Make It Funky - Os Ritmos de New Orleans - Magnífico documentário que comemora a maravilhosa música de New Orleans!

por max 31. março 2014 07:30

 

New Orleans é, sem dúvida, uma das cidades mais musicais dos Estados Unidos… Na verdade, é um dos lugares mais musicais do mundo. Se pararmos para pensar na música pelo mundo e pensarmos em uma ilha, Jamaica, onde surgiu o ska e o reggae, ou em uma cidade, Nova York, onde se reinventou a salsa… Mas sem dúvida, quando pensarmos no jazz, logo pensaremos em New Orleans. O documentário Make It Funky - Os Ritmos de New Orleans (Make it Funky!, 2005), de Michael Murphy, não só celebra o jazz desta magnífica cidade, mas toda sua tradição musical, que vai muito além do jazz, mas que abrange a influência africana do Caribe, a francesa e ritmos como o blues, o gospel, o pop e, claro, o jazz.

Narrado por Art Neville, o lendário cantor e tecladista nativo de New Orleans, o documentário é construído com base nas imagens da cidade, suas esquinas, suas ruas, suas comidas, sua arquitetura e com uma boa quantidade de entrevistas de importantes artistas da cidade e do mundo como Earl Palmer, Allen Toussaint, Irma Thomas, The Meters, Little Richard, Walter "Wolfman" Washington, Snooks Eaglin, Bonnie Raitt, Keith Richards e até dos próprios Neville Brothers; tudo no contexto de um concerto de estrelas que aconteceu em 2004 com a finalidade de celebrar, precisamente, a riqueza musical da fascinante New Orleans.

Make It Funky - Os Ritmos de New Orleans, terça,  este mês no Max

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Temporário 12, um drama sobre a juventude perdida que impressiona

por max 28. março 2014 13:41

 

Um drama pesado sobre a adolescência perdida ou em busca de recuperação, este é Temporário 12 (Short Term 12, 2013), o filme do jovem diretor Destin Daniel Cretton, que conta a história a partir do ponto de vista de Grace (Brie Larson), uma jovem de vinte e poucos anos que trabalha como supervisora em um centro de atenção a adolescentes órfãos ou que foram maltratados por seus familiares. Grace é uma menina carinhosa, trabalhadora e que está muito feliz com seu emprego. Ela já esteve na mesma situação que as crianças que cuida e agora só quer retribuir o favor que foi feito por elas. Também tenta ficar bem o máximo possível com seu namorado Mason (John Gallagher Jr.). No entanto, nela se movem seus próprios tormentos, seu passado conflitivo, que arde como ferida e que começará a surgir com a chegada de novos membros à comunidade, em especial Jayden (Kaitlyn Dever), uma garota inteligente e problemática, em quem Grace verá muito do que ela era, e talvez ainda seja. Uma história complexa, sem sensacionalismos, bem pensada, com personagens profundos, assim como o tema do amor, o passado, a redenção e a dor. Você se impressionará, sem dúvida, e também acho que ficará arrepiado.

Vale dizer que Temporário 12 é baseado no documentário de mesmo nome, que Cretton lançou em 2008 e que recebeu o prêmio de melhor curta-metragem em 2009 (Sudance), e com um reconhecimento especial da Academia de Hollywood em 2010, assim como tantos outros reconhecimentos em festivais. Tanto sucesso fez com que o diretor transformasse a história em um longa-metragem. Resultado: um magnífico filme independente que agrada e choca. Claro, o longa também teve grande sucesso em festivais ao redor do mundo. Na maioria deles, vale dizer, Brie Larson ganhou o prêmio de Melhor Atriz; inclusive houve comentários que sua atuação foi tão boa que merecia indicação ao Oscar.

Temporário 12, este mês no Max.

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Elas, história sensual e dramática estrelada por Juliette Binoche

por max 27. março 2014 04:14

 

Elas (Elles, 2011), de Malgorzata Szumowska, conta a história de Anne, interpretada por Juliette Binoche, uma mulher profissional, casada e que escreve para uma revista feminina sobre temas da atualidade, e que um dia decide escrever um artigo sobre prostituição. E é aí que conhecemos Lola (Anaïs Demoustier) e Alicja (Joanna Kulig), duas jovens garotas que se prostituem para pagar seus estudos. Estes dois mundos se juntarão e a fusão afetará a todas, mas em especial a Anne, que começará a mudar espiritualmente, a se sentir sentindo-se devastada pelos desejos que nunca antes havia sentido, nem deixado despertar. Nas figuras de Lola e Alicja, cabe dizer, você descobrirá uma realidade que sai do lugar comum da prostituição.

