Gomorra, a série que expõe a máfia de Camorra

por max 31. outubro 2014 10:47

 

Já faz um tempo que tivemos o prazer de ver um filme chamado Gomorra, dirigido por Matteo Garrone. E agora o Max nos traz uma nova mania, a série, e claro, também é inspirada no livro (não me atrevo a chamá-lo de romance, pois é um livro de investigação) de Roberto Saviano, que, como muitos sabem, foi ameaçado de morte por ter publicado estas histórias.

A série Gomorra (2014), assim como o filme e o livro, fala sobre o negócio da máfia ao norte de Nápoles. Essa máfia é conhecida como "Camorra", e não é uma máfia qualquer, pois se caracteriza, sobretudo, por ser muito violenta. A história, sob a batuta do cineasta Stefano Sollima, foca na família Savastano e em sua luta contra o clã dos Conte. O espectador recebe um mundo de predadores que se movem entre áreas marginais, drogas, intrigas, traições e vinganças, onde a idade de quem comete o crime é o de menos, pois ali todos, adultos, jovens e crianças pertencem ao mesmo buraco escuro. Ninguém, absolutamente ninguém, nesta série, é inocente.

Gomorra, com 12 episódios para você aproveitar, estreia nesta quarta 5 de novembro, com os episódios 01 e 02.

E tudo isto, claro, está no Max.

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Mão na Mão, uma magnífica comédia romântica francesa sobre duas pessoas… inseparáveis

por max 30. outubro 2014 12:20

 

Em Mão na Mão (Main Dans La Main, 2012) conhecemos Joachim Fox (Jérémie Elkaïm), um jovem artesão que vive em uma província e que um dia viaja a Paris para medir uns espelhos no Teatro de Ópera Garnier. Lá ele conhece Hélène Marchal (Valérie Lemercier), uma sofisticada professora de dança que vive com todas as comodidades do mundo.


Nesse encontro entre Hélène e Joachim, duas pessoas totalmente opostas, ocorre algo muito estranho. Eles se beijam e, de repente, já não podem mais ficar um sem o outro. Literalmente, porque por alguma razão sobrenatural, ambos começam a imitar seus movimentos e descobrem, também, que não podem se separar, de modo que são forçados a viver sob o mesmo teto.


Claro, o que acontece a partir daí, vai entre a comédia e o romance, o que resulta em um maravilhoso filme dirigido pela atriz e diretora Velérie Donzelli, que tivemos o prazer de ver atuando e dirigindo A Guerra Está Declarada (2011). Desta vez, a cineasta nos apresenta um filme rápido, divertido e ao mesmo tempo com uma bela metáfora sobre o amor. Imperdível, sem dúvida.


Mão na Mão, domingo 2 de novembro, no Max.

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7 Caixas, um thriller policial paraguaio com grande sucesso em festivais de primeira categoria

por max 23. outubro 2014 08:04

 

Víctor (Celso Franco) é um desses garotos que empurram carrinho de compras de mercado até o carro do comprador. É simples assim. Mas Víctor é um sonhador, e às vezes se esquece de seu trabalho. E por andar passeando pelas nuvens, ele perderá alguns clientes e isto o levará a aceitar um trabalho um pouco suspeito, mas, aparentemente, muito simples: levar sete caixas de um determinado lugar a outro cerca de oito quarteirões de distância. É simples assim. O problema é que Víctor não sabe o que tem nas caixas, e nós, os espectadores, também não. Essa pequena viagem, essa pequena aventura, começará a ter um resultado problemático, como todo percurso narrado, como todas as viagens que despertam interesse. Víctor perderá uma caixa, perderá também o celular que usa para se comunicar com quem o contratou, e encontrará uma série de dificuldades no caminho, que o farão pensar que o conteúdo da caixa não é algo tão inocente. Um thriller policial, de baixo orçamento, a vizinhança contrastada com a tenacidade, com a inocência e o vigor da juventude. Também, vale dizer, tem um toque de humor muito simpático.

7 Caixas (7 Cajas, 2012), dirigido por Juan Carlos Maneglia e Tana Schémbori, recebeu no Festival de San Sebastián o prêmio de Cine em Construção. E também foi indicado ao Prêmio Goya na categoria de Melhor Filme Estrangeiro. Além de ser o filme com maior bilheteria do Paraguai, pois o filme é paraguaio.

7 Caixas, domingo 26 de outubro, no Max.

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Maratona The Knick, um grande presente do Max!

por max 23. outubro 2014 08:03

 

 

E já chegamos ao final da série que tem causado furor. Uma série de primeira qualidade, de recriação histórica inquestionável, atuações de primeira categoria e voltas dramáticas surpreendentes. Estamos falando, claro, de The Knick, magnífica produção dirigida por Steven Soderbergh e protagonizada por Clive Owen, que tem demonstrado, com clareza, porque se encontra à frente do elenco. Durante todo esse tempo temos vivido a tensão do racismo, a angústia das drogas unida ao exercício da medicina, o amor, a baixeza, os jogos de interesses, a busca da verdade médica que se parece, ao mesmo tempo, a busca de um sentido humano, de um sentido do ser.

