiados nas areias da província de Tinduf. Os demais estão dispersos pelo mundo, principalmente na Espanha, França, Mauritânia e Mali. Seu idioma nativo é um dialeto chamado hassania, derivado do árabe clássico, mas também falam espanhol. Falam espanhol porque, a partir do século XIX, foram colônia espanhola. Os motivos para tanto: aquela zona era rica em fosfatos, principalmente nas minas de Bou Craa; também porque, embora seja difícil acreditar, o Saara tem um dos bancos pesqueiros mais importantes do mundo. Em 1976, a Espanha abandonou o Saara Ocidental e foi quando se proclamou a República Árabe Saarauí Democrática. Mas, neste mesmo ano, o Marrocos começa a bombardear os saarauís com fósforo branco. Desde então, a República Saarauí é cada vez menos república independente e, hoje em dia, os saarauís são considerados minoria e tratados de forma discriminatória em sua própria terra. Por quem? Pelo Marrocos. Há desaparecidos, torturas, protestos, greves de fome. Houve de tudo por lá. Mas nada acontece. Ninguém fica sabendo de nada e é lamentável. No entanto, vale dizer, Javier Bardem sim, ele fez algo.

O ganhador do Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel como o obscuro Anton Chigurh em Onde os Fracos não Têm Vez (No Country for Old Men, 2007), dos irmãos Coen, produz e apresenta o documentário Filhos das Nuvens, a Última Colônia (Hijos de las Nubes, la Última Colônia, 2012) de Álvaro Longoria.

Longoria havia sido produtor de trabalhos como 7 Dias em Havana (7 días en la Habana) ou Um Quarto em Roma (Room in Rome), mas com este documentário se lançou na direção para dar visibilidade a este povo desprotegido e mostrar também os ocultamentos do poder. A obscura rede entre Marrocos, Espanha, Estados Unidos e outros países fica por baixo do tapete e Bardem, indignado, vai passando sobre eles, revelando uma história forte, cruel e real.

Filhos das Nuvens, a Última Colônia, terça, 24 de junho, no Max.

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De Coração Aberto, um drama poderoso sobre o amor louco e o alcoolismo

por max 19. junho 2014 02:57

 

Juliette Binoche e o venezuelano Edgar Ramírez estrelam De Coração Aberto (À Couer Ouvert, 2012), da atriz e diretora francesa Marion Laine, um filme baseado no livro de Mathias Énard Remonter l'Orénoque (2005), que contra a história de um amor louco que, de repente, deixa de existir. Trata-se do amor de Mila e Javier. Ambos são médicos, jovens, bonitos, estão casados e sentem uma grande paixão um pelo outro. Javier bebe e, de fato, foi expulso do centro cirúrgico por beber enquanto realizava uma operação de coração; agora ele se limita a realizar consultas e dar aulas. Mas não se importa, no momento não se importa. Mila está bem com isso, Mila também o acompanha na bebida em algumas ocasiões. Diverte-se com ele, o ama, faz loucuras com ele, e também se recusou a engravidar para continuar vivendo esse amor louco que eles têm. Mas um dia, Mila finalmente engravida, e é aí que os problemas começam a surgir. Mila, que já se deu conta que Javier realmente tem um problema, pensa que o bebê pode ajudar a mudar seu marido. Ele, por outro lado, vai entrar em decadência cada vez mais, em negação.

De Coração Aberto é um drama sobre as relações de casais e de como até o amor mais apaixonado pode ser destruído pela terrível doença do alcoolismo. Laine dirige um filme sem concessões, que não se detém em desculpas e que vai direto às ações, ao problema, ao drama, o que traz um amplo campo de atuação a Binoche e Ramírez, que realmente conseguem alcançar atuações comoventes.

Um destaque especial a Edgar Ramírez, ator venezuelano que vem atraindo a atenção internacional desde 2007, quando interpretou um terrível assassino em O Ultimato Bourne (The Bourne Ultimatum), e depois interpretou o famoso terrorista (também venezuelano) Carlos, o Chacal em Carlos (2010) de Olivier Assayas, série de televisão francesa (e depois virou filme) que rendeu a Ramírez a indicação ao Globo de Ouro de Melhor Atuação em Minissérie, e o Prêmio César de Melhor Ator Revelação em 2011.

