Laurence Sempre, filme do diretor mais celebrado do cinema canadense, toca no tema do amor entre um transexual e uma mulher

por max 6. março 2014 10:57

 

Laurence Sempre (Laurence Anyways, 2012) é o terceiro filme do jovem e premiado diretor canadense Xavier Dolan. Com Eu Matei a Minha Mãe (J'ai Tué Ma Mère, 2009), trabalho semi-biográfico sobre sua homossexualidade, Dolan fez sua estreia como diretor e recebeu três prêmios em Cannes e uma avassaladora quantidade de premiações e indicações em outros festivais pelo mundo. Com Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires, 2010), história de um triângulo amoroso que inclui um ângulo homossexual, também conquistou outro prêmio em Cannes e muito reconhecimento em outros festivais. Dolan virou, sem dúvida, a estrela do cinema canadense.

Com Laurence Sempre, o diretor volta a tratar dos temas que o interessam. Desta vez apresenta Laurence, um jovem romancista e professor de literatura de 30 anos, interpretado por Melvil Poupaud. Laurence é muito apaixonado pela namorada Fred, interpretada por Suzanne Clément. Mas, mesmo com este amor que já conhecemos, no dia do próprio aniversário, Laurence confessa a Fred que viveu enganado toda sua vida, escondido, sem mostrar sua essência. Laurence diz à namorada que decidiu recomeçar sua vida, desta vez como mulher. Laurence quer ser mulher, quer ser operado. Claro que Fred não recebe a notícia da melhor forma e termina o namoro.

Tudo termina assim? Não, o filme mostra dez anos de uma relação entre os personagens, que ora é feliz, ora tempestuosa, às vezes próxima, outras vezes distante. Suas idas e vindas e a sempre presente convicção do amor. Porque é assim: nesta história, ela – Laurence, a transexual – sempre está apaixonada. Por Fred, sua namorada, a ex-namorada.

Em Laurence Sempre, Dolan mais uma vez conquistou Cannes e foi premiado com a Palma Gay (Queer Palm) e com o cobiçado Un Certain Regard. Na mesma seção, Suzanne Clément também conquistou o prêmio de melhor atriz.

Laurence Sempre, este mês no Max.

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Histeria, filme sobre a invenção do vibrador, inicia o ciclo dedicado à mulher

por max 5. março 2014 12:39

 

Em março, o Max comemora o Mês da Mulher e faz homenagem à valentia, à força de vontade e à rebeldia feminina, com quatro filmes que falam sobre ela. Aqui as datas e os filmes que você poderá aproveitar:

 

Quinta dia 06: Histeria, estrelado por Maggie Gyllenhaal e Felicity Jones.

Quinta dia 13: Bem-Vindo ao Mundo, com Penélope Cruz.

Quinta dia 20: Leonie, com Emily Mortimer à frente da rebeldia.

Quinta dia 27: Elas, com a bela Juliette Binoche lançando sua voz.

 

Mas vamos falar de Histeria, um filme sobre o vibrador, ou algo assim!

 

Tudo começou com o médico britânico Joseph Granville, que diziam ser muito bom tratando a histeria, suposto transtorno comum entre as mulheres durante a época mais pacata da história, a época vitoriana. Cabe destacar que esse tratamento era uma massagem – com as mãos – nas áreas genitais da mulher, claro, tudo decentemente coberto por uma cortina que atrás aconteciam as "crises paroxísticas", que não eram mais que orgasmos, mas que para aquele momento não eram considerados como tais.

Certo dia, Granville, cansado e com câimbras nas mãos de tanto praticar "massagens pélvicas", decidiu tentar o tratamento com um dispositivo mecânico... Resultado: o tratamento foi um sucesso, comprovado pela feliz reação das pacientes. E não seria? Através desta grande ideia do médico, nasceu, sem ele saber, o vibrador.