O mundo do negócio carnal que é mostrado não é necessariamente abismal, mas tenta ser objetivo: as garotas têm dinheiro, estão pagando seus estudos, têm roupas, seus luxos, nem todos os clientes querem sexo nem as maltratam. No entanto, também entendemos que o trabalho as afeta no plano amoroso, familiar e também inconsciente. Cada garota, isso sim, é diferente. Uma mais alegre, a outra mais tímida, uma é francesa, a outra estrangeira, e ambas enfrentam sua condição de maneira diferente.

Agora, apesar de que estas duas atrizes têm uma excelente atuação (Joanna Kulig ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no Polish Films Awards), a maior profundidade dramática ficou por conta da grande Juliette Binoche, que vem desenvolvendo sua carreira desde os anos oitenta e já fez mais de cinquenta filmes. Sua carreira internacional começaria projetando-a como uma atriz bonita que iluminava as telas com sua inocência em filmes como A Insustentável Leveza do Ser (The Unbearable Lightness of Being, 1988), filme de Philip Kaufman baseado no romance homônimo de Milan Kundera. No entanto, desde seus primeiros momentos, Binoche demonstrava que queria mais e, em 1992, interpretou um papel muito mais complexo em Perdas e Danos (Damage) de Louis Malle, onde ela não só mostrou seu lado dramático como também o sexual. Binoche também é conhecida por ser a primeira das garotas Kieslowski (as outras duas seriam Julie Delply e Irène Jacob) na trilogia das três cores, neste caso em A Liberdade É Azul (Trois Couleurs: Bleu, 1993). Pouco depois, em 1997, O Paciente Inglês (The English Patient, 1996) de Anthony Minghella, lhe deu o BAFTA e o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, além da indicação ao Globo de Ouro.

Juliette Binoche é, sem dúvida, uma das atrizes francesas mais importantes da atualidade e em Elas volta a comprovar sua capacidade para representar a paixão sexual e as confusões da alma. Elas é, definitivamente, um filme cru e sensual que lhe dá um olhar direto da mulher contemporânea, sem desprezos, sem poses e sem femininos panfletários.

Elas, este mês no Max.

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Cores do Destino, segunda obra cinematográfica dirigida por Shane Carruth

por max 20. março 2014 06:43

 

Você não pode perder este mês, no Max, Cores do Destino (Upstream Color, 2013) de Shane Carruth. Uma espécie de thriller que não é thriller, um filme de ficção científica que não é ficção científica e um drama romântico que não é romântico… Este filme genial de Carruth, querido amigo, não tem classificação e portanto é absolutamente fascinante.

Shane Carruth era engenheiro, mas decidiu fazer cinema. Em 2004 juntou sete mil dólares e produziu seu primeiro filme, chamado Primer (clique aqui para ver o trailer), também um filme de ficção científica sem grandes efeitos especiais, mas com muita arte, em um roteiro sobre a invenção de uma máquina do tempo que é utilizada com fins pouco humanitários. Primer foi exibido no festival de Sundance e logo se transformou na sensação do momento, o que o fez ganhar o Grande Prêmio do Júri de Melhor Filme. Nove anos depois – sim, nove anos depois – Carruth apresentou seu segundo filme: Cores do Destino. Ele se deu um tempo, mas nos entregou outra maravilha, um filme que continua sua busca dentro do que é essa ficção científica minimalista, cheia de imagens poéticas e impactantes. A história? Pois bem, certa noite, Kris (Amy Seimetz) é sequestrada e hipnotizada – ou drogada – por um personagem que a faz realizar coisas absurdas (como beber água acreditando que a água é um líquido delicioso, ou transcrever o romance A Vida Nos Bosques de Henry Davis Thoreau), ao mesmo tempo em que ela vai se livrando de seus bens. Certo momento, ela descobrirá que o que a tem dominado são vermes que carrega dentro de si, em seguida, acordará abruptamente em outro lugar. Mas será tarde demais: ela já se livrou de todo seu dinheiro e perdeu seu emprego. Depois será atraída a uma fazenda onde um personagem conhecido como The Sampler (O Provador) (Andrew Sensenig) vai tirar o sangue dela e injetar em porcos. Em seguida, ela voltará a acordar em outro lugar e, claro, não entenderá suas lembranças. Um ano depois, se encontrará com Jeff (o próprio Carruth), que também parece ter sofrido algo muito parecido ao que ela sofreu. Juntos tentarão preencher os vazios da memória, o que é igual a descobrir a si mesmo e até os perigos que podem ser.

