Última semana de maio, última semana celebrando o festival de Cannes

por max 27. maio 2013 13:49

 

Estamos na última semana do mês que o Max dedicou ao Festival de Cannes. Ao apresentar a melhor qualidade a cada dia do mês, o Max mostrou que a quantidade não é incompatível com o mais alto nível do cinema mundial. Nesta última semana, continuamos apresentando…

 

Segunda, dia 27 de maio, teremos: Cópia Fiel (Copie Conforme – 2010) do diretor iraniano Abbas Kiarostami. Neste filme, estrelado por Juliette Binoche e William Shimel, ele é um escritor de livros comerciais e ela dona de uma galeria de arte. Ela tem feridas causadas por amor, ele tem algumas ideias sobre a arte e, os dois, um casal de desconhecidos, passarão um dia inteiro juntos em um povoado ao sul da Toscana. Kiarostami coloca uma dinâmica entre o amor e a estética, onde duas almas já cansadas da realidade do amor começam a "representar" esse amor. Nesta verdade, nesta realidade, o cineasta iraniano contrasta a representação, ou seja, os contrastes estéticos. O amor não só precisa da verdade, mas também da beleza, de certo toque estético, de certo jogo, de certa representação, de certa ficção, de certa arte, de certa "mentira". Juliette Binoche, sem dúvida uma das grandes atrizes francesas de nossos tempos, ganhou por esse papel a Palma de Ouro de melhor atriz em Cannes.

 

 

Na terça, dia 28, o Max reapresentará o documentário Roman Polanski: A Vida em Filmes (Roman Polanski: A Film Memoir, 2011) do diretor Laurent Bouzereau. Polanski fala de sua vida, sua obra, de seus problemas com a lei, com a morte, com a dura realidade. Roman Polanski, como muitos já sabem, foi selecionado várias vezes à Palma de Ouro e finalmente foi o ganhador como melhor diretor em 2002, com O Pianista (The Pianist).

 

 

Quarta-feira, dia 29 de maio, teremos a cruel história de O Profeta (The Prophet – 2009), do diretor francês Jacques Audiard. Um filme de sobrevivência que fala da liberdade humana dentro do presídio. Malik, interpretado por Tahar Rahim, é um jovem de origem árabe, que convive com a comunidade da Córsega na prisão. Estes são dois grandes epicentros de poder daquele reduto e Malik está ali, no início trabalhando para os corsos, despresado pelos muçulmanos. Audiard nos leva ao interior da alma deste jovem e, através dela, assistimos ao nascimento do mais cerebral e implacável homem: aquele que se levantará sobre todos e terá controle absoluto do crime organizado. Um filme montado sobre um roteiro sem buracos, fechado e completo, um thriller intenso, cheio de realismo, com toques de surrealismo e, também, magnificamente atuado. O Profeta ganhou o Grande Prêmio do Júri em Cannes no ano de 2009.

 

 

Quinta, dia 30, teremos A Pele Que Habito (La Piel Que Habito – 2011), filme de Pedro Almodóvar, onde o cineasta se aprofunda no terror e também no suspense. Almodóvar se inspira em Tarântula (Tarántula), a história original de Thiery Jonquet, para abordar típicos temas de seu interesse, o que naturalmente dá uma variação e um toque original. Antonio Banderas, no papel do Doutor Lafargue, um cirurgião plástico de sucesso que exala uma espécie de vazio vital junto com uma raiva reprimida, tensa. Na superfície é luz, abaixo, nos porões (de sua alma e do real) é o torturador de um jovem garoto, a quem irá mudando por meio de uma implantação de um certo tipo de pele artificial, uma linhagem genética que ele criou. Lafargue quer substituir sua filha, que perdeu por um suposto ato de estupro, e que atualmente está internada na psiquiatria. O suposto agressor vai se transformando em mulher (Elena Anaya) e, para complementar "o tratamento" ou o "castigo", será submetido a um processo de treinamento "cultural" feminino. Filme de terror, suspense psicológico, exploração existencial pós-moderna, aspecto estético que lança luz na escuridão, cinema de autor, cinema típico de Almodóvar; esse é A Pele Que Habito.