Histeria (Hysteria, 2011), da cineasta Tanya Wexler, é uma comédia romântica onde Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Rupert Everett e Jonathan Pryce estrelam uma atrevida, interessante, educativa e como não dizer, orgástica história que não deixa de marcar claramente os padecimentos sociais das mulheres nesta determinada época histórica. Elas, as mulheres rebeldes, são representadas neste filme por Felicity Jones e Maggie Gyllenhaal, duas damas experientes, rebeldes e à frente do seu tempo que serão julgadas por suas rebeldias como mulheres vítimas, claro, da histeria.

Histeria, comemorando o Mês da Mulher, quinta, 6 de março, no Max. O que você vê quando vê o Max?

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Generation War, série alemã sobre a Segunda Guerra Mundial que bateu recordes na Europa

por max 4. março 2014 10:09

 

Entre as primeiras produções de março, o Max apresenta Generation War (2013), a minissérie alemã de seis episódios (em seu país de origem foram três) que mostra a vida de cinco alemães comuns que viveram durante a Segunda Guerra Mundial. É importante notar que a série na Alemanha é conhecida pelo título Unsere Mütter, unsere Väter, ou seja, Nossas Mães, Nossos Pais.

Em Generation War temos cinco cidadãos alemães que tentam viver em meio à avassaladora euforia do fascismo. Uma enfermeira com uma crise de consciência feroz, um digno oficial de alto escalão que acredita lutar no campo de batalha por seu país, mas que terminará sendo acusado de traição, uma cantora que a carreira é alavancada por um oficial nazista casado que buscará desfazer-se dela quando não a quiser mais, um homem com ascendência judaica que será perseguido, e um jovem sensível, amante dos livros, que demonstrará ser mais valente que qualquer soldado; eles são os protagonistas desta séria que percorre a história da Alemanha a partir de 1941 e durante todo o período da guerra. Homens e mulheres comuns que tiveram algum ideal e que tentaram em algum momento se manter com a cabeça erguida, à sua maneira de heróis, e que foram, no final da história, pisoteados por uma força maior.

Cada episódio de Generation War foi visto por pelo menos sete milhões de pessoas em suas casas e também provocou um debate interessante na Alemanha sobre a moral ou a verdade destas ficções. Ela também foi premiada na categoria de Melhor Minissérie de 2013 nos Prêmios da Televisão Alemã.

Generation War, aproveite com exclusividade, a partir de quarta, 5 de março, no Max.

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O Outro Lado da Prostituição, documentário sobre a prostituição mundial com diversos prêmios internacionais em março no Max

por max 3. março 2014 10:58

 

O diretor de O Outro Lado da Prostituição (Whores´ Glory, 2011), o austríaco Michael Glawogger, falou o seguinte sobre seu filme: "Não condeno nem defendo a prostituição. A prostituição simplesmente é. É como a guerra. A guerra é". E é assim que este documentário de olhar poético percorre a noite, seus cantos e suas armadilhas assassinas em busca das vozes de um grupo de prostitutas na Tailândia, Bangladesh e México.

Com O Outro Lado da Prostituição, Glawogger encerra uma trilogia de documentários premiados em todas as partes do mundo, que teve início com Megacities (1998), trabalho que relata a vida das pessoas que vivem precariamente em cidades como Bombaim, Nova York, Moscou ou Cidade do México, que teve sequência com Workingmen´s Death (2005), que explora a existência de pessoas que trabalham em empregos miseráveis e difíceis na Ucrânia, Indonésia, Nigéria, Paquistão e China. E com O Outro Lado da Prostituição encerra o ciclo, voltando à estrutura de mostrar seres humanos de diferentes países sob o mesmo olhar ou tema.

A viagem começa na Tailândia, especificamente em Bangkok, onde o turismo sexual acontece abertamente e onde entramos em uma espécie de bordel-aquário, em que as garotas estão sentadas atrás de uma vitrine e os clientes, do outro lado, as escolhem. De lá vamos para Bangladesh, onde conhecemos uma mulher, casada e com filhos, muito pobre que se prostitui por poucas moedas, e o marido sabe. No México entramos em áreas violentas e dominadas pelo tráfico de drogas, onde as mulheres exercem seu ofício guiadas por uma carga religiosa muito católica.