Quer mais? Acho que não precisa, quem gosta deste tipo de história já está fascinado com este pequeno texto, com esta história que parece ser uma metáfora das formas de controle, da imposição dos gostos (a publicidade, por exemplo, te "empurra" produtos e marcas sempre mais refrescantes e saborosas que a água), crenças e convicções de mundo.

Trata-se, sem dúvida, de uma joia cinematográfica que Carruth escreveu, dirigiu, atuou, fotografou, musicalizou, vendeu e distribuiu e que, no final, teve uma boa quantidade de indicações em diversos festivais, assim como o prêmio Citizen Kane como Diretor Revelação em Sitges (festival de cinema fantástico) e o Prêmio Especial do Júri em Sundance pelo desenho de som.

Cores do Destino, este mês no Max.

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Leonie, terceiro filme do ciclo dedicado às mulheres, estrelado pela maravilhosa atriz Emily Mortimer

por max 17. março 2014 05:53

 

Este mês, o Max apresenta, no ciclo dedicado às mulheres, Leonie (2010), um filme dirigido por Hisako Matsui, que recria a vida da educadora, editora e jornalista americana Leonie Gilmour, uma grande mulher que não acreditava em fronteiras humanas e sempre acreditou que a arte é um dos meios mais importantes para entender a realidade, inclusive superá-la.

No papel de Leonie está a magnífica atriz britânica Emily Mortimer, que temos visto nos últimos anos trabalhando com grandes diretores como Woody Allen em Ponto Final – Match Point (Match Point, 2005) e Martin Scorsese nos filmes Ilha do Medo (Shutter Island, 2010) e A Invenção de Hugo Cabret (Hugo, 2011). Emily é uma atriz de caráter, formada em literatura inglesa e russa em Oxford, e que combina muito bem para interpretar esta mulher lutadora que teve um caso com o premiado poeta japonês Yone Noguschi (Shido Kanamura), com quem teve um filho e depois se mudou para o Japão (a pedido do próprio) em momentos de conflitos internacionais (sem dúvida, ao chegar, ela descobriu que ele era casado com uma mulher japonesa). Leonie Gilmour sofreu discriminação racial (ela e seus filhos) e lutou contra os padrões culturais de um país onde a mulher era totalmente submissa ao homem. Contudo, ela sempre teve em mente a educação de seus filhos como pessoas que podem crescer espiritualmente e ser livres através do olhar que somente a arte permite.

Hisako Matsui começa o filme com uma das heranças fundamentais de Leonie para a humanidade: seu filho, o arquiteto e escultor Isamu Noguchi (Jan Milligan), que a propósito – permita-me o pequeno detalhe - trabalhou na companhia do empresário Herman Miller junto com Charles Eames, outro arquiteto e designer da atualidade que pudemos ver recentemente no Max, no documentário Eames: O Arquiteto e a Pintora (2011). Noguchi, entre tantas coisas, é o criador da famosa mesa Nogushi (clique aqui para visualizar uma foto).

A partir deste grande artista, o filme começa com um fato do passado, pois Noguchi nos contará sua história, mas principalmente a história de sua mãe, essa mulher que lutou para ser ela mesma, que se sacrificou pelo amor de um homem e, principalmente, pelo amor aos seus filhos, que ela educou de tal maneira que se tornaram grandes destaques na vida (Leonie também é mãe da grande bailarina Ailes Gilmour, cujo pai ainda é desconhecido, pois a mãe preferiu assim).

Leonie, dentro do ciclo de cinema dedicado às mulheres, este mês no Max.

