Dia de Desconto, filme dramático cheio de tensão dirigido por Bernard Rose

por max 26. setembro 2014 12:59

 

O multifacetado Bernard Rose dirigiu filme de terror (O Mistério de Candyman, Candyman, 1992); um biográfico sobre um famoso traficante sempre sorridente (Mr. Nice, 2010); outro também biográfico que recria Beethoven, Minha Amada Imortal (Inmortal Beloved, 1994). Em Ivans XTC (Ivansxtc, 2000), ele revisita e situa na Hollywood de nossos tempos o clássico "A Morte de Iván Ilich" , de Leon Tolstói. Rose adora Tolstói, e já fez quatro adaptações. Inspirado no conto "O Amo e O Criado", ele dirigiu Dia de Desconto (Boxing Day, 2012), que tem a ver com o dia seguinte ao Natal, o 26 de dezembro. Nessa data se comemora na Inglaterra o Boxing Day do título original, uma espécie de dia da caridade para com os pobres.

Algo disso está no filme – do Natal e da caridade, pois se trata da história de Basil (Danny Huston), um homem de negócios que se vendo com problemas financeiros, decide, no dia seguinte da noite de Natal, sair e comprar umas casas em promoção, antes que seus concorrentes adquiram. Para chegar ao seu destino, ele vai contratar o motorista Nick (Matthew Jacobs), que é mal-humorado e agressivo. Por causa da neve e da nevasca, surgem alguns obstáculos no caminho e aí começarão os problemas entre Basil e Nick. Os dois personagens não são fáceis: orgulhosos, desprezam um ao outro e se julgam a partir de seus mundos, consideram que o outro é um imbecil, que tem uma vida idiota. Isto, claro, vai ficando cada vez mais evidente e mais tenso, chegando a níveis impossíveis diante da situação de angústia que os donos das casas em leilão vivem por não poder pagá-las. Nessa espécie de despertar a realidade dos personagens se vê refletida a ideia da caridade que é própria do Dia do Desconto (Boxing Day). Trata-se, sem dúvida, de um maravilhoso filme dramático com muito conteúdo humano e que também tem uma forte marca de tensão quase até a borda do suspense.

Dia de Desconto estreia domingo 28 de setembro, no Max.

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O Que Os Homens Falam, o amor e seus avatares em forma de comédia espanhola

por max 19. setembro 2014 14:05

 

Oito pessoas do nosso tempo, oito pessoas e suas vidas amorosas. O Que Os Homens Falam (Una Pistola en Cada Mano, 2012), não tem nada a ver com assaltantes, já que o título original fala de "pistola", e sim com o amor e como esse amor nos rouba (com arma ou não) e nos desequilibra, nos perturba a vida. Com um elenco de primeira, o diretor catalão Cesc Gay apresenta uma comédia que mergulha nas profundezas das relações de casais de hoje em dia.

Nesse elenco de primeira, temos o argentino dos argentinos, Ricardo Darín; o bem ponderado e cheio de expressões, Luis Tosar; o sempre lembrado pelo filme Morte ao Vivo (Tesis), Eduardo Noriega; o sempre barbudo, Jordi Mollà; o também argentino Leonardo Sbaraglia; o premiado ator espanhol Eduard Fernández; a atriz Candela Peña, a atriz Leonor Watling... Um elenco que funciona muito bem e que joga e diverte-se nestas histórias que incluem um homem que toma ansiolíticos para adormecer a consciência dos chifres que sua esposa lhe coloca; um outro que está mergulhado na depressão, mesmo tendo tudo; e um que é feliz, mesmo não tendo nada; aquele que quer voltar com sua mulher depois de dois anos de separação e que acaba descobrindo que ela está esperando um filho, que não é dele; duas mulheres que trocam seus maridos; e um tipo muito normal que chama sua amante pelo nome de seu cachorro... talvez para não dizer o nome dela na frente de sua esposa.

Uma comédia espanhola das boas, daquelas que mostram o mundo tal como é e nos faz rir de nós mesmos. O Que Os Homens Falam deu o Prêmio Goya de Melhor Atriz a Candela Peña e ganhou vários Prêmios Gaudí, entre eles o de Melhor Filme em Língua Catalã e o de Melhor Ator a Eduard Fernández. Vamos assistir!