 

 

E finalizamos nossa celebração na quinta, dia 31, com Kaboom (2010), uma enlouquecida comédia de ficção científica dirigida pelo polêmico Gregg Araki. Um forte senso de humor radical e ousado percorre esse estranho filme que relembra histórias absurdas e violentas de Boris Vian, onde gays e lésbicas se envolvem em batalhas noir sem fim, mas neste caso dentro de um quadro futurista e kitsch. Digamos que é uma espécie de romance de crescimento, um bildungsroman, mas totalmente militante dos direitos do gênero. Na verdade, o filme foi premiado com um Queer Palm por sua contrinuição à comunidade lésbica, gay, bissexual e transgêneros.

 

E assim termina nosso mês dedicado a Cannes no Max. Prepare-se para junho, pois teremos mais, muito mais do melhor cinema de autor, de vanguarda, independente e mundial. O que você vê quando vê o Max?

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Outro fim de semana comemorando Cannes, no Max

por max 24. maio 2013 06:50

 

Este mês, o Max não parou de comemorar o festival de Cannes, o mais importante do mundo. E aqui nós temos mais este fim de semana em que a quantidade não é incompatível com a qualidade. Porque a qualidade no Max é a qualidade de Cannes. Na sexta-feira, dia 24, no sábado, dia 25 e no domingo, 26, teremos:

 

Sexta, 24 de maio: Mais Um Ano (Another Year, 2010), dirigido pelo britânico Mike Leigh (diretor dos filmes: Simplesmente Feliz – Happy-Go_Lucky; O Segredo de Vera Drake – Vera Drake; Topsy-Turvy – O Espetáculo; Topsy Turvy; Segredos e Mentiras – Secrets & Lies). Este é um filme de um cineasta já maduro na idade e na arte, que é capaz de falar sobre comunicação e carinho de sua experiência de vida e, assim, contar a história de um casal maduro que, com compreensão, amor, abraços e silêncios, veem coisas acontecerem com sua família e amigos, jovens, inexperientes e cheios de conflitos, através dos tempos e circunstâncias que o casal já experimentou. As palavras e gestos, a comunicação e o amor, a felicidade, a maturidade são os temas de Mais Um Ano, filme que deu a Mike Leigh o prêmio do Júri Ecumênico em Cannes.

 

 

Sábado, dia 25: Polissia (Polisse - 2011) da diretora, atriz e roteirista Emmanuelle Bercot, um filme mosaico, coral, daqueles que entram nas casas, nos segredos, nas inocências e nas trevas que se movem ao redor do mundo do abuso infantil. Pedófilos, crianças batedoras de carteiras, pais abusivos, a violência sexual entre os adolescentes, crianças que, apesar dos abusos, sentem afeto por quem as tenha abusado, tudo isso e muito mais é visto diariamente pelos policiais que trabalham para esse departamento. Suas vidas são mantidas ali, em um equilíbrio precário que, como este filme, se movimenta entre a ficção e a realidade. Polissia, ganhador do Prêmio do Júri em Cannes.

 

 

Domingo dia 26: Roman Polanski: A Vida em Filmes (Roman Polanski: A Film Memoir, 2011). Com direção de Laurent Bouzereau, o polêmico cineasta franco-polonês fala sobre ele mesmo e de sua obra, de sua casa na Suíça. Nos 94 minutos deste documentário, estão resumidas as 15 horas da conversa que Polanski teve com seu amigo, o produtor Andrew Braunsberg. A infância do diretor na Europa, a Segunda Guerra Mundial, a morte de sua mãe no Holocausto, o episódio de suas relações sexuais com a jovem Samantha Gaimer, em 1977 (ela tinha apenas 13 anos), detalhes de sua vida que se misturam com cenas de seus filmes, o assassinato de sua esposa Sharon Tate pela gangue do tristemente famoso Charlos Manson. O documentário, a vida de um homem que chegou a dizer: "Nada é muito chocante para mim. Quando você conta a história de um homem, cuja cabeça foi cortada, você tem que mostrar essa cabeça. Caso contrário, é só uma piada de mau gosto, sem um final surpreendente.". Roman Polanski - selecionado duas vezes à Palma De Ouro e finalmente ganhador da mesma categoria em 2002 com O Pianista (The Pianist), estará com você, domingo dia 26, contando sobre sua vida e sua obra.