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Um Alguém Apaixonado, a mais recente produção de Kiarostami, trabalha a tensão de um triângulo amoroso

por max 13. março 2014 09:54

 

Este mês no Max, teremos Um Alguém Apaixonado (Like Someone in Love, 2012), o mais novo longa-metragem do iraniano Abbas Kiarostami, um dos mais importantes diretores do cinema contemporâneo. Kiarostami, que tem uma carreira iniciada nos anos setenta e que conta com mais de quarenta trabalhos, entre curtas e longas, tem ganhado prêmios tão importantes como a Palma de Ouro em Cannes por Gosto de Cerejas (Ta'm e guilass) em 1997, ou os quatro prêmios que ganhou por O Vento Nos Levará (Bad ma ra khahad bord) em 1999 (o Grande Prêmio Especial do Júri, o FIPRESCI, o OCIC e o CinemAvvenire), além de uma boa quantidade de prêmios e indicações nestes e em outros festivais importantes do planeta.

Enquanto seu longa-metragem anterior, Cópia Fiel (Copie Conforme, 2010) – que pudemos ver há pouco tempo no Max -, saía de seu país de origem, Irã, e se instalava na Itália para contar uma história de pessoas feridas que começam a representar uma história de amor. Em Um Alguém Apaixonado – também selecionado em Cannes à Palma de Ouro em 2012 – o cineasta nos leva ao Japão para contar o que parece ser um triângulo amoroso. Digo "parece" porque neste filme as relações se confundem e passam a ser outra coisa na mentira. Você, como espectador saberá o que é verdade e o que não é: Akiko (Rin Takanashi) é uma jovem estudante de sociologia que trabalha pelas noites como prostituta. Noriaki (Ryõ Kase) é seu namorado, e ele suspeita de algo, mas como essas suspeitas se unem ao seu ciúme desmedido, têm pouco efeito. Mas as coisas se complicam quando Akiko é designada a um cliente, o senhor Takahashi (Tadashi Okuno), seu ex-professor, um homem mais velho e muito honrado. Mas o problema não é o senhor Takahashi, o problema é que no dia seguinte o professor e o namorado se encontrarão e o namorado confundirá o honrado professor com o pai de Akiko, o que fará com que a mentira se mantenha e que, claro, a trama se desenvolva enquanto essa mentira está ali, sobre uma corda bamba.

Um filme dramático que segura pela tensão da descoberta de uma mentira, outra obra-prima de um dos realizadores mais importantes do melhor do cinema atual.

Um Alguém Apaixonado, estreia exclusiva domingo, este mês no Max. 

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Bem-vindo ao mundo, drama da guerra na Bósnia estrelado por Penélope Cruz

por max 13. março 2014 01:40

 

Penélope Cruz, a única atriz espanhola ganhadora de um Oscar, em seu caso, como o de Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme de Woody Allen Vicky Cristina Barcelona (2009), estará conosco no Max, dentro do ciclo dedicado às mulheres voluntárias, fortes e rebeldes.

Atriz de reconhecido talento, Penélope Cruz é uma bela madrilena que estudou dança e conseguiu ser notada por seus papéis engraçados, sexys e também dramáticos nos filmes de Almodóvar. Desde o ano 2000 vem desenvolvendo uma carreira em Hollywood, atuando em filmes como Espírito Selvagem de Billy Bob Thornton com Matt Damon, Profissão de Risco de Ted Demme com Johnny Depp, ou Vanila Sky de Cameron Crowe, com Tom Cruise (com quem teve um relacionamento por um tempo). Mas, claro, sua grande oportunidade foi em Vicky Cristina Barcelona.

No entanto, a atriz nunca se desvinculou da Europa. De fato, Vanilla Sky, como você se lembrará, é um remake de Abra Os Olhos (Abre Los Ojos) filme de sucesso de Alejandro Amenábar. Assim temos Penélope, por exemplo, trabalhando com Almodóvar em 2009 em Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos) e em 2004 com o cineasta italiano Sergio Castellitto em Não Se Mova (Non Ti Muovere), filme baseado em um roteiro da esposa de Castellitto, Margaret Mazzantini. Em Abraços Partidos, Castellitto tinha uma relação apaixonada com uma mulher de poucos recursos chamada Italia. Claro, Italia era Penélope Cruz. Em 2012, ela voltou a trabalhar com Castellitto e sua esposa em Bem-Vindo Ao Mundo (Venuto Al Mondo), filme apresentado este mês no Max dentro do ciclo de filmes dedicados à mulher.