O Que Os Homens Falam, domingo 21 de setembro, no Max.

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Cores do Destino, dirigido por Shane Carruth, terceira obra do ciclo do cinema independente americano

por max 16. setembro 2014 13:39

 

Cores do Destino (Upstream Color, 2013) de Shane Carruth, é uma espécie de thriller que não é thriller, de ficção científica que não é ficção científica e de drama romântico que não é romântico... É, no fim das contas, um desses filmes fabulosos que não têm classificação e que tampouco precisam.

Shane Carruth é formado em engenharia, mas sempre quis fazer cinema. Em 2004, juntou sete mil dólares e produziu seu primeiro filme, Primer (clique aqui para ver o trailer), também uma ficção científica sem grandes efeitos especiais, mas com uma história fascinante sobre uma máquina do tempo que é utilizada com finalidades mais que egoístas. Primer foi apresentado no festival de Sundance e de imediato se transformou na sensação do momento, o que o fez ganhar o Grande Prêmio do Júri como Melhor Filme. Nove anos depois, Carruth lançou seu segundo filme. Um filme que continua sua busca dentro da ficção científica minimalista cheia de imagens poéticas e marcantes.

A história? Pois bem, Kris (Amy Seimetz) é sequestrada e hipnotizada – ou drogada – por um personagem que a faz realizar atividades absurdas (como beber água acreditando que é um líquido delicioso, ou fazê-la transcrever o romance Walden de Henry David Thoreau). Em certo momento, ela descobrirá que o que a domina são vermes que ela está ingerindo. Depois acordará abruptamente em outro lugar. Mas já será muito tarde: Kris já perdeu todo seu dinheiro e seu emprego. Mais tarde será atraída a uma fazenda onde um personagem identificado como The Sampler (Andrew Sensenig) vai tirar seu sangue e injetá-lo em porcos. Ela voltará a despertar em outro lugar e não vai se lembrar de nada. Um ano depois, se encontrará com Jeff (o próprio Carruth), que parece ter sofrido algo parecido com o que ela sofreu. Juntos eles tentarão preencher as lacunas vazias de suas memórias, o que é igual e ir descobrindo a eles mesmos e até os perigos que podem ser.

Sem dúvida, trata-se de uma obra cinematográfica que Carruth escreveu, dirigiu, atuou, fotografou, sonorizou, comercializou e distribuiu, e que, no final, recebeu uma boa quantidade de indicações em diversos festivais, assim como o Prêmio Cidadão Kane a Carruth como Diretor Revelação em Sitges (festival de cinema fantástico) e o Prêmio Especial do Júri em Sundance pelo desenho de som.

Cores do Destino, quinta 18 de setembro, dentro do ciclo de cinema independente americano, no Max.

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O Capital, um drama explosivo dirigido por Costa-Gavras sobre a ganância das leis do mercado

por max 12. setembro 2014 11:05

 

O Capital (Le Capital, 2012) de Costa-Gavras, um diretor muito conhecido e premiado, é um drama de montanha-russa baseado no romance homônimo de Stéphane Osmont, que apresenta a história da ascensão para os templos da ganância global de Marc Tourneuil (Gad Elmaleh), um executivo predador, um sociopata do dinheiro.

Trata-se de um filme que fala do prazer pela especulação, pelo acúmulo, pelo desafio de ter cada vez mais e mais dinheiro, em um espiral imparável em que os meios para conseguir o capital se transformam na única finalidade. Acumular por acumular, deixar de lado a ética, ser amoral, imoral, supostamente imortal, ser uma máquina de afastar pessoas, empresas, dignidades e com a única finalidade de conseguir dinheiro. O próprio diretor disse: "Somos escravos do capital". Uma visão que aponta, dispara e bombardeia os extremos da globalização e do valor de mercado.

O filme também inclui o talentoso Gabriel Byrne.

O Capital, domingo 14 de setembro, no Max.

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De Volta à Realidade, drama sobre o alcoolismo que continua o ciclo de cinema independente americano

por max 9. setembro 2014 06:26

 

Esta semana continuamos com a segunda obra do ciclo de cinema independente americano. Agora temos De Volta à Realidade (Smashed, 2012), de James Ponsoldt, um drama poderoso que gira em torno do alcoolismo, terrível enfermidade que assola milhões de pessoas.