 

Maio, um mês onde a quantidade é da qualidade de Cannes. Vidas serenas em um mundo agitado, as terríveis consequências de ser policial, a vida de grandes diretores. Mais cinema, mais qualidade, mais Cannes. O que você vê quando vê o Max?

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Terceira semana repleta de filmes de Cannes no Max

por max 20. maio 2013 04:46

 

Entramos na terceira semana de maio comemorando o festival de Cannes no Max. Como é possível? Com um mês inteiro de programação de filmes de sucesso em Cannes;

 

Para segunda-feira, 20 de maio, teremos O Abrigo (Take Shelter, 2011), o segundo filme do cineasta Jeff Nichols, onde um abrigo anti–tempestade se transforma na imagem principal do thriller que poderíamos chamar independente e de autor. O abrigo anti-ciclone é a obsessão central de Curtis (Michael Shannon), um operário de Ohio com uma filha surda-muda e com estabilidade econômica, porém não ideal. Certo dia, Curtis começa a ter visões e sonhos apocalípticos. Sente que o mundo está chegando ao fim e começa a trabalhar no abrigo, pegando emprestado de onde não podia e dedicando mais tempo do que necessário em sua construção. Curtis acaba perdendo seu trabalho e sua estabilidade mental, estabilidade esta que, por hereditariedade, também tem problemas. Com um estilo de direção muito autoral, muito de cinema sem pressões hollywoodianas, Nichols constrói com silêncios, tensões e delicadeza uma história cheia de eletricidade, de dentes cerrados mas, ao mesmo tempo, profundamente dramática. O Abrigo ganhou em Cannes três reconhecimentos: O prêmio da Semana da Crítica, o Prêmio dos Críticos, e o prêmio SACD de melhor filme.

 

 

Na terça, dia 21, retransmitiremos O Garoto de Bicicleta (Le Gamin au Vélo – 2011), filme escrito e dirigido pelos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne (Rosetta; A Criança – L´enfrant). Este magnífico filme, que tivemos a oportunidade de ver na semana passada, conta a história de Cyril (Thomas Doret), um menino de 12 anos que, depois de ser abandonado por seu pai em um hospício, tenta escapar e reencontrar com ele para ganhar seu "respeito". No caminho, como já dissemos, uma moça agradável se transformará em seu meio para arrancar as obscuridades e para tentar buscar um pouco de felicidade. O Garoto de Bicicleta recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

 

 

Na quarta, dia 22, teremos The Yellow Sea (Hwanghae – 2010), o segundo longa de Na Hong-jin (O Caçador – Chugyeogja). O filme se desenrola na cidade de Yanji, localizada entre Coreia do Norte, China e Rússia, e onde boa parte da população vive em atividades ilegais. Ali, um taxista chamado Gu-nam deve pagar uma dívida que tem com a máfia. Ele comprometeu-se a viver como escravo em troca de que sua mulher pudesse levar uma vida melhor em outra parte, neste caso, na Coreia do Sul. Desesperado porque sua dívida vai durar anos, ele concorda em pagá-la com uma única ação: cruzar a fronteira da Coreia do Sul e matar uma pessoa. Logo, ele se vê preso a uma conspiração que tenta encobrir um furacão de traições e mentiras, quando o acusam de um assassinato que não cometeu. Será perseguido por um policial que tem a ver com todo o conflito e por um perigoso assassino da máfia. The Yellow Sea foi selecionado ao prêmio Un Certain Regard.