De Coração Aberto, domingo 22 de junho, no Max.

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Mais Ciclo de Diversidade Sexual no Max, com Animais e Jovem e Louca

por max 16. junho 2014 07:09

 

Na sexta, dia 20, e no sábado, dia 21, o Max apresenta mais dois filmes de primeira linha que entram na excelente seleção do Ciclo de Diversidade Sexual. Vejamos quais serão exibidos:

 

 

Sexta, dia 20: o diretor catalão Marçal Forés dirige Animais (Animals, 2012), um filme com uma diversidade — além da sexual —, que o torna totalmente original. Estamos diante de uma história sobre crescimento, sobre a passagem da juventude à vida adulta, quando surge pela primeira vez na vida de Pol (Oriol Pla) o deslumbramento do amor, neste caso por outro rapaz chamado Ikari (Augustus Prew), e também, vale dizer, por uma garota; mas, é possível, que a garota não saia ganhando. Além disso, Pol tem um urso de pelúcia que é enterrado por seu irmão, mas logo é recuperado pelo próprio Pol, que encara a possibilidade de se desfazer dele, ou de sua infância, digamos. A questão é que o urso fala inglês com voz computadorizada e toca bateria enquanto Pol toca guitarra e canta em catalão e espanhol. Enquanto o urso anda com Pol para cima e para baixo, nosso protagonista se apaixona por Ikari e se interna na floresta, ao mesmo tempo em que algumas pessoas começam a aparecer mortas, ou melhor, assassinadas. Vai perder? Eu digo, para mim é impossível perder um filme como este, um filme totalmente Max.

 

 

Sábado, dia 21: Jovem e Louca (Joven y Alocada, 2012), primeiro filme da chilena Marialy Rivas, com roteiro de Camilia Gutiérrez. E quem é Camila? Ela é uma garota que tinha um blog onde escrevia suas experiências sexuais (de tipo bissexual) em meio a uma família evangélica, mostrando sua relação com o sexo em contraste com sua cultura religiosa. Camila escrevia muito bem e contava histórias bastante interessantes e, ao mesmo tempo, bastante brutais, o que levou Marialy Rivas a ter interesse pelo que Camilia contava. A diretora, a princípio, queria realizar um documentário, mas logo se decidiu pela ficção, e foi quando Camilia, baseada em seu blog, escreveu o roteiro (e depois o romance). De fato, o filme é contado em capítulos, como se fossem posts do blog, e tem esse ritmo ágil, típico de textos de Internet. Há presença de fotos, vídeos, Youtube, Instragram, Vimeo, as redes sociais em geral; tudo isto forma esta história ágil, leve, irônica, divertida e, ao mesmo tempo, humana e honesta em sua visão sobre a juventude. Jovem e Louca ganhou o World Cinema Screenwriting Award, assim como o prêmio Sebastiane, no Festival de San Sebastián.

 

Aproveite sexta, dia 20, e sábado, dia 21, e continue assistindo ao ciclo dedicado à diversidade sexual que o Max apresenta toda sexta e sábado de junho.

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Camp 14: Zona de Controle Total, documentário marcante sobre os campos de concentração da Coreia do Norte

por max 13. junho 2014 06:08

 

Você sabe quem é Shin Dong-Huyk? No Max, você poderá conhecê-lo no documentário do cineasta alemão Marc Wiese, Camp 14: Zona de Controle Total (Camp 14: Total Control Zone, 2012). A produção conta a vida de Shin Dong-Huyk — se é possível chamar de vida o que ele passou na infância e juventude —, uma pessoa que poderia ser apenas uma sombra de ser humano, pois nasceu em um campo de concentração na Coreia do Norte, no chamado Camp 14 de Kaechon, uma Kwan-li-so, ou colônia penal para dissidentes políticos. Shin Dong-Huyk fazia trabalhos forçados desde os seis anos, comia muito pouco e teve até que comer ratos e insetos para sobreviver. Foi torturado, surrado e ele, em certo momento, acusou a mãe e o irmão de tentativa de fuga, o que os levou ao fuzilamento. Neste lugar terrível, onde se apanha por qualquer coisa, onde um guarda pode matar se não for com a cara de alguém e onde chega-se no máximo aos 45 anos, foi aí que Shin Dong-Huyk nasceu e viveu até os 23 anos.