Testemunhos pesados, comoventes, inusitados, às vezes divertidos, uma exploração completa do universo da prostituição mundial de baixo nível, que deu a este documentário o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza em 2011 e os prêmios de Melhor Documentário e de Melhor Fotografia na cerimônia da Academia Austríaca em 2012.

O Outro Lado da Prostituição, terça, 4 de março, no Max.

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Escuridão, filme de Agnieszka Holland que encerra o ciclo Na Mira do Oscar

por max 1. março 2014 03:18

 

Escuridão (In Darkness, 2012) é um filme da diretora polonesa Agnieszka Holland, cujo trabalho sempre aborda fortes temas sociais. Filmes como Filhos da Guerra (1990), Olivier, Olivier (1992), O Jardim Secreto (1993) e Complô Contra a Liberdade (1998) a levaram a terrenos internacionais e a transformaram em uma das cineastas mais importantes da Polônia. De fato, com Filhos da Guerra recebeu sua primeira indicação ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro. E Escuridão foi sua segunda indicação na mesma categoria no ano de 2012. No Max não só teremos a honra de ver Holland dentro do ciclo Na Mira do Oscar, como também –neste mês e no próximo – em Burning Bush, a minissérie produzida pela HBO Europa.

Em Escuridão, seu mais recente longa-metragem, a diretora pegou um fato da vida real, cuja história é baseada no livro In the Sewers of Lvov (1990), de Robert Marshall (fato que é confirmado como verídico pelas memórias de Krystyna Chiger, em The Girl in the Green Sweater: A Life in Holocaust's Shadow, de 2008). O filme recria os dilemas de Leopold Socha (Robert Wieckiewicz, que ganharia a Águia de Melhor Ator nos prêmios da Academia Polonesa de Cinema), residente de Lvov, a terceira comunidade judaica mais importante da Polônia nos tempos anteriores à Segunda Guerra Mundial, e de um grupo de judeus que ficou sob sua proteção. Socha era funcionário público e trabalhava no esgoto da cidade. Em 1941, a cidade se transformou em um gueto, e logo os judeus começaram a ser eliminados e levados a campos de concentração, mas Socha começou a resgatá-los e escondê-los, claro, nos esgotos. O drama das famílias ali escondidas, o medo constante de serem descobertas, a possibilidade de que a qualquer momento Socha poderá traí-las, está tudo no filme. E a tudo isso se soma a escuridão dos esgotos, o mau cheiro sufocante, os ratos, as dificuldades para comer, as relações muito próximas e tensas entre eles, e até mesmo uma gravidez.

Com conhecimento supremo de seu ofício, Holland sabe criar a tensão própria do cinema de entretenimento e, ao mesmo tempo, apresentar um drama profundo e doloroso, mas esperançoso.

Escuridão, indicado ao Oscar como Melhor Filme Estrangeiro em 2012, fechará o ciclo Na Mira do Oscar, sábado, 1 de março, no Max.

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À Procura De Sugar Man, documentário ganhador do Oscar em 2013, no ciclo Na Mira do Oscar

por max 28. fevereiro 2014 05:48

 

À Procura de Sugar Man (Searching For Sugar Man, 2012), dirigido pelos sul-africanos Malik Bendjelloul e Simon Chinn, ganhou, merecidamente, o Oscar de Melhor Documentário em 2013. Estamos diante de uma história incrível, focada em um músico folk esquecido, de sobrenome Rodriguez, que gravou, no início dos anos setenta, dois álbuns com temas de protesto, de forte carga social, que venderam nos Estados Unidos pouquíssimos exemplares, apesar das boas críticas. Diante desse fracasso, Rodriguez acabou no esquecimento, de volta à sua Detroit natal (cidade industrial que, como já sabemos, é quase fantasma), onde, dizem, que se dedicou a trabalhar como pedreiro. Enquanto isso, do outro lado do mar, no Sul da África, na Nova Zelândia, na Austrália, sua música cresceu, se multiplicou, fez milagres. Em Johannesburgo, por exemplo, foi a trilha sonora pela liberdade, contra o apartheid. Rodriguez soube disso muitos anos depois, pois a gravadora, aparentemente, vendeu todos os seus discos sem avisá-lo, e também os direitos da obra na África do Sul.