 

 

Quinta-feira, dia 23, teremos Marcas da Violência (The History of Violence – 2005), do difícil David Cronenberg, um diretor nada acomodado, difícil de classificar, que realizou uma brutal produção de cinema dark, cruel, fantasioso, distorcido e, em certas ocasiões, perverso. Desta vez, Cronenberg nos traz uma história pequena, realista, sem enfeite fantástico e sem predomínio do vício pela carne (típico de Cronenberg). Trata-se também de um thriller com muito estilo autoral, protagonizado por Viggo Mortensen. Mortensen interpreta Tom Stall, um homem tranquilo de uma cidade pequena, que vive com sua esposa (Maria Bello) e seus filhos. Um dia, Stall impede um roubo e isso o transforma em um herói local. A imprensa (televisão) faz seu trabalho e, logo, pessoas estranhas começam a rondar o local. Stall tem um passado e deverá pagar. Ed Harris e Willian Hurt completam o excelente elenco. Marcas da Violência se movimenta com tranquilidade, com fria paixão para ir tecendo este thriller dramático (e autoral), comovente e muito chocante. O filme de Cronenberg foi selecionado à Palma de Ouro.

 

Quantidade e qualidade, neste mês de maio, totalmente dedicado ao festival de Cannes. O melhor do cinema internacional, a melhor arte em grande quantidade. O que você vê quando vê o Max?

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Quantidade com a qualidade de Cannes no Max

por max 16. maio 2013 12:25

 

A semana de Cannes não para (muito menos o mês) e, neste fim de semana - sexta dia 17, sábado dia 18 e domingo dia 19 - o Max traz o melhor de Cannes, ao mesmo tempo que acontece o festival de 2013. Nossa programação vai durar o mês inteiro e teremos para este fim de semana:

 

Sexta dia 17: Turnê (Tournéé – 2010), dirigido pelo aclamado ator Mathieu Amalric (O Escafandro e a Borboleta - Le Scaphandre et le Papillon) que, para este projeto por trás da câmera, criou um filme metade documentário e metade ficção, pois a história gira em torno de alguns artistas, uma espécie de neo-burlescos norte-americanos que estão se apresentando e viajando pelas estradas da França e suas cidades portuárias. As atrizes do filme, que realmente são divas do gênero, se chamam, Mimi Le Meaux, Kitten, Dirty Martini, Julie Atlas Muz, Evie Lovelle e Roky Roulette. Mas não só os artistas são reais, como também as performances. Assim, Amalric vai juntando, costurando a ficção e a realidade neste filme realmente fascinante, que revela um mundo pouco conhecido, mas muito atraente. Trata-se, literalmente, dos bastidores de um show burlesco. Turnê, este particular road movie de cabarés, ganhou o prêmio dos críticos de Melhor Diretor.

 

 

Sábado dia 18: Ano Bissexto (Año Bisiesto - 2010) do canadense nacionalizado mexicano Michael Rowe. O filme é centralizado na história de Laura (Mónica del Carmen), de vida silenciosa - porém agitada, desta garota de 25 anos, jornalista, natural de Oaxaca e que foi viver sozinha na cidade do México onde, fora de seu trabalho, se entrega a relacionamentos passageiros de apenas umas horas com homens que, de alguma maneira, encontra em seu caminho. Laura está morta, apesar da intensidade destes encontros. Parece que precisa de algo mais, uma excitação maior para realmente se sentir viva, e é aí que encontra Arturo (Gustavo Sánchez), que vai cavar seu passado, sua história (relacionada com fevereiro), suas culpas e dores, mas acima de tudo, seus impulsos mais profundos de prazer e de morte.

 

 

Domingo dia 19: O Garoto de Bicicleta (Le Gamin au Vélo – 2011), um filme escrito e dirigido pelos excelentíssimos irmãos belgas Jean-Pierre e Luc Dardene (Rosetta, A Criança – L´enfrant). Cyril (Thomas Doret), um garoto de 12 anos, encontra ajuda em uma mulher (Cécile de France) depois de escapar - em repetidas situações, de um orfanato onde seu pai o abandonou. Cyril se propõe a encontrar o pai do garoto, que busca a própria aceitação. Mas em suas idas e vinda, ele conhece Samantha, uma jovem cabeleireira que o deixa entrar em sua casa e em sua vida, e que o ajudará a superar a violência e as trevas que o rodeiam. Um filme de luz de verão, um conto de fadas, onde também há obscuridades escondidas - como em todo conto de fadas. O Garoto de Bicicleta recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes.