Kate (Mary Elizabeth Winstead), uma professora, vive entre a mentira social e sua luta particular e íntima contra a doença, onde habita a dor, a desesperança, mas também o amor. É que Kate e seu marido Charlie (Aaron Paul) vivem uma batalha muito dura que serve como cenário para que Ponsoldt maneje, junto a seus habilidosos atores, o delicado equilíbrio que a enfermidade impõe ao amor, ao ódio, à dor, à embriaguez e à sobriedade. Porque não é só difícil deixar de beber, também é terrível manter a vida, o equilíbrio da vida, o amor e a sanidade sem o álcool envolvido. Este filme, sem dúvida, é ao mesmo tempo uma história de amor e um grande épico.

De Volta à Realidade, terça, 9 de setembro, dentro do ciclo de cinema independente americano, no Max.

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Gypsy Davy, um documentário de uma filha que vai atrás dos passos ciganos de um pai que a abandonou

por max 5. setembro 2014 09:35

 

Nos últimos tempos, temos visto documentários em que seu realizador, o documentarista, coloca em jogo muito de si próprio, de sua própria vida. Lembrando de exibições recentes no Max, tivemos Histórias que Contamos (Stories We Tell, 2012), da diretora e atriz canadense Sarah Polley, documentário em que Polley explora o seu passado, sua mãe, sua família, para acabar descobrindo que ela não é filha de seu pai. Em Gypsy Davy (2011), teremos outro trabalho que também explora a relação pai-filha, mas neste caso particular, a filha, a realizadora Rachel Leah Jones, vai atrás da pista de um pai cujo nome ela conhece desde pequena, mas que a abandonou com apenas poucos meses de vida (e, claro, também abandonou sua mãe). Trata-se de um músico americano, David Jones, mais conhecido como David Serpa, um famoso violonista de flamenco (sim, de flamenco) que, ao longo de sua vida, teve várias mulheres e vários filhos com estas mulheres. Um trabalho que levou dez anos, para o qual a diretora saiu em busca de especialistas que falam do talento maravilhoso de seu pai, e que seguiu a trilha de seus passos para tentar encontrar algo em seus passos de cigano. A câmera, como o pai fez há muito tempo, também vai ao encontro das mulheres diferentes que teve (todas elas que, em algum momento, acreditaram que aquele amor seria para sempre). A diretora faz a voz que acompanha o filme, nos fala de uma maneira quase que confessional, enquanto conversava com este artista genial que conhece apenas sua arte, mas não sabe ser um bom marido e nem um bom pai, um artista que se apaixonou por sua música, a mesma música que está muito presente ao longo do documentário que aborda o enigma da paixão pela arte, dessa paixão, desse duende, como lhe chamava García Lorca, que não deixa nada para ninguém e para nada que não seja a arte.

Gypsy Davy, terça 9 de setembro, no Max.

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A Vida em Motéis, um drama com emoção de thriller policial

por max 5. setembro 2014 09:31

 

 

Stephen Dorff, Emile Hirsch, Kris Kristofferson e Dakota Fanning são os protagonistas de A Vida em Motéis (The Motel Life, 2012), um drama independente com emoção de thriller dirigido pelos irmãos Alan e Gabe Polsky. Inspirado no romance best-seller com o mesmo nome escrito por Willy Vlautin e publicado em 2006, este filme, entre o thriller de estrada e o drama fraternal, nos apresenta, precisamente, a história sem esperanças de dois irmãos.

Frank (Hirsch) e Jerry (Dorff) são dois jovens de Reno que não têm uma vida fácil. Vivem de hotel em hotel, realizando trabalhos marginais, bebendo em excesso e arrastando um passado sem pai e sem mãe, que é mostrado ao longo do filme com frequentes flashbacks. Jerry não tem uma perna, sequela de uma tentativa de fuga do orfanato durante a adolescência. Frank, de alguma forma, sente-se culpado pelo acidente, assim ele deixa sob suas costas todo o trabalho pesado que seu irmão é incapaz de fazer.