O documentário de Marc Wiese é testemunha disto e de muito mais. A vida no inferno, recriada através de ilustrações de Ali Soozandeh (A Onda Verde / The Green Wave, 2010) e vista no material original entregue por outro entrevistado, é apresentada de forma terrível e comovente.

Wiese, além de trabalhar com o jovem fugitivo, encontrou duas outras pessoas, dois ex-oficiais que tiveram muito a ver com estes campos. Um deles é Oh Yang-nam, um ex-agente secreto que enviou muitos para a prisão, e o outro é Hyuk Kwon, um guarda do Camp 14 que fala sobre as torturas, os estupros (muitas mulheres ficaram grávidas) e os assassinatos que cometeu. Ele apresenta os únicos vídeos que existem sobre o lugar. Neles, por exemplo, pode-se ver como batem cruelmente em um prisioneiro.

Shin Dong-Huyk é a única pessoa, que se tem notícia, que conseguiu escapar e, parte do documentário, registra seus relatos sobre sua difícil adaptação à realidade. Atualmente, Shin Dong-Huyk é um grande ativista dos direitos humanos.

Camp 14: Zona de Controle Total é um trabalho que mostra uma faceta de um dos países mais isolados e fechados do mundo, governado com mãos de ferro por três gerações da família Kim, todos "líderes supremos", "heróis da pátria", "comandantes eternos" da nação socialista. Sobre o mais recente governante, o jovem Kim Jong-Un, fala-se que ordenou a morte de seu tio, deixando-o nu em meio a 120 cães famintos. Parece que o tio teve um romance com a jovem esposa do dirigente. O certo é que não se sabe se algo disso é certo, porque naquele país o regime ditatorial tem controle absoluto sobre os canais de comunicação e, em geral, não comunicam nada nem desmentem nada. No entanto, depois de ouvir a história de Shin Dong-Huyk, começa-se a pensar que nada é impossível na Coreia do Norte.

Camp 14: Zona de Controle Total, terça, 17 de junho, no Max.

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Mel de Laranjas, drama romântico e de espionagem dirigido por Imanol Uribe

por max 12. junho 2014 07:19

 

De Imanol Uribe, cineasta espanhol nascido em El Salvador, sempre preocupado com temas sociais, chega ao Max Mel de Laranjas (Miel de Naranjas, 2012), um filme com roteiro de Remedios Crespo (ganhadora do prêmio de Melhor Roteirista Revelação do festival de Cinema de Málaga, onde Uribe foi jurado), que foca nos tempos de Franco, tema sempre tão importante para os artistas espanhóis, mas que, neste caso, fixa uma história de amor de entrada, mas que descobriremos que por trás tem uma teia de espionagem em plena época franquista. Apaixonados, estão Enrique (Iban Garate) e Carmen (Blanca Suárez). Carmem, através de seu tio Eladio, um militar influente, impediu que Enrique prestasse serviço militar em outros lugares, e sim no escritório da guarda civil espanhola. Lá, Enrique presenciará uma série de injustiças, de excessos de autoridade, que o farão abrir seus ouvidos a certos personagens que se movimentam em segredo dentro daquele escritório: um grupo de republicanos infiltrados. A história mostrará Enrique fazendo trabalhos clandestinos, de costas ao seu mundo, a quem sempre o protegeu, em prol da restituição de um ideal político cheio de justiça. A trama clandestina se alterna e convive com a história de amor de Enrique e Carmem, onde há beleza e também conflitos. Assim, sem complicações enigmáticas, o amor, o drama e o suspense se unem neste filme bem dirigido por um dos diretores de maior renome no cinema espanhol.