 

Ainda tem muitos filmes, quantidade e qualidade. Neste mês o Max dedica sua programação ao festival de Cannes. Fique conosco!

 

Mais cinema, mais qualidade, mais Cannes. O que você vê quando vê o Max?

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Cannes e mais Cannes no Max

por max 13. maio 2013 09:46

 

O Max continua provando que quantidade não interfere na qualidade. Maio, ou melhor, todo o mês de maio, é de filmes que ganharam ou fizeram barulho em Cannes. Na segunda 13, na terça 14, na quarta 15 e na quinta 16 de maio, teremos:

 

Segunda 13 de maio: As Acácias (Las Acacias – 2011). Primeiro filme de Pablo Giorgelli, um drama que se passa na estrada para narrar uma história de crescimento. Sem alardes, sem grandes movimentos de câmera, com silêncios, gestos e expressões de rosto, o diretor mostra um calado motorista de caminhão (Gérman de Silva), que leva do Paraguai à Argentina uma mulher e sua filha (Hebe Duarte e a bebezinha Nayra Calle Mamani). Giorgelli foca nesta pequena abordagem para mostrar o mundo desses personagens. A mulher que se abre para o homem, o homem que se abre diante da mulher, o caminhão com frascos químicos, o pôr do sol, a paisagem, o caminho incessante. As Acácias ganhou o prêmio da Câmera de Ouro em Cannes.

 

 

Terça 14 de maio: O Porto (Le Havre – 2011). No drama de Aki Kaurismäki, Marcel (André Wilms) é um escritor idoso e derrotado por seus sonhos, que vive no porto como engraxate. Até o dia em que conhece o menino Idrissa (Blondin Miguel), um imigrante ilegal, que ele decide ajudar, mesmo passando por cima da lei e envolvendo muita gente da cidade portuária. O Porto recebeu o prêmio da crítica e o prêmio do júri ecumênico no Festival de Cannes.


 

Quarta 15 de maio: A Rota Irlandesa (Route Irish – 2010). Aqui, o britânico Ken Loach segue pelos abismos da guerra e utiliza um formato bem hollywoodiano para se aprofundar no mistério de uma morte, por atrás da qual existe uma aparente conspiração que tem a ver com os setores de segurança privada envolvidas. Realista, sem sentimentalismo, acusador, Loach rasga as cortinas e se aproxima dos prédios das companhias de segurança britânicas que operam no Iraque, apenas máscaras privatizadas do mundo mercenário. O filme Rota Irlandesa foi selecionado à Palma de Ouro em 2010.

 

 

Quinta 16 de maio: Taxi Driver (1976). Um dos clássicos do cinema americano, mundial, e de seu diretor Martin Scorsese. O filme tem especial importância para aquele cinema que começou a florescer no final dos anos sessenta e início dos anos setenta, em cima das cinzas de uma Hollywood tumultuada. Entre esses novos diretores estavam Coppola, Scorsese, Spielberg, George Lucas, entre outros. Em 1974, Coppola ganhou a primeira Palma de Ouro para esta nova safra de diretores. Dois anos depois, foi a vez de Scorsese, com Taxi Driver, o que mostrou que essa nova geração de diretores americanos vinha para ficar. Mas não só os novos diretores tinham se estabelecido com novas ideias (a solidão desoladora de um taxista na cidade da perdição, sua loucura, sua transformação paradoxal em herói improvável), mas também grandes atores como Robert De Niro no papel do solitário Travis Bickle. Taxi Driver, uma obra-prima que, sem dúvida, devia ganhar, e ganhou a Palma de Ouro em Cannes.

 

Fique ligado no Blog do Max. No decorrer da semana, falaremos o que o canal Max tem preparado para sexta, sábado e para sua estreia de domingo.

 

Mais cinema, mais qualidade, mais Cannes. O que você vê quando vê o Max?