Como se vê, eles não são dois doces, mas também vivem trancados em seu mundo maltratado, e apenas para sustentar um ao outro, para de vez em quando se salvarem no mundo, vão para a ficção. Frank conta histórias maravilhosas onde eles dois são os heróis que acabam com todos os vilões (piratas, nazistas). Jerry, que nas histórias de Frank tem as duas pernas, vai fazendo desenhos do que seu irmão conta. Estão tão mergulhados em seu mundo, que Jerry tem uma namorada imaginária, cujos desenhos vão colando nas paredes dos hotéis aonde chegam. Assim vão se movendo, até que, um dia, Jerry atropela um menino na estrada, e eles fogem. Vão para a casa da ex-namorada de Frank, Annie (Dakota Fanning), uma garota que foi forçada por sua mãe a se prostituir e que também desfruta das fantasias escapistas de Frank. Deste modo, vai se confirmando cada vez mais a imagem completa da alma dos personagens, com segredos, frustrações e sonhos envolvidos, até um final surpreendente.

Deve-se destacar a magnífica interpretação dos atores, sua afinidade para estabelecer uma relação de irmãos completa e profunda. Sem dúvida, a atuação é uma das maiores conquistas deste filme com muitas qualidades para descrever.

A Vida em Motéis, domingo, 7 de setembro, no Max.

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Quando Vi Você, um comovente drama entre Jordânia e Palestina

por max 4. setembro 2014 09:15

 

De acordo com o que leio, Annemarie Jacir é a primeira diretora de cinema da Palestina e também a primeira a ficar conhecida fora de suas fronteiras. Ela fez isso em 2008, quando seu primeiro filme, Salt Of The Sea, se transformou em um grande sucesso dentro dos circuitos especializados. Residente na Jordânia, a diretora nos conta em Quando Vi Você (When I Saw You, 2012), sua segunda produção, uma história que se passa nesse território durante o ano de 1967, mas que tem muito a ver com a Palestina, pois seus dois personagens principais são refugiados que vivem ali. Eles são Tarek (Mahmoud Asfa), um menino de onze anos, e sua mãe Ghaydaa (Ruba Blal), que fogem do conflito e acabam no campo de Harir, na Jordânia.

Apesar das limitações, Tarek e sua mãe se sentem mais ou menos seguros. Mas, mesmo assim, Tarek, inquieto, de espírito livre, muito inteligente (embora não seja muito adepto à escola), começa a se distanciar cada vez mais da região, adentrando-se nos bosques em busca de seu pai perdido. Dentro dessas áreas complicadas, Tarek descobrirá um grupo de guerrilheiros que o pegará como mascote e começará a treiná-lo, para que o menino comece a ver uma nova vida como guerreiro. Mas sua mãe vai encontrá-lo, e não tenha dúvidas que isso vai acontecer, assim que o grande guerreiro estiver com grandes dificuldades.

Uma história comovente e ao mesmo tempo dura sobre crescimento, deixar para trás a fantasia de criança e enfrentar a dureza do mundo adulto. Com uma óbvia conotação política, esta pequena joia do cinema se distancia da propaganda e mergulha com beleza no conflito humano de seus protagonistas.

Quando Vi Você, estreia sábado, 6 de setembro, no Max.

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Aqui temos o resumo do episódio 3 de The Knick

por max 3. setembro 2014 10:18

 

Já viu? Ainda não! Pois aqui temos o resumo do que aconteceu em outro grande episódio da série The Knick, dirigida por Steven Soderbergh e estrelada por Clive Owen.

Neste episódio aparece um antigo amor de Thackery. Ela é uma mulher casada que contraiu sífilis do marido. A doença a infectou de tal maneira que já perdeu totalmente o nariz. Ela pergunta a Thackery se é possível fazer algo. Ele diz que sim, que pode fazer uma cirurgia reconstrutiva, que consiste em aderir à fossa nasal tecidos do braço, de modo que o braço terá que ser colado no rosto por um bom tempo. Thackery pretende encaminhá-la a outro médico, mas ela implora que seja ele mesmo que realize o procedimento.

Por outro lado, Algernon Edwards continua com a instalação clandestina de uma clínica para negros no sótão do Knick. No processo ele já contratou duas mulheres negras e dois trabalhadores da mesma instituição. Em certo momento, opera um paciente que, obviamente, não pode ficar internado. Edwards lhe prescreve repouso absoluto, mas o homem, trabalhador humilde, acaba voltando ao trabalho. Isso faz com que as suturas se abram e o homem volte até Edwards. Após uma cirurgia sem sucesso, o homem morre.