Uma história amarga, uma história doce, Mel de Laranjas, domingo 15 de junho, no Max.

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Continua o ciclo de diversidade sexual no Max, com Yossi e Deixe a Luz Acesa

por max 9. junho 2014 06:15

 

Duas produções aplaudidas em festivais de renome essa semana no ciclo do Max. Na sexta, dia 13, e no sábado, 14, dois filmes que giram em torno do amor como salvação e do amor como ausência. Casais que se amam, que se afastam, que voltam a se encontrar, ou que não se encontram nunca mais. As segundas oportunidades, o renascer, a perda... estes são os filmes:

 

 

Sexta, 13 de junho: Eytan Foz dirige Yossi (2012), a segunda parte de seu filme, Delicada Relação (Yossi & Jagger, 2002). É um drama sobre o amor entre dois soldados israelenses durante a guerra com o Líbano. Uma década depois, o diretor retoma a história de Yossi (Ohad Knoller), agora médico cardiologista em Tel Aviv. Yossi, que perdeu Jagger há dez anos em uma armadilha, esconde do mundo sua verdadeira sexualidade e está em crise existencial, mergulhado na pornografia e num emaranhado de encontros fracassados. O filme aborda o conflito social, o conflito interno e também o encontro com outro homem, outro soldado, mas desta vez em um resort, que poderia marcar um novo caminho de redenção.


 

Sábado, 14 de junho: Deixe a Luz Acesa (Keep the Ligths On, 2012), o quinto filme de Ira Sachs, se move dentro da herança deixada pelo chamado New Queer Cinema dos anos noventa. O jovem cineasta Erik (Thure Lindhardt) faz encontros rápidos através de um disque encontros. Um dia ele conhece Paul (Zachary Booth), um advogado de sucesso que trabalha em uma grande editora. É grande a atração física entre os dois, mas Paul não conta para Erik que tem uma namorada. Os personagens vão percorrer por anos uma longa e tortuosa estrada que inclui drogas, separação, reabilitação, recaída, infidelidade, prepotência, imaturidade, agressividade, distância e muito amor impossível.

 

Já sabe, na sexta-feira dia 13 e no sábado dia 14, continua o ciclo que o Max dedica à diversidade sexual, a diversidade do amor.

 

Viramundo, documentário que cobre a turnê de Gilberto Gil

por max 6. junho 2014 16:42

 

Sobre Gilberto Gil tem muito a dizer. Gilberto Gil existe desde que o mundo é mundo. Essa, para começar, é a sensação que dá, que Gil sempre existiu. Quando foi produzido o documentário Viramundo (2013) de Pierre-Yves Borgeaud, o baiano imortal tinha, se não me engano, 71 anos. Gilberto Gil: compositor, grande poeta, um ícone cultural que definiu o tropicalismo (junto com Caetano Veloso, Gil e outros músicos talentosos fundiram a bossa-nova, a psicodelia, o rock, a música tradicional da Bahia e o fado português) e sempre manteve no alto a influência afro na cultura brasileira (em uma época promoveu como afoxé, ritmo brasileiro próprio do estado de Pernambuco, versão secular de um ritmo de candomblé). Essa convicção de Gil pela essência brasileira e por, ao mesmo tempo, a integração das culturas e o desaparecimento das fronteiras humanas, o levou a outras áreas, como a política (Ministro da Cultura durante o governo Lula) e a ecologia.

Este mês, o Max tem o prazer de apresentar este documentário cheio de música, alegria, humanidade e paixão que é Viramundo (título de um disco de Gilberto Gil gravado ao vivo em 1988). O documentário segue Gil, após deixar o cargo de Ministro, em sua turnê pela Austrália (onde se encontra com o músico Peter Garrett, do Midnight Oil), África do Sul e também pela Amazônia. Um documentário que nos leva até o pensamento e a ação deste músico lendário, preocupado com a pobreza, com a integração das raízes tradicionais das nações na cultura contemporânea, pela exaltação da música como um dos motores que contribuem para acabar com as diferenças de raças e que fomenta a igualdade entre os homens.

Viramundo, terça 10 de junho, no Max.

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