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Segunda semana repleta de filmes de Cannes, comemorando o Festival de 2013 no Max

por max 7. maio 2013 13:21

 

Maio é Cannes, maio é totalmente Max, como você quer, como você gosta. Esta semana continuamos com os filmes com o selo de Cannes, todos os dias, e na semana que vem também, todos os dias… o mês inteiro. A melhor qualidade, neste caso, está também em quantidade. Assim é maio no Max.

 

Segunda, 06 de maio, começamos com a comédia A Fonte das Mulheres (La Source des Femmes – 2011), do cineasta franco-romeno Radu Mihaileanu (Um Herói do Nosso Tempo - Va, Vis et Deviens, Trem da Vida – Train de Vie, O Concerto – Le Concert), filme que atualiza a figura de Lisistrata e coloca o nome e a beleza de um jovem muçulmano de algum povoado entre a África e o Oriente Médio. Leila (Leila Bekhti) e todas as mulheres da aldeia, cansadas de carregar a água de um poço até suas casas, decidem declarar abstinência sexual até que os homens colaborem. Nada mais, nada menos que "zero" sexo até que os homens deixem de tolices. Radu Mihaileanu foi indicado à Palma de Ouro em 2011 por esta comovente e, ao mesmo tempo, profunda comédia.

 

 

Na terça, dia 07, reapresentaremos Tatsumi (2011), se você perdeu a estreia, ou quiser ver a recriação em desenho animado de parte da vida de Yoshihiro Tatsumi, o mestre criador do estilo gekiga dentro da vertente do mangá japonês. Tatsumi foi selecionado ao prêmio Un Certain Regard em 2011.

 

 

Na quarta, dia 08, do mexicano Alejandro González Inárritu, Biutiful (2010). Inárritu que está, sem dúvida, colhendo êxitos para o México há tempos, foi selecionado para a Palma de Ouro, e o espanhol Bardem, por sua interpretação do estranho, violento e comovente Uxbal, recebeu o prêmio de melhor ator.

 

 

Na quinta, dia 09, vamos ver Ultraje (Outrage – 2010), do violento e ao mesmo tempo visual cineasta Takeshi Kitano, multifacetado, carismático e excelente roteirista e diretor. Máfia, corrupção, sangue, mortes, traições, isso é Ultraje, pura fúria e pura crueldade artística. Kitano foi selecionado à Palma de Ouro por Ultrage no mesmo ano de 2010.

 

 

Na sexta, dia 10, Matadores de Velhinha (The Ladykillers – 2004), magnífica comédia dos irmãos Coen, estrelada por Tom Hanks que vive um encantador professor de música que no final acaba se transformando em um grande vilão… um vilão especial, não muito odiável, na verdade um trapalhão. Esta versão de Matadores de Velhinhas (a original é de 1955, dirigida por Alexander Mackendrick, e conta com Peter Sellers e Alec Guiness, recebeu o Prêmio do Júri, e os irmãos Coen, foram selecionados à Palma de Ouro.

 

No sábado, dia 11, teremos A Minha Alegria (Schastye Moe – 2010), do diretor ucraniano Sergei Loznitsa, um filme dramático e cruel que mostra um homem comum, Georgy (Viktor Nemets), numa estrada como motorista de caminhão. No caminho, o personagem irá se encontrando com as trevas, a corrupção e a miséria humana; policiais corruptos, camponeses cruéis, uma prostituta menor de idade. Para isso, foi adicionada a perda de memória do personagem, do qual conhecemos muito pouco. Em A Minha Alegria percebem-se os restos do mal soviético que corroeu (e continua corroendo) a alma dos homens; uma crítica ao poder, aos sistemas de governo mergulhados em sua própria miséria.

 

 

E no domingo, dia 12, o Max apresenta O Porto (Le Havre – 2011), do premiado, e muito admirado em festivais, Aki Kaurismäki. O filme nos mostra um escritor, idoso e derrotado por seus sonhos, de nome Marcel (André Wilms), que foi para o porto para ser engraxate. Sua vida continua apoiada sobre os fios de uma paz que ele desejava, até que um dia conhece um garoto, Idrissa (Blondin Miguel), que é um imigrante ilegal. Marcel então decide ajudá-lo, mesmo passando por cima da lei e envolvendo um número de pessoas boas na cidade portuária. O Porto recebeu o prêmio da crítica e o prêmio do júri ecumênico, criado em 1974 por diretores, atores e cineastas em geral de origem católica.