Com roteiro de Margaret Mazzantini, Bem-Vindo Ao Mundo é também a história de um amor quase impossível que aconteceu entre o passado e a guerra. Gemma (Penélope Cruz) voltará ao lugar onde se apaixonou por Diego (Emile Hirsch), onde sofreram com a impossibilidade de terem um filho, onde finalmente tiveram um filho e onde, também, morreu Diego: estamos falando sobre a Bósnia, da Bósnia que temos acesso em dois momentos, a dos Jogos Olímpicos de Inverno de 1984 e a do terrível conflito que teve início em 1992, resultado da queda da União Soviética e das aspirações libertárias da Bósnia-Herzegovina contra a República Socialista Federal da Iugoslávia.

Gemma volta com seu filho já adolescente (interpretado por Pietro Castellitto, filho do cineasta) e vai recordando a história de seu amor, que ao mesmo tempo é a história da guerra. Nessa memória se misturam o caos e o amor, e quem vai se aprofundando é Gemma, interpretada magnificamente por Penélope Cruz.

Bem-Vindo ao Mundo, este mês no Max.

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Histórias Contadas, documentário de Sarah Polley super premiado, explora as verdades e os segredos de sua própria família

por max 10. março 2014 04:34

 

Toda cultura, todo país, toda região tem suas histórias, suas mitologias. O mesmo acontece com cada pessoa e a versão que cada pessoa faz dos outros. E, claro, o mesmo acontece com as famílias. Cada família tem suas histórias, suas mitologias, suas versões. Como em um livro de investigação de detetive, o documentário Histórias Contadas (Stories We Tell, 2012), da atriz e diretora Sarah Polley, entra na intimidade de sua família e se lança nos mais profundos segredos.

Polley é conhecida por seus papeis em filmes como Sr. Ninguém (Mr. Nobody, 2009) e Splice – A Nova Espécie (Splice, 2010), que você já pôde conferir no Max. Sr. Ninguém também tem no elenco o mais recente ganhador do Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Jarred Leto. Como diretora, ela também teve um inevitável sucesso. Seu primeiro longa, Longe Dela (Away from Her, 2006), um drama romântico que gira em torno do Alzheimer, conquistou uma indicação ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado e deu à protagonista, Julie Christie, o Globo de Ouro de Melhor Atriz. A lista de indicações e prêmios de Longe Dela é muito impressionante. Seu segundo longa, Entre o Amor e a Paixão (Take This Waltz, 2011), fez parte da Seleção Oficial do Festival de San Sebastian e conquistou uma razoável quantidade de prêmios e indicações em outros festivais.

Pode-se ver que Polley se destaca naquilo que faz e volta a demonstrar seu talento no gênero documentário com Histórias Contadas, seu terceiro longa-metragem. Neste filme, você não vai ver um espetáculo ao estilo "reality show", que busca as misérias humanas. Histórias Contadas é mais uma viagem pelas complexas relações familiares e pelas versões que cada um tem sobre a história desta pequena comunidade de familiares. Junto com a própria diretora, vivem-se segredos e tensões, até surgir as antigas feridas que nasceram a partir de uma piada que Sarah suporta desde pequena. Ela é diferente da família, tem cabelos ruivos e os demais não têm. A piada se baseava nisto: Sarah, já descobriu quem é seu pai? Com o passar dos anos, ela decidiu investigar este ponto, esta piada que, como toda piada, tem um fundo de verdade. E assim ela inicia sua investigação em seu passado, focando especialmente em sua mãe e na ideia sobre a verdade e suas versões.

Em 2013, entre diversos prêmios e indicações, Histórias Contadas ganhou o prêmio de Melhor Documentário no National Board of Review dos EUA, também o prêmio de Melhor Filme de Não-Ficção dos Críticos de Nova York e obteve as premiações de Melhor Filme Canadense e de Melhor Documentário pela Associação de Críticos de Toronto.

Histórias Contadas, uma estreia exclusiva terça, este mês no Max. 