O documentário, que começa com o melhor estilo de uma investigação jornalística ao redor do homem misterioso que é Rodriguez (Onde está? Morreu? Se matou?), vai sendo montando com base em testemunhos de especialista e de fãs sul-africanos, com imagens e registros do próprio artista, que recebe os maiores elogios de quem o comparou até mesmo a Bob Dylan. Deste trabalho jornalístico que nos leva a procurar um homem lendário, suas origens, seu fracasso e seu esquecimento, vamos até a luz e a exaltação daquele que terminou cfazendo apresentações em lugares onde é uma verdadeira lenda. Tudo isso dentro de um estilo narrativo cheio de tensão e de momentos iluminados.

À Procura de Sugar Man, documentário ganhador do Oscar, sexta, 28 de fevereiro, dentro do ciclo Na Mira do Oscar.

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Cinco Câmeras Quebradas, documentário indicado aos prêmios da Academia no ciclo Na Mira do Oscar

por max 27. fevereiro 2014 07:46

 

Em 2005, o Estado de Israel começou a construção de uma barreira conhecida como A barreira Israelense da Cisjordânia, nas fronteiras com a Palestina. É, portanto, uma barreira de segurança que ainda está em construção e que tem, neste momento, 700 quilômetros. Noventa por cento dessa barreira é constituída por uma cerca e por postos de seguranças do exército de Israel. Algumas partes têm um grande muro de concreto e, outras, fossos de até quatro metros de profundidade. Trata-se, sem dúvida, de um projeto muito polêmico que gerou críticas e protestos. No entanto, o governo de Israel argumenta que levantou essa barreira com a finalidade de evitar ataques do lado palestino, inclusive, do tipo suicida.

Lá, a uma curta distância do muro, dos dois lados vivem pessoas. Na área palestina, em uma pequena vila, vive Emad Burnat que, desde 2005, vem registrando a vida que acontece ao redor do muro. Com este material muito valioso realizou Cinco Câmeras Quebradas (5 Broken Cameras, 2011), um documentário que surgiu da união de um cineasta israelense, Guy Davidi, com Emad Burnat.

Tudo começou em 2005, quando Emad levou uma câmera à sua aldeia, Bilin, para registrar o nascimento de seu último filho. Desde então, a função da câmera mudou. E também a vida de Emad. Claro, dizer "a câmera" é uma maneira de generalizar, porque na realidade Emad tem cinco, cinco câmeras que foram quebradas, despedaçadas pelas autoridades.

Através dessas câmeras, Emad registrou momentos como o dia em que arrancaram as oliveiras da aldeia, a progressiva aproximação do muro que cada vez mais busca diminuir seu território e sua vida, a morte de um amigo, a prisão de seus irmãos e sua própria prisão, os protestos da população, as marchas pacíficas...

Um total de 700 horas de gravação se encontram nesse maravilhoso trabalho dirigido por Burnat e Davidi, uma obra que não toma partido de nenhum movimento religioso ou político, muito menos nos mostra a visão de um correspondente de guerra que vem com ideias pré-concebidas dos edifícios do primeiro mundo. Estamos diante de um documentário do dia a dia, dos homens, da marcha a pé, do olhar atento, do olhar próprio que registra e se transforma em voz.

Cinco Câmeras Quebradas foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário em 2013, e você poderá assistir quinta, 27 de fevereiro, dentro do ciclo Na Mira do Oscar, no Max. O que você vê quando vê o Max?

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O Artista, filme ganhador de quatro prêmios da Academia no ciclo Na Mira do Oscar

por max 25. fevereiro 2014 06:31

 

Em 2011, o Oscar se apaixonou por Michel Hazanavicius e por seu filme, O Artista (The Artist), estrelado por Jean Dujardin. A paixão foi tão grande que toda a cerimônia do Oscar foi repleta de referências ao cinema mudo e sua época. Não é de se estranhar que O Artista finalmente ganhou quatro prêmios da Academia: Oscar de melhor figurino; de melhor ator para Jean Dujardin; de melhor diretor, claro, para Michel Hazanavicius; e de melhor filme.