Uma semana cheia de qualidade, uma semana totalmente Cannes que faz parte de um mês inteiro do festival. O melhor do cinema internacional, o melhor da arte, em maior quantidade. O que você vê quando vê o Max?

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Maio é de Cannes, no Max

por max 4. maio 2013 04:26

 

Este é o cartaz da edição número 66 do Festival de Cannes, que acontecerá entre 15 e 26 de maio. No cartaz estão Paul Newman e sua esposa, Joanne Woodward, em uma cena romântica do filme Amor Daquele Jeito (A New Kind of Love), dirigido por Melville Shavelson em 1963. De acordo com os organizadores do festival, essa cena, esse cartaz "encarna perfeitamente o espírito do cinema".

Entre os jurados deste ano, se encontram Steven Spielberg, como presidente, Nicole Kidman, os diretores asiáticos Ang Lee e Naomi Kawase, o ator Christoph Waltz, a atriz indiana Vidya Balan, o ator francês Daniel Auteuil, a diretora britânica Lynne Ramsay e o cineasta romeno Cristian Mungiu. Kim Novak será homenageada em virtude da restauração do filme Um Corpo Que Cai (Vertigo – 1958) e haverá 20 filmes disputando a Palma de Ouro. Lá, teremos na competição diretores como Ethan e Joel Coen, Takashi Miike, François Ozon, Alexander Payne, Roman Polanski, Steven Soderbergh e Paolo Sorrentino, entre outros.

Por isso, em maio, o Max aumenta a emoção de um dos festivais de cinema mais importantes do mundo, e essa emoção é tanta que, a cada dia o Max apresenta um filme que já teve alguma ligação com o Festival de Cannes, tanto os premiados como os indicados. Para essa semana, de 01 a 05 de maio, a programação é:

 

Conflito das Águas (También la Lluvia – 2010), um filme espanhol dirigido por Icíar Bollaín, pelo qual Gael García Bernal ganhou o Troféu Chopard 2003 como Revelação Masculina.

Para quinta 02 de maio:

Bird (1988), um excelente filme dirigido por Clint Eastwood que retrata a vida do grande músico do jazz, o saxofonista Charlie Parker, interpretado pelo brilhante Forest Whitaker. Tão brilhante que ganhou, em 1988, o prêmio de Melhor Ator no Festival. Também vale destacar que Clint Eastwood foi indicado ao prêmio de Melhor Diretor.

 

 

Continuamos na sexta-feira dia 03, com o drama do diretor romeno Catalin Mitulescu:

Loverboy (2011), a história de Luca (interpretado por George Pistereanu), um jovem sedutor romeno, garoto de programa do submundo que às vezes nos lembra do senhor Ripley de Patricia Highsmith, mas sem sofisticação, sem elegância e, no caso de Luca, muito autodestrutivo em seu desolado e impossível romance com Veli (Ana Condeescu), uma garota estranha, que surgiu na neblina de suas namoradas prostitutas e que poderia mudar sua vida, para melhor ou para pior. Já se sabe que o cinema produzido naqueles lados é, há algum tempo, nada condescendente e muito duro, muito forte. Loverboy foi selecionado para a categoria Un Certain Regard, seção do festival onde entram jovens talentos com propostas inovadoras.

 

 

Vamos para o sábado, dia 04, onde contamos com o filme italiano de Daniele Luchetti:

La Nostra Vita (2010), um drama que se move em um mundo que perdeu o bem mais precioso e onde Claudio (Elio Germano), um simples trabalhador da construção civil, pai de família, viúvo e imerso na solidão, tomará o caminho obscuro das negociações, dos silêncios e conspirações, e tenta superar essa triste realidade que o esmaga, que foi espancado até a morte, que abraçou totalmente o desespero da classe média nos subúrbios de Roma. Com uma câmera na mão e usando as contradições da alma, quase como um documentário, Luchetti (O Homem da Pasta – Il Portaborse, Meu Irmão É Filho Único - My Brother Is an Only Child, It's Happening Tomorrow - Domani Accadrà) levanta a bandeira do amor, da paternidade e da corrupção humana. A excelente e poderosa interpretação de Elio Germano em La Nostra Vita lhe rendeu o prêmio de Melhor Ator.