Este sábado 25 de outubro, o Max apresenta uma maratona de The Knick, um presente especial para todos aqueles que têm acompanhado a série desde o início, para todos aqueles que não puderam sair da frente da TV, para todos aqueles que não querem falar mais do que a história, e durante a noite, antes de dormir, ficaram pensando o que iria acontecer no episódio seguinte. Para eles, para todos vocês, a maratona de The Knick, que vai do episódio 6 ao final (o 10), será sábado 25 de outubro, no Max.

 

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Thérèse D, um maravilhoso drama sobre a condição da mulher, dirigido por Claude Miller e estrelado por Audrey Tautou

por max 17. outubro 2014 06:54

 

No Max, teremos a honra de aproveitar o último filme do falecido diretor francês, Claude Miller.

O ganhador do Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes 1998 por Viagem de Férias, apresenta a história de Thérèse D (Thérèse Desqueyroux, 2011). Audrey Tautou vive a protagonista, uma dama da década de 1920, casada por conveniência com um homem pertencente à uma família rica da província. Ele é Bernard Desqueyroux (Gilles Lellouche), lhe dá pouca atenção e prefere passar os dias caçando na floresta. Thérèse é uma mulher jovem que, apesar de se resignar, de acordo com os mandamentos da época, está sempre à procura de algo a mais. É inquieta, precisa ver o mundo, precisa crescer como ser humano. Logo se vê diante de uma oportunidade delicada: o marido está fazendo um tratamento com remédios, que tem o arsênico como um dos componentes. A responsável pelos cuidados, Thérèse vê uma saída: aumentar as doses de arsênico e envenenar o marido. No entanto, pode ser descoberta, e então começa um conflito, onde entram a simulação, a moral, o aspecto social, que também não apenas envolverá o marido e sua família, como também a família da própria Thérèse que, diante de tal situação, acaba inclusive desprezando-a. Aonde isso vai chegar? Vamos ver.

Thérèse D, domingo 19 de outubro, no Max.

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Chegará Um Dia, uma viagem ao interior da mulher, dirigida pelo premiado Giorgio Diritti

por max 16. outubro 2014 06:50

 

Chegará Um Dia (Un Giorno Devi Andare, 2013) é o terceiro longa de Giorgio Diritti (O Vento Faz Sua Curva (Il Vento Fa Il Suo Giro) e L'uomo Che Verrà), diretor que tem alcançado muito sucesso nos últimos tempos. Diritti apresenta neste terceiro trabalho a viagem de uma mulher, Augusta (Anne Alvaro), que se inicia, como toda grande viagem, em uma crise. Ela acaba de perder um filho e, além disso, foi abandonada pelo marido. Assim, tomada pela dor e sob a perspectiva de sua visão de caridade cristã, Augusta decide seguir o caminho de uma conhecida que é religiosa. Ela vai para a Amazônia e lá vai descobrir que o mundo é tão complexo que nem suas crenças religiosas são suficientes. Augusta vai se encontrar com um paralelo da sua vida, em um distante povoado que tem uma comunidade de mulheres religiosas e meninas que devem enfrentar a dureza do mundo, pois os homens são eximidos de toda responsabilidade. Naquele lugar mergulhado no subdesenvolvimento, Augusta encontrará terríveis injustiças da civilização, o tráfico de crianças para roubos de órgãos, discursos populistas de políticos que constroem estruturas de concreto com a suposta finalidade de melhorar as condições de vida dos habitantes. Como em outros filmes de Diritti, este explora a relação entra a pessoa e a comunidade, entre a civilização e a pureza do espírito. Um filme duro, difícil e magnificamente fotografado e bem interpretado.

Chegará Um Dia, sábado 18 de outubro, no Max?

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Preenchendo o Vazio, um drama profundo sobre o casamento na comunidade judaica ortodoxa

por max 9. outubro 2014 06:39

 

Preenchendo o Vazio (Lemale Et He'halal, 2012) é a história de Shira (Hadas Yaron), uma jovem de 18 anos, filha mais nova de uma família de judeus ortodoxos de Tel Aviv. Shira está feliz, tem um noivo jovem e estão prestes a casar. Mas a vida desta jovem feliz será transformada pelo destino. No dia da festa de Purim, sua irmã mais velha, Esther (Renana Raz), morrerá ao dar a luz ao seu primeiro filho. Claro, a dor será grande, mas, obviamente, transitória. Quando passar o luto, ela poderá se casar. Porém as coisas se tornarão mais complicadas ainda. Yochai (Yiftach Klein), o esposo viúvo, receberá uma proposta de casamento na Bélgica (lembrando que esta é uma cultura de casamentos arranjados) e, diante da possibilidade de que pai e filho possam partir, a mãe de Shira (ou seja, a avó da criança), entrará em crise e fará uma proposta muito inteligente, que Shira se case com o viúvo, ou seja, com seu ex-cunhado, ou cunhado, como acharem melhor. Shira, claro, entrará em conflito, mas seu olhar pela tradição religiosa contra a qual não faz nenhuma rebelião, também lhe fará entender a situação. Para ela, para seus familiares e para seu âmbito cultural, o papel de mãe é mais importante que o de esposa, e também que o papel de mulher. Este não é um filme que critica esta determinada maneira de entender o mundo. Sua diretora, Rama Burshtein, é ortodoxa, e tem um claro olhar sobre o que ocorre nesse universo tão fechado e, portanto, trabalha na tentativa de compreender, de mostrar, de elevar o pensamento até a visão de mundo deste grupo de pessoas e de cada um deles. Um drama sobre pessoas que poucos têm a oportunidade de conhecer.