Michel Hazanavicius é um respeitado diretor francês (de pais lituanos), que fez comédias de espionagem estreladas por Jean Dujardin, como o divertido e sofisticado agente secreto OSS 117. Estes filmes são, sem dúvida, uma paródia dos típicos filmes de James Bond; desta forma, Hazanavicius e Dujardim sempre estiveram unidos pelo riso, desde o início.

Com O Artista, Hazanavicus se volta para a nostalgia do cinema mudo que, em muitas ocasiões, está cheio de comédia que ele realiza tão bem. Nesta história situada em 1927, conhecemos George Valentin (Jean Dujardin), astro das ribaltas silenciosas, de uma época glamourosa. George Valentin fascina e seduz, mas logo veremos que o personagem, com a aparição do cinema falado, torna-se teimoso, se negando a desaparecer do mapa, até que inevitavelmente isso acontece. Para sua desgraça, nesse processo de mudança, aparece em sua vida uma garota simples, Peppy Miller (Bérénice Bejo), que depois de um tempo será uma das maiores divas do novo cinema falado. Ela, sem ele saber, o ama na fama e também na ruína... Casualmente, em silêncio. Ele vai virar um sujeito amargo, ela, nos bastidores, o amará e, em certo momento, suas vidas voltarão a se encontrar.

O Artista encanta pelo preto e branco, pelo romance, por esses jogos entre o mudo e o sonoro que cria momentos realmente maravilhosos, comoventes e muito criativos, e claro, pela atuação de Jean Dujardin, que faz uma breve aparição como o banqueiro suíço Jean Jacques Saurel em O Lobo de Wall Street de Martin Scorsese, filme, como já sabemos, indicado a cinco Oscars na próxima cerimônia da Academia. Há rumores que Dujardin também fará Carlos Gardel em um filme de nome Gardel dirigido por Armand Mastroianni, que supostamente vai estrear em 2015. De qualquer forma, temos que esperar confirmação.

O Artista, um drama e também uma bela comédia onde a nostalgia é um grande sorriso, terça, 25 de fevereiro, dentro do ciclo Na Mira do Oscar, no Max.

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A Separação, poderoso filme iraniano ganhador do Oscar, no ciclo Na Mira do Oscar

por max 24. fevereiro 2014 10:34

 

Em A Separação (Jodaeiye Nader az Simin, 2011), do cineasta iraniano Asghar Farhadi, vemos um casal de origem da pequena burguesia que entra em conflito. Ela, Simin (Leila Hatami), não quer continuar vivendo em seu país, deseja para sua filha um mundo melhor, mais moderno. Ele, Nader (Peyman Moadi), tem um pai idoso e com Alzheimer; acredita que não podem ir. O casal decide pedir ajuda a uma espécie de juiz de paz que parece ter muito mais poder que os que conhecemos no ocidente. O juiz diz que não há razões suficientes para partir. Simin, com raiva, abandona o marido e a filha. É aí que aparece Razieh (Sareh Bayat), uma mulher muito religiosa de classe baixa. Razieh está grávida e trabalha sem o consentimento do marido. Nader, solitário e chefe de família, a contrata para cuidar de seu pai. Um dia, o velho foge e Razieh terá que ir atrás dele, fugindo da multidão, nervosa. Ao encontrá-lo, ela o amarra na cama; até que Nader chega. Razieh é demitida, mas depois volta exigindo o pagamento pelo trabalho realizado. Nader se nega a pagar e, na discussão, ela cai da escada. Ela sofre um aborto e culpa Nader, diz que ele a empurrou. E então começa um processo legal e não tão legal que tem a ver com a culpa do aborto. Quem é o culpado? Seria Nader em sua fúria ao demiti-la, o marido violento ou alguma outra coisa que não sabemos? É possível negociar? O que vale mais, a crença religiosa, a verdade ou o dinheiro?