 


E encerramos a semana com um filme de primeira categoria. Domingo 05 de maio teremos:

Tatsumi (2011), a recriação animada da vida de Yoshihiro Tatsumi, o mestre criador do estilo gekiga dentro da vertente do mangá japonês. Em 1957, Tatsumi começou a criar histórias maduras com um estilo de traço menos infantil, que buscavam dar uma nova visão ao mangá que existia até então. O diretor de Singapura, Eric Khoo, nos traz um documentário sobre o mestre, porém um filme de ficção, como já disse, animado e baseado em A Drifting Life, a auto-biografia gráfica de 800 páginas escrita pelo próprio Tatsumi. Com diálogos em japonês e animação realizada na Indonésia, a história nos leva em especial, ao início de carreira de Tatsumi no mundo do mangá, no Japão pós-guerra. Lá também está a importância da figura de outro mestre, Osamu Tezuka, e as primeiras tentativas do jovem Tatsumi de trabalhar com um estilo diferente, que logo seria conhecido como gekiga, ou comics para adultos, sem nenhum conteúdo sexual ou de linguagem imprópria, como poderiam dizer na TV, e sim porque Yoshihiro Tatsumi abordou outros temas, como por exemplo, a situação do Japão após a Segunda Guerra Mundial. Tatsumi foi selecionado ao prêmio Un Certain Regard em 2011.

 

Uma semana para aproveitar, uma semana magnífica que apenas dá início a todo um mês de filmes com o selo do Festival de Cannes. Todo o mês de maio, só Cannes, no Max.

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I am Bruce Lee, ou a lenda enigmática

por max 4. maio 2013 03:52

 

Escreve-se e fala-se tanto sobre Bruce Lee, que estas linhas podem sobrar. Bruce Lee morreu jovem e, como todo grande que morre jovem, conseguiu, simples e brilhantemente, o grau de ícone cultural.

Ele, natural de São Francisco, introduziu as artes marciais em nossa cultura e, ao mesmo tempo, se alimentou com os pensadores deste lado do mundo. Estudou o pensamento taoísta e zen, mas também estudou filosofia na Universidade, onde se aproximou dos solenes Hegel, Spinoza e até mesmo Krishnamurti. Ao mesmo tempo, Lee praticava o Wing Chun Kung Fu e, por esse caminho, chegou a criar seu próprio estilo, o Jeet Kune Do ou "o caminho do punho interceptor". Muito mais se pode dizer de Lee. Sua vida é um grande mistério. Diz-se que em Hong Kong, durante a juventude, se dedicou ao crime; diz-se também que foi bem próximo da máfia chinesa. Quem sabe. Lee sempre foi um enigma. Os chineses em geral são enigmáticos.

Este mês, o Max apresenta um documentário que de longe, de maneira leve, e também divertida, revela alguns desses véus que cobrem a lenda. I Am Bruce Lee (2012), um trabalho com direção de Pete McCormarck, diretor e cantor canadense, que dirigiu em 2009 o documentário Encarando Ali (Facing Ali) que é, claro, sobre o boxeador Muhammad Ali.

I Am Bruce Lee mostra entrevistas com a esposa de Lee e outros membros de sua família, além de entrevistas com ex-colegas, dublês, atuais estudantes de artes marcias e claro, não poderiam faltar, com os fãs mais extremos do homem. Todo esse material de entrevistas se une com uma boa quantidade de cenas magníficas de seus filmes, que servem para explicar assuntos que de outra maneira não teríamos ouvido. Um documentário que se deixa levar, divertido e interessante, sobre uma das lendas mais enigmáticas da cultura mundial.

Este mês, I Am Bruce Lee. Paixão, espírito, lenda. O que você vê quando vê o Max?

Para reapresentações, clique aqui.


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