Enquanto isso, os assistentes de Thackery tentam traduzir a revista francesa que descreve a operação com tratamento galvânico. Mas conseguem muito pouco. O que fica claro, para surpresa deles, é que o coautor do artigo é o próprio Algernon Edwards. Com isso, Thackery aceita finalmente incluir Edwards na cirurgia, mas apenas como instrutor dos procedimentos que os assistentes de Thackery vão realizar. Ou seja, Edwards só dirá o que eles devem fazer.

Continuamos mergulhando na vida de Barrow. Ele, para pagar sua dívida com o mafioso Bunky Collier, rouba um cadáver do hospital. Ficamos sabendo também sobre sua esposa, que constantemente lhe pede dinheiro, e sobre sua amante prostituta, a quem presenteia com dois brincos de pérolas roubados de sua própria esposa.

Mostram também um pouco mais de detalhes sobre a misteriosa freira que fuma e que fornece uma boa quantidade de dinheiro, em segredo, para a caridade. E aí temos as palavras do motorista da ambulância: "Se eles soubessem quem você é realmente...". E Thackery continua injetando heroína.

Lembre-se, The Knick, toda sexta, no Max.

 

Importante: Nesta sexta, dia 05, você poderá aproveitar novamente o episódio 3, pois a série fará uma pequena pausa e retornará com o episódio 4 na sexta-feira, dia 12.

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Em setembro, toda quinta tem cinema indie americano

por max 1. setembro 2014 07:32

 

Em setembro, toda quinta, o Max apresenta o melhor do cinema independente ou indie, como também é conhecido; este cinema feito nos EUA, já sabemos, é realizado sem grandes custos de produção, mas é criado sobre a ideia de apresentar histórias originais, diferentes, de conflitos humanos profundos e, claro, em certas ocasiões, também muito malucas.

Aqui, quatro pequenas joias e suas datas, com uma pequena nota sobre cada uma, com ênfase especial na primeira, que veremos em breve:

 

 

Quinta, dia 4: Temporário 12 (Short Term 12, 2013): um drama sobre a juventude perdida, dirigido pelo jovem cineasta Destin Daniel Cretton. Esta comovente e dura história toma o ponto de vista de Grace (Brie Larson), uma jovem de vinte e poucos anos que atua como conselheira em um centro de recuperação de adolescentes órfãos ou maltratados por seus familiares. Anos antes, ela esteve na mesma situação que os garotos de quem cuida e agora só quer devolver o favor a quem salvou sua vida. Ao mesmo tempo, ela tenta ficar bem com seu namorado Mason (John Gallagher Jr.), um rapaz nada fácil. No entanto, ela ainda sofre com um passado conflituoso, que está latente como uma ferida e que começará a ressurgir com a chegada de novos membros à comunidade, em especial Jayden (Kaitlyn Dever), uma garota inteligente e problemática em quem Grace verá muito do que ela mesma foi e que, talvez, continue sendo. Vale destacar que o filme é baseado no curta de mesmo título, que rendeu a Cretton o prêmio em Sundance de Melhor curta-metragem em 2009.

 

 

Quinta, dia 11: De Volta à Realidade (Smashed, 2012): Filme de James Ponsoldt que entra, com profundidade e seriedade, no drama de Kate, uma professora alcoólatra que lutará, junto ao marido, para vencer a terrível doença que a atormenta.

 

 

Quinta, dia 18: Cores do Destino (Upstream Color, 2013): segunda joia cinematográfica dirigida por Shane Carruth. Talvez seja o filme mais estranho deste ciclo, mas Cores do Destino é uma espécie de thriller de ficção científica e, ao mesmo tempo um drama romântico que inclui vermes que procuram por sangue e causam transtornos de personalidade, também há uma garota atormentada e perdida que não se lembra de certos momentos do passado, vemos ainda um fazendeiro-cientista-golpista que hipnotiza suas vítimas com os tais vermes, e um homem que também esqueceu detalhes importantes de seu passado.

 

 

Quinta, dia 25: Inquilino Desajeitado (Small Apartments, 2013): mais um incrível filme de gênero impreciso, dirigido por Jonas Åkerlund, onde acontece um assassinato, surgem vizinhos fora do comum e um homem muito atrapalhado é encarregado de esconder o cadáver.

Marque na agenda, em setembro, toda quinta, um filme independente americano para você.

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