Sob a batuta de uma direção firme e que não busca efeitos e nem sentimentalismos baratos, A Separação apresenta um interessante ponto de vista sobre a cultura iraniana, sobre a religião, a tradição familiar, a moral e a modernidade se misturando sobre as vidas das pessoas deste país, gerando, muitas vezes, conflitos complexos que parecem não ter nenhum sentido, mas que atormentam a alma de quem os sofrem. Em outras partes, em outros países, sem dúvida, pessoas vivem vidas que não imaginamos.

A Separação, ganhador de três Ursos de Ouro em Berlim, um Globo de Ouro e, claro, o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, em 2012.

Aproveite este poderoso filme, segunda, 24 de fevereiro, dentro do ciclo que faz uma prévia aos prêmios da Academia, Na Mira do Oscar, no Max.

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Tão Forte e Tão Perto, drama de Stephen Daldry, dentro do ciclo Na Mira do Oscar

por max 22. fevereiro 2014 03:32

 

Tom Hanks, Sandra Bullock, Max von Sydow, Viola Davis, Jeffrey Wright e John Goodman, todos eles acompanham o pequeNo Thomas Horn em Tão Forte e Tão Perto (Extremely Loud And Incredibly Close, 2011), filme dramático e poderoso dirigido por Stephen Daldry, que fará você estremecer e derramar lágrimas. Daldry é um famoso diretor britânico muito talentoso, autor de filmes importantes como Billy Elliot (que deu a indicação ao Oscar para Daldry como melhor diretor), As Horas (The Hours – que fez Nicole Kidman ganhar o Oscar de Melhor Atriz e Daldry o Globo de Ouro como Melhor Filme Dramático) e O Leitor (The Reader – que fez Kate Winslet ganhar o Oscar de Melhor Atriz).

Neste filme, Daldry se baseia no romance homônimo de Jonathan Safran Foer, um jovem romancista de origem judaica, que teve sucesso imediato com a publicação de seu primeiro livro, Uma Vida Iluminada (2002), a história de um garoto que viaja dos Estados Unidos para a Ucrânia atrás dos passos da mulher que salvou a vida de seu avô na Segunda Guerra Mundial. O romance foi levado ao cinema em 2005 pelo ator e diretor Liev Schreiber. Em 2011, Safran Foer viu mais uma de suas obras na grande tela, o filme em questão.

Tão Forte e Tão Perto apresenta a história de um garoto que sai em busca de algo, neste caso de um segredo: seu pai morreu no atentado de 11 de setembro no World Trade Center, em Nova York, e este garoto chamado Oskar encontra, tempos depois, uma chave em um envelope escrito "Black". Aos nove anos, Oskar é um menino muito especial –provavelmente tem a síndrome de Asperger-, é muito sensível a ruídos, ao mundo externo em geral. Contudo, decide sair às ruas e decifrar o mistério da chave e da palavra. Mas antes de sair ele faz um plano: começa a marcar regiões em um mapa da cidade e nesses lugares indica todas as pessoas de sobrenome Black. Em certo momento, a sua aventura o unirá a seu avô, interpretado pelo maravilhoso Max von Sydow. Enquanto que em casa, conheceremos os silêncios e as angústias (e outras coisas) da mãe de Oskar, interpretada por Sandra Bullock (a esta altura, imagino que devem supor quem interpreta o pai morto). Em seu caminho, Oskar vai conhecendo personagens muito particulares, que vão mostrando aos espectadores uma ampla gama da beleza, a tristeza e a ternura do gênero humano.

Este maravilhoso filme, também dirigido por Daldry, conta com a produção de Scott Rudin, que também produziu a versão americana de Millennium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo), O Homem Que Mudou o Jogo (Moneyball) e A Rede Social (The Social Network). Uma equipe tão eficaz deu à produção a indicação ao Oscar de Melhor Filme (como sabemos, é indicado o produtor, ou seja, Scott Rudin), e de Melhor Ator Coadjuvante para Max von Sydow.

Tão Forte e Tão Perto, dentro do ciclo Na Mira do Oscar, quarta, 26 de fevereiro, no Max.

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