Preenchendo o Vazio recebeu 13 prêmios da Academia de Cinema de Israel, entre eles o de Melhor Filme e Melhor Diretora. Além de ter recebido excelentes críticas no circuito dos festivais.

Preenchendo o Vazio, sábado 11 de outubro, no Max.

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O Nosso Segredo, um romance dos últimos anos do escritor Charles Dickens estrelado e dirigido por Ralph Fiennes

por max 3. outubro 2014 08:05

 

O magnífico ator Ralph Fiennes, duas vezes indicado ao Oscar por A Lista de Schindler (Schindler's List, 1993) e O Paciente Inglês (The English Patient,1996), dirige O Nosso Segredo (The Invisible Woman, 2013), um filme baseado no romance de Claire Romalin sobre o escritor Charles Dickens. Trata-se de seu segundo filme como diretor, o primeiro foi a adaptação da obra de Shakespeare, Coriolano (Coriolanus) em 2011.

O elenco, devo dizer, é de primeira: Felicity Jones, Tom Burke, Kristin Scott Thomas, Tom Hollander e o próprio Ralph Fiennes. Eles dividem espaço e intensas paixões neste drama de época em que duas jovens atrizes de origem humilde acabam conhecendo o grande autor realista Charles Dickens, que já é um homem mais velho, mas que logo se apaixona por uma das duas irmãs. Ela é Nelly Ternan (Felicity Jones), personagem que existiu na realidade e que escreveu uma biografia onde conta seu amor secreto com Dickens. De fato, o romance de Tomali é baseado nesta biografia.

Claro, para entender o drama dos personagens temos que considerar a época. Estamos na Inglaterra do século XIX, em uma sociedade muito fechada, extremamente moralista, cheia de preconceitos e tabus. Uma sociedade muito vigilante e condenadora. De modo que o romance desta jovem de origem humilde, mas muito bonita, com o maduro Dickens, uma figura pública e homem casado com filhos, será levado de tal maneira que a garota se tornará, ao longo dos anos, uma mulher totalmente invisível, o que é, sem dúvida, um profundo drama humano e amoroso. O filme gira em torno deste conflito, mas também da sedutora figura de menino grande de Dickens (interpretado, claro, por Fiennes) e da excelente atuação e da beleza de Nelly Ternan, ou melhor, de Felicity Jones.

O Nosso Segredo, domingo 5 de outubro, no Max?

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Uma Noite, o drama cubano e a fuga pelo mar neste premiado filme de Lucy Mulloy

por max 3. outubro 2014 08:04

 

Uma Noite (Una Noche, 2012) é um filme que mostra a profundidade da alma cubana. Não é um filme propriamente político, mas apresenta seus personagens a fundo. De fato, seu forte está na atuação, na interação dos atores.

Este filme da nova-iorquina Lucy Mulloy, conta uma história de Havana, onde Raúl (Dariel Arrechaga) sonha em fugir para Miami e um dia, impulsionado por uma acusação de roubo, terá que assumir essa decisão em companhia de seu amigo Elio (Javier Núñez Florián). Mas para Elio isso não é tão simples, pois considera sua irmã gêmea Lila (Anailín de la Rúa de la Torre), com quem tem um forte laço de fidelidade familiar. E também porque conseguir tudo o que é necessário para partir não é algo fácil de resolver em um simples abrir e fechar de olhos. A busca por utensílios traz certos perigos.

A homossexualidade, a AIDS, o estado da saúde pública, o machismo, o bruto ou primitivo sistema de permuta como base econômica são os temas abordados durante a primeira parte do filme. Uma Noite, nesse sentido, pode considerar dois grandes momentos. O primeiro retrata a dura vida em Cuba, e o segundo mergulha nas imagens da perigosa viagem pelo mar. Porque, entre uma coisa e a outra, uma noite, tal como se chama o filme, os personagens (não digo quais nem quantos) enfrentarão o maior desafio de suas vidas ao se lançarem pela faixa de água que separa os personagens da liberdade.

Mulloy passou vários meses vivendo em Cuba para escrever o roteiro deste filme. Em abril de 2010, foi premiada como Promessa Criativa Emergente no Tribeca Film Festival por este projeto. Além disso, como prêmio, a produção do filme esteve sob o patrocínio do diretor Spike Lee. E em festivais internacionais foi recebido com muito sucesso; em Berlim, por exemplo, ganhou como Melhor Filme em 2012.

Uma Noite, sábado 4 de outubro, no Max.

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