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Laurence Sempre, filme do diretor mais celebrado do cinema canadense, toca no tema do amor entre um transexual e uma mulher

por max 6. março 2014 10:57

 

Laurence Sempre (Laurence Anyways, 2012) é o terceiro filme do jovem e premiado diretor canadense Xavier Dolan. Com Eu Matei a Minha Mãe (J'ai Tué Ma Mère, 2009), trabalho semi-biográfico sobre sua homossexualidade, Dolan fez sua estreia como diretor e recebeu três prêmios em Cannes e uma avassaladora quantidade de premiações e indicações em outros festivais pelo mundo. Com Amores Imaginários (Les Amours Imaginaires, 2010), história de um triângulo amoroso que inclui um ângulo homossexual, também conquistou outro prêmio em Cannes e muito reconhecimento em outros festivais. Dolan virou, sem dúvida, a estrela do cinema canadense.

Com Laurence Sempre, o diretor volta a tratar dos temas que o interessam. Desta vez apresenta Laurence, um jovem romancista e professor de literatura de 30 anos, interpretado por Melvil Poupaud. Laurence é muito apaixonado pela namorada Fred, interpretada por Suzanne Clément. Mas, mesmo com este amor que já conhecemos, no dia do próprio aniversário, Laurence confessa a Fred que viveu enganado toda sua vida, escondido, sem mostrar sua essência. Laurence diz à namorada que decidiu recomeçar sua vida, desta vez como mulher. Laurence quer ser mulher, quer ser operado. Claro que Fred não recebe a notícia da melhor forma e termina o namoro.

Tudo termina assim? Não, o filme mostra dez anos de uma relação entre os personagens, que ora é feliz, ora tempestuosa, às vezes próxima, outras vezes distante. Suas idas e vindas e a sempre presente convicção do amor. Porque é assim: nesta história, ela – Laurence, a transexual – sempre está apaixonada. Por Fred, sua namorada, a ex-namorada.

Em Laurence Sempre, Dolan mais uma vez conquistou Cannes e foi premiado com a Palma Gay (Queer Palm) e com o cobiçado Un Certain Regard. Na mesma seção, Suzanne Clément também conquistou o prêmio de melhor atriz.

Laurence Sempre, este mês no Max.

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Histeria, filme sobre a invenção do vibrador, inicia o ciclo dedicado à mulher

por max 5. março 2014 12:39

 

Em março, o Max comemora o Mês da Mulher e faz homenagem à valentia, à força de vontade e à rebeldia feminina, com quatro filmes que falam sobre ela. Aqui as datas e os filmes que você poderá aproveitar:

 

Quinta dia 06: Histeria, estrelado por Maggie Gyllenhaal e Felicity Jones.

Quinta dia 13: Bem-Vindo ao Mundo, com Penélope Cruz.

Quinta dia 20: Leonie, com Emily Mortimer à frente da rebeldia.

Quinta dia 27: Elas, com a bela Juliette Binoche lançando sua voz.

 

Mas vamos falar de Histeria, um filme sobre o vibrador, ou algo assim!

 

Tudo começou com o médico britânico Joseph Granville, que diziam ser muito bom tratando a histeria, suposto transtorno comum entre as mulheres durante a época mais pacata da história, a época vitoriana. Cabe destacar que esse tratamento era uma massagem – com as mãos – nas áreas genitais da mulher, claro, tudo decentemente coberto por uma cortina que atrás aconteciam as "crises paroxísticas", que não eram mais que orgasmos, mas que para aquele momento não eram considerados como tais.

Certo dia, Granville, cansado e com câimbras nas mãos de tanto praticar "massagens pélvicas", decidiu tentar o tratamento com um dispositivo mecânico... Resultado: o tratamento foi um sucesso, comprovado pela feliz reação das pacientes. E não seria? Através desta grande ideia do médico, nasceu, sem ele saber, o vibrador.

Histeria (Hysteria, 2011), da cineasta Tanya Wexler, é uma comédia romântica onde Hugh Dancy, Maggie Gyllenhaal, Rupert Everett e Jonathan Pryce estrelam uma atrevida, interessante, educativa e como não dizer, orgástica história que não deixa de marcar claramente os padecimentos sociais das mulheres nesta determinada época histórica. Elas, as mulheres rebeldes, são representadas neste filme por Felicity Jones e Maggie Gyllenhaal, duas damas experientes, rebeldes e à frente do seu tempo que serão julgadas por suas rebeldias como mulheres vítimas, claro, da histeria.

Histeria, comemorando o Mês da Mulher, quinta, 6 de março, no Max. O que você vê quando vê o Max?

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